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O lugar do ensino de língua inglesa na Base Nacional Comum Curricular

Por:   •  5/3/2019  •  Projeto de pesquisa  •  2.736 Palavras (11 Páginas)  •  23 Visualizações

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE

CENTRO DE HUMANIDADES

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA APLICADA (POSLA)

            PRÉ-PROJETO DE PESQUISA PARA SELEÇÃO DO MESTRADO/2019

O lugar do ensino de língua inglesa na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – análise da atividade linguageira dos professores utilizando o quadro teórico-metodológico da autoconfrontação.

DADOS IDENTIFICADORES

INDICAÇÃO DE PROFESSOR ORIENTADOR:

Rozania Maria Alves de Moraes

LINHA 1

Título do projeto: Práticas profissionais do trabalho docente: análise à luz do dialogismo bakht

iniano e da ergonomia da atividade

FORTALEZA

2018

FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

A língua inglesa configura na Base Nacional Comum Curricular (doravante BNCC) como o idioma estrangeiro obrigatório a ser ensinado a partir do 6º ano do ensino fundamental.  Integrando o cenário educacional brasileiro, a BNCC segue as diretrizes do Plano Nacional de Educação de 2014, começou a ser construída em 2015 e é um documento de caráter prescritivo que busca nortear o que é ensinado nas escolas do Brasil inteiro.  Apesar do ensino de língua inglesa ser o foco dessa pesquisa a BNCC abrange todas as disciplinas e busca promover formação integral de qualidade para crianças e jovens brasileiros.  

O referido documento deixa claro a responsabilidade dos professores nesse processo, e inclui metas para sua formação (na graduação e em serviço). Assumimos que esse professor estudou em outra didática pedagógica (diferente do ensino por competências) e se encontra agora envolvido em uma transformação da educação brasileira, ainda, em uma posição importante, diria até crucial, para o sucesso das novas diretrizes. O fato é que a BNCC para o ensino fundamental foi aprovada e homologada em dezembro de 2017 e será aplicada a partir de 2019 na rede pública e particular de escolas brasileiras, prazo e até 2020 para implantá-la em todo o país.  Currículos estão sendo reformulados, assim como materiais didáticos e formações para professores.  

Temos como objetivo nesta pesquisa analisar as convergências e divergências das prescrições e do agir do professor em situação de trabalho a partir de sua atividade linguageira, ou seja, a partir de seu agir textualizado (MACHADO, 2004), seu discurso durante a prática em sala de aula.  Para tanto, acreditamos na eficiência do quadro metodológico da autoconfrontação (VIEIRA e FAITA, 2003) para estabelecer um diálogo do professor com o pesquisador e, o mais importante, com sua própria prática.  

Acreditamos, com esta pesquisa que, a partir da atividade linguageira do professor, iremos identificar caminhos para contribuir com os debates sobre o eixo trabalho educacional / linguagem / desenvolvimento humano (MAGALHÃES, 2014), assim amenizando as situações de adoecimento e angústia dos professores no seu agir profissional e eleger procedimentos para melhorar a qualidade de ensino e aprendizagem buscando indicar alguns caminho para que os professores possam realizar suas atividades de forma saudável e vital, e ao mesmo tempo encontre superação e eficiência para os alunos.

JUSTIFICATIVA

Como mencionado anteriormente, há uma expectativa no professor como ator principal, já que ele, realmente, interage com o aluno e vai planejar, dimensionar, aplicar e avaliar o processo de aprendizagem nas escolas.  Mesmo contando com uma equipe de apoio composta por coordenadores e supervisores pedagógicos, psicólogos e assistentes é colocado ao professor, como podemos observar no fragmento do texto de introdução da BNCC, grande parcela do sucesso esperado na implantação da BNCC:

Trata-se, portanto, da implantação de uma política educacional articulada e  integrada.

Para isso, o MEC será parceiro permanente dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, trabalhando em conjunto para garantir que as mudanças cheguem às salas de aula. As instituições escolares, as redes de ensino e os professores serão os grandes protagonistas dessa transformação. (BRASIL, 2017, pag. 5)

A partir destas demandas encontramos nosso objeto de estudo: a atividade linguageira do professor na sala de aula.  No seu discurso reconheceremos sua prática, incorporando aqui o planejado e o não realizado, as decisões tomadas durante a aula, as crenças e saberes. Acreditamos que com esse estudo contribuímos não somente para modificar sua prática, mas também, intensificar o protagonismo dos professores do ensino fundamental. Queremos responder a dois questionamentos principais: 1) O professor vê no novo currículo (elaborado a partir da BNCC) um caminho para o aprendizado efetivo da língua inglesa em aspectos superiores aos atingidos em currículos anteriores?  Como ele se sente com as expectativas contidas nas prescrições quanto a sua atuação? e 2) O professor se sente preparado e capaz de levar esse projeto de ensino balizado pela BNCC e encontrar os objetivos almejados pelos idealizadores e especialistas? O que de fato muda em sua prática?

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