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FACULDADES INTEGRADAS DO EXTREMO SUL DA BAHIA CURSO DE PEDAGOGIA

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Por:   •  20/11/2013  •  8.672 Palavras (35 Páginas)  •  328 Visualizações

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1 INTRODUÇÃO

A geografia é uma disciplina que abrange aspectos das relações históricas, políticas, sociais, econômicas e espaciais. Nelas integram conteúdos fundamentais para que se compreendam as relações existentes na estrutura da vida humana, pois dentro do estudo geográfico encontramos respostas acerca da articulação do homem com o meio em que vive.

Para compreender essas relações pertinentes ao estudo e ao ensino geográfico, é necessário que os professores estejam munidos de conhecimentos articuladores entre a ciência geografia e a matéria de ensino geografia, pois a complexa distinção entre uma e outra é própria da disciplina. Daí a necessidade de tais conhecimentos por parte do professor.

As duas formam uma unidade, porém não são iguais. A ciência geográfica compõe-se de teorias, conceitos e métodos referentes às problemáticas de seus objetos de estudo. Já a disciplina é responsável pelo conjunto de saberes dessa ciência, convertidos em conteúdos escolares, a partir de uma seleção, de uma organização de conhecimentos e de procedimentos necessários à educação, que é desenvolvida conforme a problemática do conhecimento de cada nível escolar.

O domínio da ciência geográfica, refletindo na matéria de ensino, bem como de seus métodos próprios é, sem dúvida, condição prévia para seu ensino. Mas cumpre destacar o fato de que nem a ciência é idêntica à matéria de ensino, nem os métodos da ciência idênticos aos métodos de ensino, ainda que guardem entre si uma unidade. Quando se trata de ensinar as bases da ciência, opera-se uma transmutação pedegógico-didática, em que os conteúdos da ciência se transformam em conteúdos de ensino (CAVALCANTI, 1991, p. 35).

Nesse sentido, entende-se que o papel do professor seja o de orientar o aluno na percepção da realidade e da natureza das relações entre os diversos elementos que compõem a sociedade em que vive, pois é através das questões levantadas em sala de aula, que eles terão condições de observar, discutir e analisar fatos, buscando compreender e criar soluções para resolver problemas no seu dia-a-dia, atuando crítica e ativamente no meio em que vivem.

Sendo assim, o ensino e a aprendizagem da disciplina de geografia carecem de diferentes ações pedagógicas. Como já vimos, trata-se de uma disciplina dinâmica e não é mais cabível continuar trabalhando com o método tradicional, onde os procedimentos didáticos se limitam na descrição e na memorização dos elementos que compõem as paisagens, sem relacionar à complexidade, do espaço geográfico, o que acontece na maioria de nossas escolas

Essa política pedagógica precisa ser superada, e para isso são necessárias novas práticas de ensino em sala de aula. É importante lembrar ainda que a Geografia Tradicional, muito presente nas escolas atuais, introduz um método de pensar a realidade, ocultando o papel central do trabalho social na construção do espaço, pois segundo Resende (1986, p.26-32),

(...) A lógica da produção do espaço é o interesse objetivo das classes dominantes. Obrigaria a conhecer, enfim, a dimensão política irrecusável do espaço geográfico e, em conseqüência, da ciência que investiga [...] Trata-se, antes de mais nada, de assegurar à Geografia a sua condição de ciência, a sua capacidade de analisar o real sem desagregá-lo e por um caminho que conduza ao seu sentido.

Assim, a necessidade de aprofundar esse conhecimento partiu das observações realizadas em algumas escolas públicas e privadas, na região de Porto Seguro, onde as aulas ministradas pelos professores não ofereciam atrativos nenhum ao desenvolvimento crítico.

Os fundamentos e métodos pautados numa visão sócio-crítica serviram de base preciosa sobre a nova forma de ver e vivenciar o ensino desta disciplina, pautados em um maior dinamismo e compreensão de como tornar as aulas desta matéria mais atraentes e atuantes nas ações, tanto dos alunos quanto dos professores.

Diante da problemática, surgiu o interesse de pesquisar as razões que impedem que as aulas de geografia não alcancem as dinâmicas pertencentes à disciplina, buscando desvendar as dificuldades que os alunos do ensino fundamental encontram em apreender os conteúdos programados para a construção do conhecimento geográfico.

Trata-se de uma tentativa de oferecer novas formas de atuar na disciplina, contribuindo para a formação crítica do educando, dando-lhe condições para utilizar as experiências do cotidiano, analisando e estabelecendo relações entre elas, numa dimensão espaço-temporal.

Tais dificuldades suscitaram questões curiosas, como: Por que as aulas de geografia não alcançam as dimensões de conhecimento pertinentes a ela? Como ministrar aulas dinâmicas, onde se relacione a realidade do aluno com os conteúdos geográficos? Qual o papel do professor, ao ministrar essa matéria com suas complexidades?

Considerando as problemáticas inclusas no ensino e aprendizado de geografia, acredita-se que a maior dificuldade esteja na formação tradicional do professor, de articular conteúdos pedagógicos, envolvendo aspectos como o epistemológico, psicológico, cognitivo, didático, exigido pela docência. Outra hipótese, seria a compreensão errônea da ciência geográfica, e de como ministrar a disciplina com todas as suas interfaces.

A relação de espaço propicia o pensar geográfico do aluno a uma concepção contextualizada entre o seu espaço e o mundo, possibilitando-lhe perceber-se como cidadão ativo, capaz de construir e reconstruir seus conhecimentos numa construção crítica, passando a entender que vive num mundo em constante transformação, resultado de movimentos históricos de culturas diferentes e de outros tempos, também com maneiras de pensar e agir muito diferentes das suas.

Perante as problemáticas que envolvem o ensino de geografia, esse trabalho tem como objetivo oferecer subsídios que possam tornar as aulas mais dinâmicas, para, se possível, preencher lacunas existentes em sua aplicação. Objetiva, ainda, a reflexão, estimulando os docentes a repensar sua prática sobre a importância dessa fase escolar, buscando suas especialidades e necessidades no processo de desenvolvimento da compreensão do saber geográfico.

Este trabalho buscou fundamentos teóricos em estudiosos como Kaecher (2001), Goulart (2001), Castrogiovanni (1981), Cavalcanti (2003) entre outros que se dedicam a pesquisar as temáticas do ensino de geografia no desenvolvimento do trabalho empírico, realizando estudos sobre as condições da metodologia aplicada para responder

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