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Coach Carter Treino Para a Vida

Por:   •  8/10/2019  •  Resenha  •  1.121 Palavras (5 Páginas)  •  11 Visualizações

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Atividade Complementar Cultural

Filme: Coach Carter – Treino para a Vida (2005) - Diretor: Thomas Carter

Filme baseado na história real de Ken Carter, um ex-aluno do Colégio Richmond que fica localizado na periferia da Califórnia, e que conseguiu “sucesso” social após a conclusão de seus estudos, bem casado, dono de uma loja de artigos esportivos e tem um filho matriculado em um dos melhores colégios. Carter recebe o convite do atual técnico de basquete do colégio, que argumenta sobre as dificuldades que enfrenta em relação a indisciplina dos educandos, mal comportamento, alta evasão, a impossibilidade dos pais de controlarem seus filhos (na maioria nem estão presente e participando da vida deles por motivos de morte ou prisão).

Ele aceita o desafio e conversa com os atletas, aos quais ele denomina “Alunos-Atletas” deixando claro que ser ALUNO é mais importante e vem antes de serem atletas, e propõe que assinem um contrato, no qual constam exigências como: frequentar as aulas, sentar na frente, tirar uma nota mínima, bem como que usem determinado traje nos dias de jogos, que se comportem de maneira educada e cordial com os adversários entre outras. Em contra partida pediu a ajuda dos “colegas” de profissão, para que enviassem a ele relatórios dos alunos em questão para que ele pudesse acompanhar mais de perto se estavam cumprindo com o acordado.

Iniciou seu trabalho com treinos rigorosos, e castigos extremos para os alunos que não cumpriam com as normas de seus treinos, ou questionavam seus comandos, chamava-lhes a atenção para que não utilizassem termos racistas entre si de forma a não ofender a eles e nem mesmo seus ancestrais e também que não se portassem como marginais.

Mas tamanho rigor começou logo render frutos, o time de Richmond começou a ganhar várias partidas, e ganhar visibilidade na competição interescolar. Carter não baixou a guarda com seus alunos e não poupou esforços em conferir se estavam frequentando as aulas, e sentando se a frente na classe, uma vez que não teve a colaboração dos colegas de profissão com os relatórios solicitados, ou mesmo buscá-los em uma festa após um dos jogos. Ele tinha um controle totalmente justificado com os jovens, queria que esses garotos tivessem alguma chance, ele não aceitava que o ensino médio fosse o auge da vida deles, acreditava que tinham chances reais de alcançarem coisas melhores, e isso seria feito não apenas com trabalho duro nas quadras, mas também com estudo e boas notas. Desta forma poderiam ao final do ano conquistarem bolsas em faculdades conceituadas, conseguiriam continuar jogando e se formarem e conquistarem uma profissão. O treinador veio do mundo deles e sabe que a maioria dos jovens não tem oportunidades e acabam por se envolver com drogas, e outras coisas ilícitas e quando não morrem jovens acabam presos.

Os alunos sofreram um tanto para se adequarem as regras, por mais que se esforçassem era uma realidade totalmente a parte de seus dias e realidades. Porém eles levaram a sério todas as regras impostas, por mais difícil e custosa que fosse com exceção a de frequentar as aulas e tirarem boas notas, essa que aparentemente seria a mais fácil é a que não se concretizou. Mesmo com os longos sermões dados por Carter, os jovens não conseguiam aceitar e achavam que o treinador estava misturando realidades divergentes e que ele deveria se dar por feliz e satisfeito com o ótimo desempenho deles em quadra, para eles vencer as partidas de basquete era a sua missão de vida, era como vencer na vida.

E esses pensamentos são reforçados pela direção da escola que ao invés de se empenhar pelo desenvolvimento pleno dos seus alunos se dava por satisfeita em dar-lhes alguns bons anos no colégio, como um prêmio de consolação, bem como seus professores que não ligam para o andamento das coisas, se frequentar bem, tudo bem também. Para que se preocupar com jovens que “não tem chances nenhuma na vida”, jovens que “todos sabem o fim”, uma generalização triste e conformada, de que o que tem que ser, simplesmente vai ser e que não há nada a ser feito.

Diante desta situação intrigante e do descompromisso dos jovens com

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