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A Democracia em: Schumpeter, Dahl e Downs

Por:   •  23/7/2013  •  Tese  •  6.707 Palavras (27 Páginas)  •  298 Visualizações

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A Democracia em: Schumpeter, Dahl e Downs

Introdução

Este trabalho visa entender, explicar e relacionar os pensamentos de autores propostos pelo professor Carlos Ranulfo. Preocupa-se em destacar as principais idéias e depois compará-las de acordo com meu entendimento. Neste ponto, tem-se um grande obstáculo perde-se muito do conhecimento exposto na obra, que se teria por completo lendo suas obras. No entanto, ofereço um simples esboço das idéias sobre democracia em Joseph Schumpeter, Anthony Downs e Robert Dahl.

Schumpeter e a critica a teoria classica da democracia

A teoria clássica da democracia é muito criticada por Schumpeter, através dela são lançando contrapontos e o desenrolar de uma nova teoria de democracia.

Teoria clássica da democracia – "o método democrático é o arranjo institucional para se chegar a certas decisões políticas que realizam o bem comum, cabendo ao próprio povo decidir, através da eleição de indivíduos que se reúnem para cumprir-lhe à vontade". Para esta teoria os membros da sociedade são: conscientes; sabem o querem; discernem entre bom e o mau (fenômeno social e/ou medida tomada); tomam parte ativa da vida publica e controlam também os negócios. A administração publica tem sua ação na vontade do povo. Contudo, o cidadão por questões óbvias não pode ser consultado para todas as tomadas de decisões de uma sociedade (quando esta é complexa e extensa), apenas lhe cabe as mais importantes; assim surgem os comitês eleitos pelos cidadãos em votação popular. O comitê é um instrumento do povo, representa à vontade do eleitorado.

Schumpeter e a democracia

Para Schumpeter o eleitor age irracionalmente. Dizer que à vontade do cidadão é um fator político importante; implica em saber se o cidadão tem a capacidade de: entender o que vai defender; observar e interpretar corretamente os fatos, que estão ao alcance de todos; selecionar criticamente as informações sobre os fatos que não estão; enfim, o cidadão deveria ter opiniões e desejos independentes e definidos que pudessem ser usados no processo democrático, para Schumpeter isso não é real. E mesmo que houvesse racionalidade do cidadão no voto, não seria possível dizer que as decisões políticas produzidas representariam a vontade do povo. As vontades individuais seriam muito divididas, as decisões políticas em conseqüência poderiam não ser aquilo que o povo realmente desejaria.

A realidade é outra, o eleitor não tem o conhecimento para a tomada de decisões políticas. Seu estoque de conhecimento e informações é limitado; restringe a vida diária e a sua realidade. Consiste das coisas que interessam diretamente ao indivíduo (família, negócios, Hobbes, amigos, sindicatos) para os quais ele envolve uma espécie de responsabilidade induzida por uma relação direta com os efeitos favoráveis e desfavoráveis de um determinado curso de ação. O senso de realidade do eleitor é limitado às relações de familiaridade e responsabilidade.

Com o senso de responsabilidade restrito (pela falta de conhecimento amplo e familiaridade) as grandes questões políticas têm lugar de pouco interesse na mentalidade do cidadão, isto explica também o senso de responsabilidade restrito e a ausência de uma vontade eficaz. Enfim, a ignorância do cidadão comum e a falta de bom senso em relação a assuntos de política interna e externa são conseqüência destas restrições. O eleitor, por exemplo, não se considera responsável pelos atos efetuados pelos políticos que ele elegeu.

Além da vontade do eleitor não ser definida e muito menos independente, ela é constantemente influenciada pela publicidade e outros métodos de persuasão. A iniciativa parte do candidato à eleição e do apoio que quer despertar; persuadindo através de uma afirmação repetida valendo mais que um argumento racional, um processo de alienação direto ao subconsciente do eleitor. Os eleitores se limitam a aceitar uma candidatura de preferência a outras, ou a recusar-se a sufragá-la.

A falta de racionalidade do eleitor é uma oportunidade clara para os exploradores, estes podem modelar, induzir e até criar a vontade do povo. Conclui-se que não existe uma vontade genuína mas artificialmente criada. Mais uma vez, Schumpeter, se mostra critico da teoria clássica da democracia afirmando que não existe uma vontade geral e a vontade que prevalece nos eleitores é parte do processo político e não a causa deste.

Os eleitores são manipulados pelos métodos de publicidade. Ora, os meios de comunicação, em sua maioria, evitam o uso do argumento

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