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RELATO ETNOGRÁFICO - VISITA AO SUPERMERCADO

Por:   •  4/2/2017  •  Dissertação  •  990 Palavras (4 Páginas)  •  15 Visualizações

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ALUNO: CARLOS RIBEIRO REIS JUNIOR            

RELATO ETNOGRÁFICO- VISITA AO SUPERMERCADO

Salvador BA, uma selva de pedra chamada de cidade. Há inúmeros locais em que se pode adentrar. Escolho um deles pra entrar, o recinto conhecido por Supermercado, situado em uma zona da cidade chamada Graça.

Pessoas caminham no ambiente do supermercado e carregam consigo estruturas tridimensionais e ocas com um aparato que permite que sejam levantadas com as mãos (cestas) ou então com outra estrutura semelhante, desta vez com um tamanho maior  e com rodas na parte inferior que permite que a estrutura se torne móvel deslizando no chão, são os chamados carrinhos. Pelo que foi observado o objetivo dessas estruturar é o de colocar objetos dentro para ali permanecerem até o momento em que as pessoas se preparam para deixar o recinto. 

As pessoas continuam caminhando e apanhando mais objetos. A maioria destes, estão dispostos em prateleiras, uma espécie de armação criada para dispor a maior quantidade de itens em um único locas. Dos objetos dispostos alguns claramente são alimentos, outros são mais difíceis de identificar. Nestes objetos há uma grande quantidade de informações visuais; muitos as olham rapidamente enquanto alguns parecem dedicar mais atenção a estes produtos. Quase sempre há um pedaço de papel com alguns inscritos logo abaixo do produto; segundo o que observei os caracteres ali presentes indicam uma informação importante para o posterior momento de troca dos produtos. Enquanto estava observando o comportamento das pessoas, um homem, coletando alguns itens, olha para mim e apontando para um produto específico fala o seguinte: Ó que absurdo, o café tá oito reais. Balancei a cabeça num sinal de empatia. Alguns segundo depois o mesmo homem se dirige a mim e diz: a não, ali é o preço do outro, esse é cinco. Interação finalizada reparei também que algumas pessoas que já se conheciam se encontraram nos corredores deste local e trocaram algumas palavras rápidas para logo voltar a realizar sua coleta.

Existem outros transeuntes no mercado, chamados funcionários, eles não estão realizando a atividade de coleta, mas sim o oposto, eles chegam com carrinhos cheios de objetos e depositam estes objetos nas prateleiras, de modo a mantê-las sempre ocupadas, há um homem que não realiza este trabalho, mas que comanda a ação, ele é chamado de gerente. Em uma das minhas visitas para observar os hábitos no ambiente, reparei que um dos homens coletantes se dirigiu ao gerente e aparentava estar muito irritado ele afirmava que o supermercado estava cometendo venda casada, pesquisei e descobri se tratar de uma prática das relações de troca que não é aceita naquela sociedade onde querem impor que os coletante levem dois itens mesmo querendo só levar um.

        

É estranho que alguns alimentos encontrados na natureza facilmente, como frutas e plantas, estão expostos neste supermercado embora envoltos numa estrutura translucida que tem a capacidade de isolá-los. Dentro do Supermercado há um local específico onde se nota uma pequena fila. As pessoas se unem a ela para solicitar a um funcionário alguns pedaços de cadáveres de animais. Estes restos mortais são postos dentro de um recipiente e coberto com o mesmo material isolante usado para envolver as frutas.

 

Há outra área separada no supermercado onde também há uma fila. Nesta homens e mulheres esperam para receber pão, um alimento saboroso, de cheiro agradável, de formato oval e cor branca. Foi notado que as pessoas vêm a essa fila todos os dias mesmo que não queiram coletar outros itens do supermercado. Muitas delas comentam que este alimento as faz ganhar peso, o que para elas é um coisa ruim, entretanto não conseguem parar de consumi-lo. Em uma das visitas, inclusive ouvi uma mulher coletante falar a um funcionário: Hoje é o último dia que como pão, amanhã eu entro de dieta, quero ficar light. Ao adentrar no espaço em que esse alimento é produzido, percebo que homens misturam um pó branco com outros tipos de pó e agua, o que forma uma massa branca e macia, essa massa é dividida e levada a uma caixa muito quente, onde podemos avistar o fogo. Após um tempo, os homens que manipulavam a massa abrem a caixa quente e retiram dela a massa que graças ao poder do fogo dentro da caixa quente se transformou em pão.

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