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TRABALHO DA DISCIPLINA DE PSICOLOGIA APLICADA AO TRABALHO

Por:   •  6/4/2017  •  Trabalho acadêmico  •  1.783 Palavras (8 Páginas)  •  321 Visualizações

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POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR

ESCOLA DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS

CURSO DE HABILITAÇÃO DE OFICIAIS

ADEIR XAVIER ROCHA, AL PM, Nº DE CURSO 29, TURMA B

AGNALDO RODRIGUES DE SOUZA, AL PM, Nº DE CURSO 31, TURMA B

JORGE RIBEIRO DE SOUZA, AL PM, Nº DE CURSO 38, TURMA B

PAULO ROBERTO CRUZ GOMES, AL PM, Nº DE CURSO 46, TURMA B

ROBSON GOMES DE OLIVEIRA, AL PM, Nº DE CURSO 52, TURMA B

WELINGTON FERREIRA GOMES, AL PM, Nº DE CURSO 54, TURMA B

TRABALHO DA DISCIPLINA DE PSICOLOGIA APLICADA AO TRABALHO

Belo Horizonte

2016

ADEIR XAVIER ROCHA, AL PM, Nº DE CURSO 29, TURMA B

AGNALDO RODRIGUES DE SOUZA, AL PM, Nº DE CURSO 31, TURMA B

JORGE RIBEIRO DE SOUZA, AL PM, Nº DE CURSO 38, TURMA B

PAULO ROBERTO CRUZ GOMES, AL PM, Nº DE CURSO 46, TURMA B

ROBSON GOMES DE OLIVEIRA, AL PM, Nº DE CURSO 52, TURMA B

WELINGTON FERREIRA GOMES, AL PM, Nº DE CURSO 54, TURMA B

TRABALHO DA DISCIPLINA DE PSICOLOGIA APLICADA AO TRABALHO

CHO 2016

Resenha do Texto “O Alienista”, de Machado de Assis

Da Disciplina de Psicologia Aplicada ao Trabalho

Fabrizia Lopes Brandão Pereira, Maj PM QOS

Belo Horizonte

2016

ASSIS, Machado de. O Alienista. Rio de Janeiro: Nova Aguilar 1994. v. II.

        O Alienista é um conto do impecável Machado de Assis, maior nome da literatura nacional, escrito em 1882. A história começa quando o Dr. Bacamarte, médico renomado e muito prestigiado na Europa, retorna ao Brasil para a sua terra natal (Itaguaí- RJ) com o objetivo de dedicar-se à ciência. Quando resolve se casar escolhe uma mulher viúva, desprovida de beleza, mas que, na sua visão, reunia condições fisiológicas adequadas para dar-lhe filhos sadios e inteligentes. Este fato, logo no início do texto, já expõe ao leitor o traço calculista do Dr Bacamarte. Todavia, contrariando as expectativas do médico, mesmo após anos de tratamento, D. Evarista não consegue lhe dar os filhos desejados. Uma curiosidade é que  Machado de Assis também foi casado durante 35 anos e também não teve filhos. No conto, ele deixa claro a frustração do médico com sua esposa e a responsabiliza pela “total extinção da dinastia dos Bacamartes”.

        A partir daí, o médico passa a se dedicar inteiramente aos estudos e se interessa pela pesquisa das doenças mentais, mais especificamente da loucura humana. Ele propõe aos políticos locais a criação de um manicômio na cidade: a Casa Verde, onde  poderia observar de perto os hábitos de cada paciente, as horas de acesso, as aversões e todos os traços da doença mental. O Dr. Bacamarte tinha a pretensão de descobrir as causas da loucura e, enfim, um remédio universal. Em pouco tempo a Casa Verde estava povoada de loucos de diversas cidades vizinhas.

