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SENHORIO E FEUDALIDADE NA IDADE MÉDIA

Por:   •  13/3/2019  •  Ensaio  •  2.775 Palavras (12 Páginas)  •  17 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA

CURSO DE LICENCIATURA EM HISTÓRIA

DOCENTE: MÁRCIA LEMOS

II SEMESTRE

SENHORIO E FEUDALIDADE NA IDADE MÉDIA

Vitória da Conquista – Bahia

Dezembro– 2014

KAMILLA SANTOS SANTANA

NARJARA KELLY BARRETO BRASIL FARIAS SILVA

SENHORIO E FEUDALIDADE NA IDADE MÉDIA

Ensaio apresentado como requisito parcial de avaliação da disciplina de Medieval I, ministrada pela professora Márcia Lemos, no II Semestre do curso de Licenciatura em História pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

Vitória da Conquista – Bahia

Dezembro - 2014

ENSAIO SOBRE SENHORIO E FEUDALIDADE NA IDADE MÉDIA

Esse trabalho apresenta uma análise do primeiro capítulo (Mutação ou Evolução?), da obra “Senhorio e Feudalidade na Idade Média”, escrita por Guy Fourquin. Ele é um dos mais reconhecidos especialistas da França, em matéria de História Medieval, tanto relacionado à história econômica, como a da organização social e institucional. Em sua obra, Fourquin enfatiza a continuidade entre a vida material da Idade Média e os tempos posteriores a esse período. A densidade desse trabalho e o rigor com que o autor o desenvolveu, faz com “Senhorio e Feudalidade na Idade Média”, esteja entre os clássicos da historiografia.

 Aqui faremos uma apreciação crítica do referido capítulo, dialogando com outros autores ligados a essa temática, como Jacques Le Goff, Marc Bloch e outros, visando expor e discutir sobre as principais características que marcaram o processo de estruturação do senhorio e da feudalidade no Ocidente Medieval, ao explicar o decurso de transição da Villa em Senhorio e da Vassalidade em Feudalismo, bem como as relações heterogêneas dos camponeses que marcaram esse período.

Para entendermos melhor as características do período medieval, que envolvem o senhorio e a feudalidade, é fundamental que compreendamos primeiramente como foram constituídas essas estruturas de poder, o que era de fato o Reino dos Francos e como se iniciaram as relações de vassalagem.

Portanto, o Reino dos Francos surgiu após a queda do Império Romano Ocidental e se formou na Europa, na Alta Idade Média, e logo se transformou no Império Carolíngio como a tentativa de resgatar o Império Romano Ocidental, chegando a se chamar Novo Império Romano do Ocidente. Comandado por um general chamado Meroveu, o Reino dos Francos inaugura a Dinastia Merovíngia, após o fim desta assume o trono dos Francos o rei Pepino o Breve que inicia a Dinastia Carolíngia, esta fica conhecida como a dinastia do esplendor do Império. É também sob a liderança do rei Pepino que se inicia a relação de vassalagem que é tida como um instrumento para gerir o reino franco. É através da vassalagem que se pretende resolver o problema da dilatação do Reino Franco, que deixou uma lacuna nas questões burocráticas, já que não havia um corpo jurídico para fazer “valer” as leis, e também, segundo Fourquim não havia um exército suficientemente competente para representar o Reino Franco. O fortalecimento e ampliação do exército é, portanto, um dos principais objetivos da vassalagem no reino carolíngio, como afirma Bloch:

“(...) O dever primordial era, por definição, o auxílio de guerra. O «homem de boca e de mão» deve, antes e acima de tudo, servir em pessoa, a cavalo e completamente equipado. (...)Frequentemente, o vassalo está também sujeito a fazer guarda no castelo senhorial, seja só durante as hostilidades, seja -pois uma fortaleza não pode ficar sem vigilância- em qualquer tempo, por turnos, com os de categoria semelhante à sua. Se ele próprio possui uma fortaleza, deve pô-la à disposição do seu senhor”. (BLOCH, 1998, p. 248). 

Fourquim enfatiza que as relações de vassalagem eram baseadas em contratos vassálicos que consistiam em um ritual de homenagem, onde primeiramente se realizava “uma espécie de oração, em que um homem, sem armas, de cabeça descoberta, em geral, de joelhos, colocava suas mãos juntas às do seu senhor, que fechava as suas sobre as do vassalo.” Dessa forma, segundo o autor, se reconhecia ser o vassalo de alguém. A segunda parte desse ritual consistia em um juramento de fidelidade em que o vassalo de pé deveria jurar sobre um objeto sagrado e beijar o seu senhor na face ou na boca. A última etapa desse ritual, segundo Fourquim, era a investidura no feudo. “Nessa parte, o senhor passava ao seu vassalo um objeto simbólico para significar a cessão do feudo.” É importante ressaltar que o feudo era uma concessão que poderia assumir uma forma territorial ou não, ou seja, o beneficium não tinha que ser propriamente uma terra e que esses atos ritualísticos aconteciam de forma separada, essas relações contratuais vão evoluindo com o tempo, inicia-se com a encomendação, agregando depois o juramento e o benefícium. Um outro aspecto interessante tratado por Fourquim é que a priori a vassalagem não tinha como premissa o feudo, ou seja o beneficium,  mas ao ponto que a vassalagem privada evolui para a vassalagem pública, o feudo passa a ser indispensável e passa a regular as relações entre os homens. De acordo Fourquim nas relações vassálicas, assim como os vassalos deviam obediência ao seu senhor, este por sua vez devia-lhes sustento e proteção.

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