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Fichamento Cap.V Capital

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Por:   •  16/9/2014  •  1.150 Palavras (5 Páginas)  •  2.421 Visualizações

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FICHAMENTO: O Capital – Karl Marx

MARX, Karl. Cap. V – O processo de trabalho e o processo de valorização. O Capital. P. 297-315. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996

O trabalho é pertencente exclusivo do homem. O difere um homem de um animal é que antes de construí-lo de verdade, ele o constrói na mente. E no fim de tudo, encontra exatamente aquilo que planejou.

Ele não apenas transforma a natureza, mas, faz dela seu objetivo. O trabalho depende de suas forças físicas e espirituais.

O que se denomina matéria prima é quando um objeto já passou pela mão de outro trabalhador. A matéria prima é o objeto do trabalho, mas, não necessariamente todo objeto de trabalho é matéria prima.

O meio de trabalho é uma coisa ou um complexo de coisas que o trabalhado coloca entre si mesmo e o objeto de trabalho e que lhe serve como condutor de sua atividade sobre esse objeto. Ele utiliza as propriedades mecânicas, físicas, químicas das coisas para fazê-las atuar como meios de poder sobre outras coisas, conforme o seu objetivo. (Karl Marx, p. 298)

O meio que o trabalhador produz ou transforma, não é objeto, e sim, meio de trabalho. Fazendo dele a extensão de sua própria vida. A natureza é como se fosse sua despensa, tudo de que precisa vem dali.

O processo de trabalho, o menor que seja, é inerente ao homem. O meio de trabalho indica não somente o grau de desenvolvimento, como também as condiçõessociais a quais se trabalha.

A terra é o meio universal para o trabalhador, pois é a partir dela que ele tira seu sustento.

A matéria natural que se adapta às necessidades do homem, cujo processo é extinto no produto, e ele tem valor de uso. O trabalho se atrelou com o objetivo. Quando um valor de uso sai do processo de trabalho como produto, outros valores de uso, produtos de processos anteriores de trabalho, entram nele como meios de produção. O mesmo valor de uso constitui o produto desse trabalho, e o meio de produção daquele. Produtos são, por isso, não só resultados, mas ao mesmo tempo condições do processo de trabalho. (Karl Marx, p. 300)

A matéria prima nem sempre é a substância principal do produto, pode vir apenas como matéria auxiliar. A diferença entre matéria principal e auxiliar se embaraça na produção propriamente química, porque nenhuma das matérias-primas aproveitadas reaparece como substância do produto.

Como cada coisa possui muitas características e, por isso, é capaz de diversos aproveitamentos favoráveis, o mesmo produto pode estabelecer a matéria-prima de processos de trabalho muito diferentes.

“O mesmo produto pode no mesmo processo de trabalho servir de meio de trabalho e de matéria-prima”. (Karl Marx, p. 301)

Um produto que existe numa forma pronta para o consumo, pode tornar-se, novamente, matéria-prima de outra obra.

Ainda mesmo já sendo produto, a matéria-primanova pode ter que cursar todo um escalão de processos diferentes, nos quais labora sempre de novo, em configuração cada vez mais alterada, como matéria-prima, até o último processo de trabalho que a segrega como meio consumido de subsistência ou meio acabado de trabalho.

Ao entrar em novos processos de trabalho como meios de produção, os produtos deixam de ter caráter de produtos.

“O trabalho vivo deve apoderar-se dessas coisas, despertá-las dentre os mortos, transformá-las de valores de uso apenas possíveis em valores de uso reais e efetivos”. (Karl Marx, p. 302)

Assim sendo, produtos que existem são não só resultados, mas também condições de existência do processo de trabalho, por outro lado é seu ingresso nele, isto é, seu contato com trabalho vivo, o único meio de guardar e realizar esses produtos de trabalho antigo como valores de uso.

O trabalho gasta seus elementos materiais, seu objeto e seu meio, os devora e é, portanto, processo de consumo. Esse consumo produtivo distingue-se do consumo individual por consumir o último os produtos como meios de subsistência do indivíduo vivo, o primeiro, porém, como meios de subsistência do trabalho, da força de trabalho ativa do indivíduo.

O produto de consumo individual é, por isso, o próprio consumidor, o resultado do consumo produtivo um produto distinto do consumidor. (Karl Marx, p. 302

O trabalhador trabalha sob o controle

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