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Oorientacao E Pratica De Projetos No Ensino Fundamental

Por:   •  27/7/2014  •  2.219 Palavras (9 Páginas)  •  1.311 Visualizações

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Licenciatura em Pedagogia - Turma 2012

A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

NO CONTEXTO MUNDIAL

Aluno(s)

Eva Ibrahim Ferreira de Sousa --------------------RA: 1223078

Celma Aparecida Moreira----------------------------RA: 1235703

Dalva Aparecida Barreira----------------------------RA: 1228704

Elaine Cristina de Souza Roberto-----------------RA: 1227219

PÓLO: COSMÓPOLIS SP

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2014

1– INTRODUÇÃO:

O homem, desde o começo do mundo, procurou viver em grupos para se proteger dos ataques dos animais e das intempéries. Desde essa época procurou se organizar criando uma sociedade primitiva, onde surgiu um modelo de família humana. Cada um tinha papéis definidos e para tanto uma forma de ensinar os costumes a cada novo membro do grupo. Esses grupos já praticavam a educação quando ensinavam a sobrevivência e preservação da espécie. Assim, a História da Humanidade caminha ao lado da História da Educação, porque é através da educação que se mantém viva a memória de um povo, preservando sua cultura.

2- APRESENTAÇÃO:

Durante muito tempo, as crianças foram percebidas como adultos em miniatura, imperfeitos ou incompletos. Ficavam na casa em segundo plano, havia um grande índice de mortalidade infantil e só passavam a ser membros da família após os sete anos de idade. As crianças que conseguiam sobreviver começavam a trabalhar muito cedo.

Na Idade Média, o trabalho infantil iniciava-se a partir do momento do desmame, o que ocorria por volta de seis a sete anos de idade. O trabalho infantil era encarado com naturalidade; ocorria dentro das casas ou no meio rural. Os adultos tinham outras formas de se relacionar com as crianças, dividiam o mesmo ambiente informal, que era frequentado por todos. Adultos e crianças medievais compartilhavam dos mesmos ambientes sociais, pois, todos eram analfabetos, já que a leitura era um privilégio do clero.

Escolas eram raras e para poucos ou inexistentes. Numa cultura da oralidade, não havia espaço para uma divisão nítida entre infância e idade adulta. Os valores e costumes sociais eram aprendidos pelas crianças, diretamente, a partir do contato com os adultos, que não se preocupavam com a educação infantil.

Essa revisão histórica nos leva a constatar que as formas de se conceber a infância variam, de época para época, de sociedade para sociedade. Muito além da aparência e características anatômicas das crianças, cada contexto cultural é capaz de criar uma maneira diferente de concepção de criança. O próprio papel dela na sociedade resulta de uma rede de valores e regras predominantes nesse meio.

Naquele momento histórico, a infância era associada a uma aura de inocência e ingenuidade. A criança deveria ser protegida dos ditos "segredos adultos", como aqueles relativos à violência e ao sexo. Portanto, as crianças eram consideradas crianças, uma vez que não sabiam de coisas que só os adultos sabiam, pela experiência ou pela leitura de livros escritos por outros adultos. Essas pessoas mais esclarecidas, pai, mãe, tia ou outro parente próximo, tinham a obrigação de, no tempo certo, disciplinar as crianças e ensinar-lhes os segredos dos adultos.

A partir da Revolução Francesa muita coisa mudou no cenário sócio-político mundial e a visão de mundo restrito à elite foi perdendo força e os direitos populares ganhando espaço. Sendo assim, por acreditar que o homem é um ser histórico, cujas mudanças ocorrem através de grandes lutas, faz-se necessário refletir o percurso histórico da concepção do conceito de infância da Antiguidade à Idade Contemporânea.

A partir do século XX, mais precisamente depois dos anos vinte, com o processo de aceleração da industrialização e urbanização, começa-se a pensar a questão da educação infantil. Só os filhos de seres humanos têm longo período de amadurecimento e necessitam dos pais até a adolescência. Durante esse tempo é necessário o cuidado, correção, exemplo e amor dos pais. Devem receber educação e criar limites, sendo preparados para a vida adulta.

