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A DISPUTA PELO TERRITÓRIO: AGRICULTURA CAMPONESA VERSUS AGRONEGÓCIO NOS ASSENTAMENTOS DO CENTRO-SUL PARANAENSE E A RELAÇÃO CAMPO-CIDADE E SUAS LEITURAS NO ESPAÇO.

Por:   •  21/5/2022  •  Trabalho acadêmico  •  662 Palavras (3 Páginas)  •  102 Visualizações

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UNUVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)

NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO (UEMANET)

DISCIPLINA: ORGANIZAÇÃO REGIONAL E DO TERRITÓRIO

TEXTOS: A DISPUTA PELO TERRITÓRIO: AGRICULTURA CAMPONESA VERSUS AGRONEGÓCIO NOS ASSENTAMENTOS DO CENTRO-SUL PARANAENSE E A RELAÇÃO CAMPO-CIDADE E SUAS LEITURAS NO ESPAÇO.

PROFESSOR: JOSUÉ VEIGAS

ALUNA: ROSIANE ARAÚJO

O presente texto, aponta e discute as conflitualidades entre agronegócio e territoriais entre dois modelos no interior dos assentamentos rurais. Pontua-se, os enfrentamentos entre agronegócio e campesinato engendrados no centro-sul do Paraná. As lutas camponesas nesta região conquistaram partes do território antes pertencentes ao agronegócio, resultando na formação de diversos assentamentos, dentre eles, os assentamentos celso furtado, Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire.

O agronegócio fortaleceu-se com as transformações do campo brasileiro e com o surgimento da agricultura altamente mecanizada. O agronegócio possui uma estrutura complexa que compreende a integração entre agricultura, indústria, conhecimentos e comercialização direta da produção, principalmente para exportação. Esse sistema possibilitou a concentração de terras nas mãos de grandes empresas nacionais e transnacionais que atuam em diversos setores da economia.

Alguns estudiosos do campo brasileiro têm adotado diferentes posições sobre o agronegócio. Barros (2006), por exemplo, aponta que a partir de 1989, o agronegócio foi grande responsável por um aumento de 68% da produção agrícola do país, elevando a disponibilidade de alimentos para a população. Já Almeida (2008), por exemplo, assevera que o agronegócio é caracterizado pela violência, exploração abusiva do trabalho, consumo do dinheiro público, lucro e apropriação da renda da terra. Os camponeses e suas organizações também contestam o discurso hegemônico favorável ao agronegócio. Os movimentos camponeses ao rejeitarem o modelo da agricultura imposto pelo agronegócio tem se constituído como protagonista na recriação e na garantia da existência do campesinato.

É importante ressaltar a participação dos movimentos camponeses, com destaque para o MST, que tem proposto alternativas à agricultura convencional como a agroecologia, por exemplo. O apoio do MST e de outras entidades à produção agroecológica tem trazido novas técnicas (produção de fertilizantes e inseticidas artesanais), contribuído na recuperação de algumas práticas que estavam se perdendo entre os camponeses e difundido atividades como feiras, jornadas e eventos sobre agroecologia.

Portanto, esse texto busca apresentar e debater o conflito dos projetos existente na mesorregião centro-sul do Paraná, enfocando de um lado o agronegócio representado, principalmente pela empresa Araupel e de outro os camponeses que através da luta conquistaram os três assentamentos mencionados anteriormente. Os assentamentos se constituem em conquista de parte do território do agronegócio e negam a concentração fundiária existente na região, apontando para a construção de um caminho diferente para o campo paranaense e brasileiro.

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