        Com o passar do tempo, o Dr. Bacamarte desenvolve a teoria de que onde não há razão, supostamente há desequilíbrio mental e começa a recolher não somente pessoas com explícitos distúrbios mentais, mas também aquelas que apresentavam algum tipo de neurose ou variação de personalidade. O primeiro caso que chamou a atenção foi o do Costa, um senhor que herdara uma fortuna do tio e em poucos anos ficara pobre porque emprestava o dinheiro e não cobrava de ninguém. Depois recolheu a prima do Costa que foi até o médico interceder por ele. O albardeiro Matheus foi internado porque contemplava a própria casa o dia todo, um outro, Martin Brito, porque declamou um discurso para D. Evarista e, assim, vários outros. A população assitia com revolta e medo o encarceramento de familiares e amigos na Casa Verde. Várias teorias de conspirações foram levantadas, até a de que haveria um plano secreto do Rio de Janeiro para destruir Itaguaí. Seu ápice é desenvolvido a partir do momento em que Bacamarte recolhe sua própria esposa à Casa Verde.

        É nesse contexto, com metade da cidade de Itaguaí já internada na Casa Verde que o barbeiro da cidade, chamado Porfírio, resolve liderar uma revolta contra o autoritarismo do Dr. Bacamarte e o fim da Casa Verde. A ação ficou conhecida como Revolta dos Canjicas em referência ao apelido do barbeiro que era Canjica. Os revoltosos saíram triunfantes, derrubaram a Câmara e Porfírio assumiu o governo da Vila com muitos protestos de obediência às ordens da Coroa. Todavia, Porfílio faz um acordo com o médico para que a Casa Verde continue a existir considerando a influência do Dr. Bacamarte e a importância do seu apoio ao novo governo. O barbeiro confessou que o novo governo não tinha ainda por si a confiança dos poderosos da vila, mas o alienista podia fazer muito nesse ponto. Há nesse fato, uma crítica aos movimentos revolucionários que, tão logo tomam o poder, tratam de firmar todos os acordos possíveis, ainda que contraditórios à causa inicial do movimento, a fim de garantir a manutenção do poder.

        Um outro barbeiro chamado João Pina começou a conspirar dizendo que Porfírio estava vendido ao Dr. Bacamarte e começa, então, um novo movimento golpista que culmina na derrubada do anterior. Nisto entrou na vila uma força mandada pelo vice-rei e restabeleceu a ordem. O alienista internou os dois barbeiros revoltosos e mais uns cinquenta e tantos indivíduos envolvidos. Internou também o único amigo que tinha, o boticário Crispim, que havia declarado apoio a Porfírio por medo do novo governo e imaginando que o Dr. Bacamarte seria preso. O médico argumentou ao amigo que o terror era o pai da loucura, e que o caso de Crispim Soares lhe parecia dos mais caracterizados. Daí pra frente tudo era loucura. O Dr. Bacamarte interna a própria esposa porque ela não conseguia se decidir entre um colar e outro que seria usado em um baile.

        O assombro acontece quando o Dr. Bacamarte encaminha um ofício à Câmara anunciando que soltaria todos os pacientes da Casa Verde, pois, ao analisar as estatísticas e verificar que oitenta por cento da população de Itaguaí estava no manicômio, concluiu que, opostamente ao que pensava, o normal era o desequilíbrio das faculdades e o patológico seria todos os casos em que o equilíbrio fosse ininterrupto, passando estas pessoas a integrarem o manicômio a partir de então. Várias pessoas foram recolhidas à Casa Verde pela nova teoria, por se acharem em perfeito equilíbrio mental. Os alienados, agora, eram alojados por classes: os loucos em que predominava a perfeição moral, outra de tolerantes, outra de sinceros, outra de leais e assim por diante. Até o barbeiro Porfírio fora recolhido à Casa Verde porque, procurado por pessoas influentes da Corte que lhe ofereciam apoio e dinheiro, se recusou a liderar um outro movimento contra o Alienista dizendo que jamais utilizaria um recurso que viu falhar em suas mãos a troco de mortos e feridos que lhe causavam grande remorso. O médico ficou espantado com a coerência do discurso de Porfírio e achou que ele preenchia os novos critérios de loucura.

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