 A Educação Infantil foi, por muito tempo, uma modalidade de ensino relegada ao segundo plano. Pesquisas mostram que, historicamente, essa modalidade de ensino contou com pouca ou nenhuma preocupação no que se refere ao planejamento do trabalho: objetivos, conteúdos, metodologia e avaliação. Na maioria das vezes, era tida como ocupação “menor” e, seus principais agentes, os professores, vistos como tutores da infância, numa concepção em que o “cuidado” era estabelecido em lugar do pedagógico. A meta da escola de Educação Infantil não se restringe à transmissão de conhecimentos, mas a formação social e moral das crianças dessa faixa etária.

Atualmente, a Educação Infantil é reconhecida como parte do processo educativo do cidadão. Acredita-se que hoje, tenhamos conseguido, pelo menos em parte, retirar o cunho assistencialista e preparatório, que antes envolvia e ainda envolve algumas instituições de ensino.

Na sociedade contemporânea, as crianças começam a frequentar ambientes de educação formal muito cedo. É na escola que os pais encontram um lugar de apoio para educar seus filhos. Nos dias atuais a influência da mídia na formação das crianças, está formando um novo conceito de infância.  

Pesquisando a história da educação infantil nos grandes centros urbanos brasileiros ao longo do século XX, procuramos pontuar onde o Brasil se encontrava neste contexto, para então, compreendermos melhor como surgiram às creches e jardins de infância em nosso país.

Todo cidadão tem direito à Educação Básica, garantido pela Constituição brasileira. O seu acesso, permanência e qualidade está garantida em quase todos os estados brasileiros, porém quanto à qualidade, pode-se dizer que temos “ilhas de excelência” em âmbito nacional, estadual e municipal. Algumas crianças contam com tamanha diferença em se tratando de qualidade que, por vezes, parece que estamos falando de mundos diferentes.

Com a Declaração Universal dos Direitos Humanos tomando mais impulso, a partir dos anos noventa, em favor da implantação das reformas neoliberais, no Brasil, iniciou-se a fase de inclusão de alunos com necessidades especiais em classes comuns de Educação Infantil. Sendo que os ambientes, procedimentos e educadores devem adaptar-se aos alunos conforme suas necessidades. Para tanto foram implantados cursos de especialização e formação de professores em pedagogia, para atender a nova exigência em termos de educação infantil.

Um dos instrumentos para que a qualidade se faça de fato é o planejamento do trabalho pedagógico. A mudança curricular é uma condição necessária para realizar uma reforma educacional que leve à maior qualidade. O conceito de infância vem se modificando através dos anos por fatores diversos, tais como: mudanças na estrutura familiar, mães trabalhando o dia inteiro, pais mais ausentes, televisão ligada 24 horas por dia.

Então, as crianças passam cada vez mais cedo a se comportar como adultos em miniatura. A história mostra que isso já aconteceu antes, na Idade Média, período em que as crianças viviam lado a lado com os adultos. A ideia de infância como uma classe de pessoas que requerem formas especiais de criação e proteção, foi sendo criada através do tempo. A criança precisava ser educada, aprender a ler, para se transformar em adulto capaz de transmitir cultura para seus descendentes.

Já o modo medieval de aprender era oral e caracterizado pela presença infantil em todos os grupos. Aos sete anos, quando dominava a palavra, a criança já não se distinguia do adulto, tinha acesso a tudo. A ideia de protegê-la dos segredos sexuais, por exemplo, era desconhecida.

Assim, na atualidade a criança que entendemos estar num processo de formação, recebe informações variadas e muitas vezes não apropriadas à sua faixa etária. A qualquer hora do dia temos cenas de sexo nos filmes e novelas além de grupos musicais que de maneira sutil apresentam um apelo erótico, seja nas roupas, na dança, bem como, nas letras das músicas.

O fenômeno de encurtamento da infância, por vezes, é estimulado pelos pais que incentivam o amadurecimento precoce dos filhos. O desaparecimento da infância está ocorrendo como fase natural da vida humana moderna.

Já não vemos crianças entretidas em brincadeiras que faziam parte da paisagem urbana. A inocência infantil está sendo impiedosamente banida pela indústria do entretenimento. A TV, por suas características, precisa oferecer uma variedade de assuntos. Não guarda segredos de espécie alguma, o que resulta na impossibilidade de proteger a criança. Nunca ela soube tanto da vida adulta como agora. E isso significa que está sendo expulsa do jardim da infância, enquanto o adulto se mantém ocupado e ausente.

