Trabalho Final de Governança Corporativa
Por: ruthmelissa • 28/4/2026 • Trabalho acadêmico • 1.176 Palavras (5 Páginas) • 9 Visualizações
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matriz da Atividade final
Matriz de resposta |
Disciplina: ECONOMIA DOS NEGOCIOS |
Turma: MBH02545-PGPGF-T5 |
Estudante: Ruth Jose Pena |
Relatório
INTRODUÇÃO
O Setor da economia que eu escolhi falar foi o setor de varejo, escolhi pelo fato de ter uma familiaridade com esse setor no meu dia a dia de trabalho.
O setor de varejo desempenha um papel fundamental na economia dos negócios, sendo responsável por conectar produtores e consumidores finais, além de influenciar diretamente o nível de consumo, a geração de empregos e o crescimento econômico. Caracterizado pela comercialização de bens e serviços em pequenas quantidades, o varejo está presente no cotidiano da sociedade e reflete, de forma imediata, as mudanças no comportamento do consumidor e nas condições econômicas do país.
Nos últimos anos, o setor varejista passou por transformações significativas impulsionadas pelo avanço tecnológico, pela digitalização dos negócios e pela intensificação da concorrência. A expansão do comércio eletrônico, o uso de dados para tomada de decisão e a busca por eficiência operacional tornaram-se fatores estratégicos para a sobrevivência e o crescimento das empresas do setor. Além disso, aspectos macroeconômicos, como inflação, taxa de juros e renda disponível da população, exercem forte influência sobre o desempenho do varejo.
Diante desse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar o setor de varejo com um olhar da economia dos negócios, abordando suas principais características, desafios e oportunidades. Vamos tentar compreender como os fatores econômicos impactam o funcionamento do setor e de que forma as empresas varejistas se adaptam para manter sua competitividade em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.
Cenário atual do Setor de Varejo (Comercio varejista)
O varejo brasileiro vive um momento de crescimento moderado, após anos de instabilidade econômica. Em 2025 e início de 2026, diversos indicadores mostram que o setor tem mostrado uma reação e apresenta uma evolução progressiva, impulsionada pela melhora do mercado de trabalho e pela digitalização crescente das empresas varejistas.
Dados do Índice Getnet de Atividade Econômica (IGet) mostram que o varejo apresentou sinais positivos de recuperação ao longo de 2025, mesmo com oscilações em alguns segmentos. A digitalização e o aumento do e-commerce continuam sendo pilares desse crescimento.
Ao mesmo tempo, a economia brasileira entrou em 2026 em um quadro de desaceleração, influenciada pela taxa Selic elevada (15% ao ano), o que limita o consumo financiado.
O varejo cresceu 0,9% em 2025, indicando resiliência mesmo em ambiente econômico restritivo.
Oferta e demanda no mercado
A oferta no varejo brasileiro segue robusta e diversificada. Há forte expansão no uso de tecnologias como:
- e-commerce e marketplaces,
- integração omnicanal,
- automação de estoques e logística.
A presença de novos canais digitais ampliou a oferta de produtos, inclusive por pequenos e médios varejistas. A adoção de IA está se tornando padrão, e até 2026 mais de 60% dos varejistas devem usar inteligência artificial para personalização e gestão de inventários.
Demanda
A demanda depende principalmente da renda disponível, inflação e crédito. O comportamento do consumidor está mais cauteloso devido ao alto índice de endividamento das famílias, mas ainda assim há espaço para crescimento com:
- emprego em alta (desemprego previsto de 5,2% em 2025 e 5,1% em 2026),
- expansão real do crédito para pessoa física (+5,47% em 2025 e +6,44% em 2026).
Consumidores estão mais digitais e exigem praticidade, preços competitivos e boas experiências de compra.
Fatores econômicos que afetam o setor
a) Taxa de Juros (Selic)
A Selic elevada em 2025 (15% ao ano) reduz o consumo em setores dependentes de crédito, como:
- eletrodomésticos,
- eletrônicos,
- móveis,
- automóveis.
b) Endividamento das Famílias
O alto nível de endividamento limita a capacidade de compra, especialmente no varejo ampliado (veículos, materiais de construção).
c) Inflação
A inflação segue controlada e abaixo do teto da meta, com queda significativa no preço dos alimentos — fator que favorece o consumo.
d) Renda e Mercado de Trabalho
Com desemprego em queda, o consumo tende a ser sustentado pela melhora do poder de compra.
e) Digitalização e Tecnologia
Adoção crescente de:
- omnicanalidade, (integração online + loja física)
- IA,
- atendentes virtuais,
- integração loja física + e-commerce.
Esses fatores aumentam eficiência operacional e ampliam o público.
Projeções e cenários futuros
As projeções para o setor varejista indicam um cenário otimista, porém moderado, com aceleração do crescimento:
Projeção de crescimento 2,08% em 2026, segundo ITCV/FGV. [aceleravarejo.com.br]
A CNC projeta expansão ainda maior: 3,66% para o varejo restrito em 2026, impulsionada pela melhora gradual das condições econômicas e estabilidade inflacionária.
Tendências que vão marcar o setor:
✔ Experiência do cliente como prioridade — 70% das compras são influenciadas pela experiência com a marca.
✔ IA como ferramenta essencial — personalização, recomendações, precificação e gestão de estoque.
✔ Omnicanalidade como padrão de mercado — consumidores pesquisam online e compram offline e vice-versa.
✔ Sustentabilidade obrigatória — será exigência regulatória e de imagem. [acrj.org.br]
Em resumo, o varejo deve continuar crescendo, apoiado em tecnologia, novos comportamentos de consumo e melhora macroeconômica gradual.
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