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Análise do Filme Segundas ao Sol.

Por:   •  11/7/2016  •  Trabalho acadêmico  •  1.652 Palavras (7 Páginas)  •  259 Visualizações

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

SETOR DE CIÊNCIAS HUMANAS

DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

DISCIPLINA DE PSICOLOGIA E TRABALHO I

PROFESSORA ELAINE CRISTINA SCHMITT

MARISA DIAS DA SILVA

THALISIÊ CORREIA

Analise do Filme, Segunda Feira ao Sol. (Los Lunes al Sol). De Fernando León de Aranoa.

“É necessário “enxugar os quadros”, “diminuir as estruturas” “queimar gorduras” “ arrumar a casa” ”fazer uma faxina”. Este eufemismo pretendem diminuir no plano simbólico e imaginário, as razões organizacionais causadoras de sofrimento, aflição, e medo: rebaixamento, dispensa, marginalização. Neste combate entre concorrentes, nesta luta pela competitividade e pela melhoria dos índices de produtividade, a organização pode perder ou ganhar, mas os indivíduos, de uma forma ou de outra, sempre perdem: emprego, saúde física, psicológica e emocional, autonomia moral e intelectual.”( Faria 2004 Pag. 212)

Aranoa, expõe um drama, que fala da situação social gerada pelo desemprego, pois relata uma história fictícia, que conta a história de duzentos trabalhadores, que ficaram desempregados após o estaleiro onde exerciam seus oficios ser extinto. O filme retrata a sociabilidade estranhada do capital e mostra como homens e mulheres têm a sua subjetividade negada por ele.

São apresentados vários personagens no filme. Na analise buscou se fazer uma reflexão sobre a relação de alguns deles, com o trabalho e o desemprego, sendo que o personagem que mais é citado é Santa (Javier Bardem), pois é ele quem conduz o filme.

No inicio do filme o diretor expõe uma cena, que apresenta se em forma de documentário que mostra um ato de protesto dos operários contra o fechamento do estaleiro. Santa (Javier Bardem) é o representante dessa luta, inconformado com o rumo que as coisas tomaram, está sempre a dialogar com os amigos no bar expondo seu ponto de vista, que vai contra a dominação do Capital.

Segundo Faria, existem opiniões provenientes de setores econômicos, que sugerem que, estar desempregado, gera muito mais sofrimento do que estar empregado, independente das condições desse emprego. (Faria 2009).

Já no inicio do filme, é possível perceber esse sofrimento, pois Lino (José Ángel Egido), sustenta a família com o seguro desemprego, mas busca inserir se novamente no mercado formal, para isso, está indo há uma entrevista de emprego, e quando é questionado, por seus amigos sobre qual a função ocupará, ele não sabe dizer, pois tudo o que lhe interessa é estar novamente introduzido no mercado de trabalho. Ao longo do filme Aranoa expõe a angustia desse personagem, pois deseja incessantemente voltar a trabalhar formalmente, mas como já têm mais de quarenta anos isso torna se muito mais difícil, em certo momento ele pinta os cabelos para aparentar menos idade, no entanto durante a entrevista, o seu nervosismo faz com que ele soe e a tinta escorra, a cena é dramática e mostra a fragilidade do ser humano diante de um mercado cruel que só visa a incrementação da mais valia para o Capital. (Marx 1872).

A subjetividade do trabalhador vêm sendo sequestrada pelo Capital, que por meio dos novos modelos de produção e gestão, representados na atualidade pelo Toyotismo, vêm criando mecanismos sutis de dominação e exploração, de maneira que o trabalhador deixe de lado a sua subjetividade, e seja mais explorado, pelas organizações, sem ao menos se dar conta disso. (Meneguetti & Faria 2001) Percebemos isso na cena em que José ( Luis Tosar) sente se humilhado quando vai ao banco com sua esposa, Ana (Nieve de Medina). Na tentativa de fazer um empréstimo, eles não conseguem pois, José ( Luis Tosar) , sofre um episódio de estresse, por estar desempregado e não ter uma renda, o fato acaba gerando uma forte discussão entre ele e a esposa, na qual ela acaba relatando, que eles não possuem nada, nem casa nem carro e muito menos filhos, por conta do “trabalho”.

Ana (Nieve de Medina) é uma operária assalariada, da industria de atum, ela queixa se constantemente de dores nas pernas, e abusa do desodorante, pois têm sempre a sensação de que está com mau cheiro. Em um momento de indignação, ela cospe no produto do seu trabalho, percebe se nessa cena o estranhamento do trabalhador ao fruto de seu próprio trabalho, segundo Marx, a alienação do trabalhador, além de causar essa estranheza, também faz, com que o trabalho seja forçado, e perca a essência, tornando se um mero meio de satisfazer

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