A televisão e o Computador estão à disposição de adultos e crianças o tempo todo. Por isso, as imagens veiculadas por esses aparelhos exibem um mundo que não diferencia adultos de crianças. Entretanto, nas escolas precisamos enxergar a Educação Infantil como um espaço de aprendizagens, onde as crianças podem e devem fazer relações e estabelecer conexões que as ajudarão ao longo de sua vida, tornando suas experiências escolares cada vez mais prazerosas, por despertar o desejo de construir seu próprio mundo.

Crianças, adolescentes e adultos alteram suas relações a partir das influências que a mídia e a cultura do consumo exercem sobre todos nós. Cabe-nos indagar que é infância hoje? Como as crianças e os adolescentes percebem o adulto? Como o adulto fala às crianças e aos adolescentes? Quem são essas crianças e esses adolescentes contemporâneos cada vez mais parecidos com adultos.

Atualmente, temos que admitir que, o espaço cibernético, que é o universo virtual dos computadores já entrou definitivamente na vida de todos, adultos, crianças e adolescentes. O mundo não pode mais ser concebido sem as redes de comunicação. Porém, muitas vezes a informação é confundida com conhecimento. As novas tecnologias trouxeram grande impacto sobre a educação desenvolvida nos dias atuais, criando novas formas de aprendizado, disseminação do conhecimento e, especialmente, novas relações entre professor e aluno.

A revolução trazida pela rede mundial possibilita que a informação gerada em qualquer lugar esteja disponível rapidamente. A globalização do conhecimento e a simultaneidade da informação são ganhos inestimáveis para a humanidade. A Internet tem contribuído para uma total mudança nas práticas de comunicação e educacionais. Na leitura, na forma de escrever, na pesquisa e até como instrumento complementar na sala de aula ou como estratégia de divulgar a informação.

Em nossas escolas, isto não poderia ser diferente. Aderimos às consultas a portais acadêmicos virtuais. Passamos a utilizar sistemas eletrônicos e apresentações coloridas para tornar as aulas mais atrativas deixando de lado a lousa e o giz. Muitos trabalhos passaram a ser realizados pelas informações disponíveis na rede mundial.

O condutor do processo de pesquisa é o professor, que é indispensável quando analisamos a Internet como uma espécie de “território livre”, onde tudo pode ser publicado. A análise de fontes de informação e a comprovação de sua veracidade são funções fundamentais desempenhados pelo professor. Só com a supervisão do professor é possível orientar o aluno para que ele não obtenha informações equivocadas.

CONCLUSÃO:

Para que encontremos caminhos sólidos e efetivos, capazes de transformar o mundo, é indispensável que escolas, família e sociedade estejam comprometidas com a construção da educação para todas as crianças. Devendo contar com a intervenção do articulador de ideias e promotor de conhecimentos efetivos, o professor. Este deve agir desenvolvendo os projetos políticos pedagógicos criados a partir de propostas coletivas em sua escola.

O perfil da família de hoje difere do modelo tradicional. São apenas três ou quatro, pai, mãe e filho (s), que passam a maior parte do tempo conectados, cada um em lugares diferentes. São seres solitários de carinho e amor; tendo como companheiros apenas máquinas, cada dia mais inteligentes.

Considerando-se que o equilíbrio social depende de uma educação de qualidade, onde a criança continue a ser tratada como criança, é essencial que seja oferecida a ela, não apenas o acesso ao conhecimento, mas, sobretudo, uma base sólida de educação e desenvolvimento, permitindo-lhe uma formação de cidadão, pois, só assim terá boas oportunidades de futuro.

BIBLIOGRAFIA:

ARIÈS, P. História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC, 1981.

CASTRO, L. R. (org.) Infância e adolescência na cultura do consumo. Rio de Janeiro: Nau, 1998.

CARMO, Célio Assis do. Criança Hoje: Como Educar os Filhos em Sintonia com o Futuro, Editora Revan, Rio de Janeiro.

FREUD, S. Os três ensaios sobre a sexualidade. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud: Edição Standard Brasileira. v. VII, Rio de Janeiro: Imago, 1989.

POSTMAN, N. O desaparecimento da infância. Rio de Janeiro: Graphia, 1999.

BARBOSA, Maia Carmem S. Por amor e por força: as rotinas na Educação Infantil. .

BARBOSA, Silvia Neli Falcão; KRAMER, Sônia; SILVA, Juliana Pereira. Questões teórico-metodológicas da pesquisa com crianças. In: Perspectiva. Revista do Centro de

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