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Rituais Do Sofrimento

Por:   •  18/5/2014  •  1.521 Palavras (7 Páginas)  •  176 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

JULIO DE MESQUITA FILHO

RITUAIS DO SOFRIMENTO

Resumo e comentário

Brenda Aline Ortiz Siqueira 1°SS Noturno

Franca

2013 

Silvia Viana inicia sua obra “Ritual do sofrimento” relatando sobre um ocorrido no dia 25/07/2010 em um programa de televisão Pânico na TV, onde apresentaram uma brincadeira ao vivo com os próprios humoristas. A equipe havia acabado de chegar de viagem, haviam feito à cobertura da Copa da FIFA, estavam todos exaustos, ao chegarem ao invés de irem todos para casa a produção como proposta da brincadeira buscaram os humoristas e passaram por horas sem destino pelas ruas de São Paulo, quando finalmente foram deixados no aeroporto de Congonhas, no aeroporto foram recebidos por um de seus companheiros de trabalho que comunicou que se tratava de uma brincadeira do programa e que eles deveriam se dirigir diretamente ao estúdio, pois lá teriam que lutar com uma profissional de vale-tudo.

Todos ficaram indignados, estavam dias sem comer bem e passaram por noites mal dormidas, até o câmera estava envolvido e mostrou sua revolta por conta do que estava acontecendo, alegando que sua função era apenas filmar, que estava cansado e ressaltou o tempo que passaram fazendo a cobertura da Copa, que segundo ele foram quarenta dias e doze horas sem boas condições de estadia. Durante todas as reclamações e recusas o produtor do programa interveio alegando ser uma ordem dos diretores, devido a ordem mesmo contra a vontade entram no carro e seguiram para o programa, durante a viagem ressaltaram o quanto tal atitude era desumana e enquanto isso perante as inúmeras reclamações o amigo que anunciou que eles teriam que participar da brincadeira tentava amenizar a situação tentando fazer piadas durante o caminho: “Não fica bravo comigo, tô aqui trabalhando, cumprindo ordens”. O outro respondeu: “Brincar… a gente até compartilha com vocês, só que a gente tá sem comer, sem dormir, entendeu? É desumano isso, pra caramba”. O operador de câmera, irado, completou: “Eu tenho uma puta consideração com você, mas como você consegue ver graça nisso, ver seus amigos de trabalho se fodendo [...] uma situação que não tem graça [...] O cara lá em casa vai olhar para mim e achar engraçado ‘ha, ha, o cameraman tá fodido’”. Quando chegaram ao estúdio, aquele que ainda tentava piadas, mas cujo olhar traduzia tristeza, disse com seriedade: “Vem, por favor, eu também tô cansado, desculpa aí”.

O interessante é que ao final deste relato no programa Pânico na TV a autora apresenta algumas questões indagadoras, dentre elas podemos destacar duas que chamam bastante atenção “Como essa coisa pôde ser televisionada sem menor vergonha?” “ O que sustenta a ameaça dos diretores?” Perguntas onde à resposta se encontra na alienação por trás deste programa de televisão e os demais outros que são apresentados pelas emissoras de televisão à desvalorização de ser humano de forma explicita só que suavizada com um tom de humor como assistimos por ai.

Este fato é introdutório aos relatos que Viana procura descrever em sua obra onde ela enfatiza programas atuais e a degradação humana dentro e perante eles.

A partir disso o leitor é conduzido a analisar a ideologia e os acontecimentos ocorridos nos programas de Reality Shows, a obra é particionada em cinco capítulos onde o primeiro leva como nome “Show de horror”.

Antes de entrar diretamente sobre os relatos nos Reality Shows, Viana inicia narrando um espetáculo de circo (Galeria de Franz Kafta) , fala do publico que aplaude euforicamente a entrada de uma amazona que junto com as cortinas que se abrem sobre picadeiro para que uma moça elegante de vermelho sobre voe e encante a todos, como parte do espetáculo a amazona deve seguir o roteiro, e tal submissão só o ocorre devido ao homem que caminha ao lado dela com um chicote que a faz seguir as regras, onde ele o levanta e bate com destreza, tal tortura com o animal passa despercebida devido aos encantos que cegam os olhos de quem aprecia o espetáculo, é interessante ressaltar algo que chama atenção, a vontade da autora de que alguém notasse que não existe beleza no que esta sendo apresentada, quando ela cita que em meio aos aplausos e vislumbres um garotinho venha gritar por um basta à tortura, a vontade de um olhar mais profundo que venha por um fim, que não passe despercebido apesar das ilusões sobre postas.

Se os olhares dos telespectadores fossem

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