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Análise sociológica sobre desigualdade de gênero ou desigualdade social

Por:   •  29/11/2017  •  Trabalho acadêmico  •  1.423 Palavras (6 Páginas)  •  69 Visualizações

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Escolha um filme que possibilite uma análise sociológica sobre desigualdade de gênero ou desigualdade social e responda as questões a seguir:

1. Qual a relação da história do filme e a lógica da sociedade contemporânea?

A personagem principal do filme “Preciosa: uma história de esperança”, Claireece Preciosa Jones (Gabourey Sidibe) sofre constantes abusos físicos de sua mãe (Mo’Nique) que em diversas cenas a acusa de ter-lhe roubado “seu homem”- o pai de Preciosa, que abusou sexualmente diversas vezes da filha. Em cenas de ofensas desferidas pela mãe notamos um sentimento de disputa existente apenas na concepção da mãe que chega a dizer que Preciosa, grávida pela segunda vez, está se “achando” porque deu mais filhos a ele (o pai de Claireece) do que ela. Nas cenas finais a mãe a acusa de nunca ter resistido, o que para ela é entendido como se a própria filha fosse a culpada pelos estupros constantes.

Segundo a psicanalista e psicóloga Raquel Baldo Vidigal:

A sociedade diz que: Meninas sentam de pernas fechadas, não saem sozinhas, muito menos à noite, não usam roupas curtas, não falam palavrão, são simpáticas até com quem as desrespeita, não bebem, devem admirar a força que os meninos têm, devem buscar um menino (um homem) na vida para estar segura, para que saiba que é bonita, amada e não "ficar para titia", deve entender que homens traem, que faz parte dos hormônios deles, mas que se elas tiverem uma relação extraconjugal não merecem respeito. Meninas devem se sentir lisonjeadas quando são chamadas de gostosa e delicia, por um menino, um homem ou pelo amigo de seu pai; não devem sair por aí se expondo ou falando sobre os abusos que sofrem no dia a dia. Com esses "conceitos" e "regras sociais", pais e escolas, acham que estão ajudando e educando as meninas, ensinando-as que os meninos são assim e elas devem entender e se proteger. Já os meninos aprendem que: Podem falar o que pensam, querem, quando querem, falam palavrão, xingam, bebem, fazem baderna, não resistem às mulheres ou as meninas (sendo elas quem forem, suas irmãs, amigas, professoras, alguém desconhecida...), "são os hormônios", todos dizem, é coisa de menino, de homem; eles chegam nas baladas agarrando as meninas e quando elas dizem não, são ofendidas. Afinal, como uma menina vai recusar esta "honra" de ser agarrada por ele, de fazer parte de sua lista? Meninos fazem lista (das mais bonitas, gostosas, feias, das que pegam, das que devem esculachar...); são poderosos, são heróis, crescem ouvindo que devem proteger as meninas, pois elas são frágeis e quando crescem acham que tem poder sobre elas e que elas lhe devem algo por isso. Eles têm o direito de "cantar" as meninas na rua, seja ela, bonita, gostosa, alta, baixa, de roupa curta ou comprida. (...). Estou aqui propondo uma reflexão sobre a imposição de tabus, regras e conceitos que os pais, as escolas e a sociedade impõe sobre os gêneros e que, com este tipo de educação, esquecem de ensinar o mais importante: o respeito a si e ao outro.

Na lógica da sociedade a mulher é quem tem que evitar o abuso sexual tendo cuidado com as vestes que costuma usar para não “provocar” o desejo sexual, não andar sozinha à noite, sentar de pernas fechadas, se comportar de maneira a agradar o sexo oposto limitando-se a fazer o que é próprio de seu gênero e não tentar igualar-se ao gênero masculino.

2. Em que época e local se passam os fatos narrados?

Em 1987, nos Estados Unidos da América, cidade de Nova York, bairro do Harlem. É difícil encontrar uma fonte que relate a história do bairro Harlem. No site www.matraqueando.com.br - um site onde pessoas contam como são os lugares a partir de suas experiências nos Estados Unidos – Silvia Oliveira publicou um pouco da história do bairro:

(...) O Harlem era essencialmente agrícola. Foi povoado por holandeses, recebeu imigrantes judeus e latinos e, por ter aluguéis mais baratos, foi se consolidando como uma referência para os negros que vinham do sul dos Estados Unidos fugindo do preconceito e da segregação racial. Na década de 20, foi do auge — com o Harlem Renaissance (uma explosão cultural que tinham nomes como Louis Armstrong à frente) — à decadência total com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, o crash que deu todo o sentido à frase comer o pão que o diabo amassou. Nessa época, mais negros ficaram desempregados (acredite, muitas lojas não aceitavam empregados afro-americanos) e acabaram fixando residência no Harlem, tornando a região extremamente povoada, sem estrutura, nada de trabalho, com péssimas escolas e nenhum policiamento. Deste contexto, nasceram inúmeras

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