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ANÁLISE CRÍTICA: A RELAÇÃO ENTRE IGREJA E ESTADO NO BRASIL DO SÉCULO XIX NAS PÁGINAS D’O NOVO MUNDO (1870 – 1879)

Por:   •  18/6/2018  •  Abstract  •  910 Palavras (4 Páginas)  •  53 Visualizações

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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL - UNICSUL

BEATRIZ DEJAILLE LIMA 1614148-2

ANÁLISE CRÍTICA: A RELAÇÃO ENTRE IGREJA E ESTADO NO BRASIL DO SÉCULO XIX NAS PÁGINAS D’O NOVO MUNDO (1870 – 1879)

São Miguel Paulista, São Paulo

2016

BEATRIZ DEJAILLE LIMA 1614148-2

ANÁLISE CRÍTICA: A RELAÇÃO ENTRE IGREJA E ESTADO NO BRASIL DO SÉCULO XIX NAS PÁGINAS D’O NOVO MUNDO (1870 – 1879)

Trabalho para obtenção de nota na matéria: História do Brasil Império II à Universidade Cruzeiro do Sul - UNICSUL

Professor: Edgar da Silva Gomes

São Miguel Paulista, São Paulo

2016

A relação entre Igreja e Estado no Brasil do século XIX nas páginas d’O Novo Mundo (1870 – 1879)

     

     Grande parte da história é marcada pelo relacionamento entre o Estado e a Igreja; relacionamento este que era considerado indissolúvel e onde o fortalecimento de um lado dependia sempre do outro. O Estado prestava total apoio à Igreja e a Igreja ao Estado, configurando assim uma forma de defesa: quem atacava o Altar, atacava também o Trono. Segundo Machado de Abreu, esse relacionamento tem como princípio “[...] uma concepção de sociedade em que a doutrina da origem divina do poder legitima a Monarquia [...]” (1992, p. 35), fortalecendo ainda mais o poder de ambos.

     Quando se fala em Brasil, esse relacionamento é ainda mais presente: durante o Antigo Regime, por exemplo, o Estado era responsável por difundir a fé católica, enquanto a Igreja colonizava as novas terras. Para Valeriano Altoé, o catolicismo servia como “[...] o principal elo entre os diversos grupos sociais e étnicos que compunham o Brasil colonial” (1993, p. 111). Mesmo com todo o apoio e fortalecimento mútuo, a partir do século XVII o relacionamento entrou em crise e o Estado e a Igreja começaram a se enfrentar. No século XIX essa luta se intensificou e a Igreja passou a ser vista como motivo para o atraso brasileiro, tanto no ramo político, quando no econômico e social.

     Este atraso era claramente notado também na questão intelectual: os livros eram vistos como objeto de heresia e apenas os religiosos tinham acesso à eles. Essa ignorância que imperava na colônia portuguesa era vista como vantagem pelos próprios portugueses pois, dessa forma, seria mais fácil explorar e dominar a colônia. Entretanto, mesmo com o bloqueio português, em 1808 chegou ao Brasil o Correio Brasiliense, considerado o primeiro jornal brasileiro.

O sistema político durante o Período Imperial defendia apenas os proprietários e a elite, e não a população; além disso, o público e o privado constantemente se confundiam. Após 1821 notou-se uma gigantesca expansão intelectual e nascia, assim, um, país ansioso por conhecimento, liberdade e igualdade. Motivado por estes idéias e com o objetivo de romper o poder da Igreja sobre o Estado, José Carlos Rodrigues juntamente com grandes nomes como Joaquim de Souza Andrade, André Rebouças, Salvador de Mendonça e Machado de Assis, criou um movimento conhecido como Geração de 1870, responsável pelo Jornal O Novo Mundo, publicado entre 1870 e 1879 e que questionava, entre muitos outros assuntos, a má orientação dos governantes brasileiros e o poder do catolicismo. Além disso, a Geração de 1870 também defendia que a religião deveria deixar a esfera pública e passar à privada, dando às pessoas a oportunidade de escolha; se baseavam, inclusive, em idéias relacionadas a movimentos como o racionalismo, o iluminismo e o liberalismo.

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