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Evolução Do Pensamento Geográfico

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Por:   •  16/6/2014  •  2.883 Palavras (12 Páginas)  •  176 Visualizações

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A geografia, uma ciência e uma matéria de ensino. Como ciência da sociedade e da natureza, constitui um ramo do conhecimento necessário á formação de professores. Ela se faz presente na vida cotidiana de todo cidadão, seja pela ânsia de conhecer o mundo, seja pelos desafios postos pelo meio ambiente pelas exigências de planejamento territorial, pelo turismo, ou simplesmente como tarefas escolares do ensino básico.

Nesse sentido, a concepção geográfica passou por diferentes momentos, através das correntes do pensamento geográfico, gerando reflexões distintas acerca dos procedimentos e métodos do pensar e fazer geográfico, onde se faz necessário a busca do entendimento das abordagens que sustentaram a evolução da geografia para a compreensão dos novos paradigmas que permeiam o saber geográfico atual.

Diante desse contexto, é que o presente capitulo tem como objetivo abordar a evolução do pensamento geográfico como suporte para a compreensão sistemática da relação intrínseca existente entre as correntes do pensamento geográfico e o processo ensino-aprendizagem em Geografia.

1 – Origem do saber geográfico.

A Geografia, como ciência, avançou em seus vários ramos. Houve extraordinário acúmulo de conhecimento geográfico, de origem empírica ou científica, que se desenvolveram desde as primeiras cartas e descrições produzidas na China.

É uma das ciências de história mais longa. Nesse sentido, pode-se afirmar que ela começa, com as primeiras comunidades gentílicas. Não se têm registros de migrações anteriores ao passado histórico, entretanto, admite-se que o homem se dispersou muito cedo na superfície terrestre, vez que não foram detidos pelos obstáculos geográficos, nem mesmo os mares ou as altas cadeias de montanhas, deixando vestígios por toda parte. (Sodré, 1992).

O conhecimento geográfico foi significante nas grandes descobertas marítimas, e a institucionalização da Geografia, no chamado mundo ocidental, somente ocorreu com as expedições científicas pela África, América e Ásia sob o respaldo das associações geográficas e das academias europeias, que sistematizaram as informações coletadas pelos cientistas em suas viagens pelo mundo.

Em se tratando desse processo evolutivo Cristofolett (1999, p.5) afirma que: “todos os pensadores da Antiguidade e Idade Média que descreveram as características de paisagens e povos situados em lugares da superfície terrestre são exemplos de geógrafos”.

Viagens realizadas nos séculos XV e XVI oferecem á Europa informações detalhadas e precisas sobre o resto do mundo. Em 1570 o cartógrafo flamengo Abraham Ortelius organizou vários mapas sobre a forma de livro, no primeiro atlas de que se têm notícias.

James Cook, no século XVIII, fixou novos padrões de precisão e técnica em navegação, realizando viagens de cunho científico e , na segunda delas, a mais comentada, de 1772 a 1775, circunavegou o globo.

Até o final do século XVIII, não é possível falar de conhecimento geográfico sistematizado. O que se tem é uma geografia construída a partir de relatos de viagens, escritos em tom literário; compêndios de curiosidades (sobre diversos lugares já visitados), relatórios estatísticos de órgãos de administração, obras sintéticas sobre os fenômenos naturais e incertos sobre os mais variados pontos da superfície terrestre. A questão do conhecimento da superfície terrestre tem seu lugar nas análises de Moraes (1998, p.34):

“Estes pressupostos históricos de sistematização

Geográfica objetivam-se no processo de avanço

e domínio das relações capitalista de produção.

Assim, na própria constituição do modo de

produção capitalista.

O primeiro destes pressupostos dizia respeito ao

conhecimento efetivo da extensão real do planeta.

Isto é, era necessário que a terra toda fosse

necessário que a terra toda fosse conhecida para

que fosse pensada de forma unitária o seu estudo.

O conhecimento da dimensão e da forma real dos

continentes era a base para as idéias de conjunto

terrestre, concepção basilar para a reflexão

geográfica”.

Para compreender o que foi, de fato, a evolução do pensamento geográfico, o pressuposto mais importante era o conhecimento efetivo de todo o planeta. Essa condição é dada com a expansão européia, as primeiras viagens de circunavegação já em meados do século XVII. A expansão marítima, os descobrimentos, a posterior apropriação de novas áreas do globo, enumeram-se como parte ativa do processo de sistematização geográfica. Inúmeras descrições fornecem base empírica para a comparação entre as áreas. Com o acúmulo de informações, o aprimoramento das descrições e a expansão mercantil, surgem paralelamente às representações cartográficas, necessárias para a localização das terras e portos. O uso dos mapas vai popularizar-se com a descoberta e o aprimoramento das técnicas de impressão (Moraes 1989).

A Geografia encontrou, porém, fora do campo das ciências da natureza, meramente discritiva, outras colaborações que impulsionaram a sua existência. No conhecimento filosófico, encontram-se temas que tratam da Geografia, como relata Morais (1998, p.22-23).

“O pensamento iluminista

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