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TEREZINHA MARIA ANASTACIO PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR Trabalho Apresentado Ao Curso (pedagogia) Da UNOPAR - Universidade Norte Do Paraná, Para A Disciplina [Educação Da Criança De 0 A 5 Anos, Ludicidade E Educação, Organização

Monografias: TEREZINHA MARIA ANASTACIO PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR Trabalho Apresentado Ao Curso (pedagogia) Da UNOPAR - Universidade Norte Do Paraná, Para A Disciplina [Educação Da Criança De 0 A 5 Anos, Ludicidade E Educação, Organização. Pesquise 793.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  23/9/2013  •  1.886 Palavras (8 Páginas)  •  3.063 Visualizações

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TEREZINHA MARIA ANASTACIO

PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR

Trabalho apresentado ao Curso (pedagogia) da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina [Educação da Criança de 0 a 5 Anos, Ludicidade e Educação, Organização e Didatica na Educação Infantil, Ensino da Linguagem Oral e Escrita, Ensino e Alfabetização].

Prof.Rosely Mntagnini, Marlizete S tenle Bonafini, Edilaine Vagula, Alexandre Villas Bôas, Raquel Franco

Araranguá

2012-10-02

INTRODUÇÃO

A concepção de infância tal como conhecemos hoje é um conceito relativamente novo. Esta noção é um produto de evolução histórica das sociedades. Os significados e a valorização da infância não ocorrem sempre da mesma maneira, mas são construídos e modificados de acordo com a organização de cada sociedade.

A partir da década de 80, que surgiu a ampliação dos debates acerca das funções da educação infantil, culminando com a Constituição Federal de 1988, o legislativo passa a reconhecer a educação infantil como um direito da criança e um dever do Estado, a ser efetivado no sistema de ensino.

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) integra a série de documentos dos Parâmetros Curriculares Nacionais elaborados pelo Ministério da educação e do Desporto. Este referencial possui caráter instrumental e didático, devendo os professores ter consciência, em sua pratica educativa. Pretende assim apontar metas de qualidade que contribuam para que as crianças tenham um desenvolvimento integral de suas identidades, capazes de crescerem como cidadãos cujos direitos à infância são reconhecidos.

Vale destacar a colaboração de educadores que ao longo da historia da humanidade renovaram com suas idéias despojadas as concepções e as práticas da educação infantil, cujos pensamentos perduram até hoje, o que faz com que se reflita a função do ato de planejar, uma vez que se considera que em todo planejamento estão implícitas também as concepções do educador infantil.

O brincar é parte integrante do processo educativo, devendo ser incentivada, garantida e enriquecida. Tanto para educadores como para as crianças, constitui uma atividade humana promotora de muitas aprendizagens e experiências.

DESENVOLVIMENTO

Em 1998, o Ministério da Educação elabora um documento intitulado Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RCNEI) visando contribuir com a implantação de práticas educativas de qualidade que possam promover e ampliar as condições necessárias para o exercício da cidadania pelas crianças do Brasil.

O documento esclarece que as orientações só terão sentido se traduzirem o desejo de todos os envolvidos com a educação das crianças. A finalidade maior do documento é fornecer orientação e não estabelecer regras fixas, até porque seu objetivo é contribuir para a resolução dos problemas inerentes a essa etapa de formação. Para tanto, o documento enuncia os objetivos para educação infantil, visando atender as necessidades das crianças A educação para a infância originou-se dos ideários das inúmeras lutas políticas e sociais, travadas por várias gerações em diferentes contextos e momentos históricos, com o objetivo de conceder e assegurar à criança o direito de viver em plenitude esse momento tão importante.

Hoje a concepção de infância não está pronta e acabada, mas continua sendo construída. Antigamente, o retrato da criança era de um ser indigno de viver e que precisava ser melhorado. A menos-valia da criança era tida e havida sem discussão, e talvez fosse por isso tão fácil dela se ignorar, negligenciar, maltratar ou se descartar.

A partir da Revolução Industrial no século XVII, a sociedade passou por um conjunto de mudanças e transformações tecnológicas que ocasionou impactos diretos na estrutura social, modificando o papel da família e principalmente o papel da mulher. Com a saída da mulher para o mundo do trabalho, muitas crianças ficam à mercê da própria sorte, ou nas casas das mães mercenárias, ou seja, mulheres que se propunham a cuidar e dar abrigo em seus lares aos filhos das mulheres que saiam pra o trabalho. Assim, entendemos que a concepção de infância vem sendo construída ao longo dos tempos e de acordo com a organização de cada sociedade, não devendo, portanto, se analisada dissociada do seu contexto histórico.

O atendimento às crianças pequenas tanto no Brasil quanto no mundo apresentam práticas desenvolvidas que estão permeadas por concepções diferentes quanto a sua finalidade social. A maior parte das instituições nasceu com o objetivo de atender exclusivamente às crianças carentes. De caráter assistencial essas instituições guardavam os lactentes para quer suas mães pudessem trabalhar. Foi somente a partir da década de 80 que surgiu a ampliação dos debates acerca das funções da educação infantil, culminando com a Constituição Federal de 1988, em que os direitos da criança de zero a seis anos de idade, pela primeira vez, passam a ser considerados dever do Estado. Mas foi somente em 1996, com a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que a educação infantil volta o seu foco para o desenvolvimento integral da criança.

Atualmente, reconhecer juridicamente as creches e as pré-escolas como modalidade educacional, não significa a superação dos preconceitos sociais voltados para a educação infantil, uma vez que esse reconhecimento legal não as torna mais ou menos educativas, pois sempre tiveram, mesmo que teoricamente, caráter educacional e continuarão tendo (KULLMANN JUNIOR, 1998).

Ao reconhecer a educação infantil como dever do Estado, a Constituição provocou o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para uma clientela com direitos garantidos, o que suscitou a criação de lei referente aos direitos da criança e do adolescente brasileiro, denominada de Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. AI o documento, com o compromisso com a educação infantil é descrito no Artigo 54, quando assegura: IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade. Assim a educação infantil é reconhecida como a primeira modalidade do sistema educativo, ou seja, primeira etapa da educação básica. A educação

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