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Preconceito Linguístico 8 Mitos

Por:   •  15/3/2019  •  Trabalho acadêmico  •  1.734 Palavras (7 Páginas)  •  4 Visualizações

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FACULDADES INTEGRADAS AGES

Campus de JACOBINA BAHIA

ROBERTO BARBOSA DOS SANTOS

PRECONCEITO LINGUÍSTICO: o que é, como se faz.

Fichamento apresentado no curso de Bacharelado em Direito, da Faculdade AGES de Jacobina-Ba, como um dos pré-requisitos para obtenção da nota parcial da disciplina Produção Textual.

Professor (a): Ms. Jancleide Góes

Jacobina Bahia

2019

REFERÊNCIA DA OBRA

BAGNO, M. Preconceito Linguístico: o que é, como se faz. 49° ed. São Paulo: Loyola, 2007. Cap. 1, p. 09-69.

  1. CITAÇÕES DIRETAS REPRESENTATIVAS

“A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma culta. ” (Pág.09)

“Ora, a verdade é que no Brasil, embora a língua falada pela grande maioria da população seja o português, esse português apresenta um alto grau de diversidade e de variabilidade, não só por causa da grande extensão territorial do país — que gera as diferenças regionais, bastante conhecidas e também vítimas, algumas delas, de muito preconceito —, mas principalmente por causa da trágica injustiça social que faz do Brasil o segundo país com a pior distribuição de renda em todo o mundo. ” (Pág.15)

“O brasileiro sabe português, sim. O que acontece é que nosso português é diferente do português falado em Portugal. Quando dizemos que no Brasil se fala português, usamos esse nome simplesmente por comodidade e por uma razão histórica, justamente a de termos sido uma colônia de Portugal. ” (Pág.23)

“Quando, porém, um falante do Sudeste ouve um falante da zona rural nordestina pronunciar a palavra escrita OITO como [oytšu], ele acha isso “muito engraçado”, “ridículo” ou “errado”. Ora, do ponto de vista meramente linguístico, o fenômeno é o mesmo — palatalização —, só que o elemento provocador dessa palatalização, o [y], está antes do [t] e não depois dele. ” (Pág.42)

“Convém salientar que a determinação das normas culta e não culta é uma questão de grau de frequência das variantes (o que os normativistas considerariam erros ou acertos). Por exemplo, coisas como “os menino tudo” ou “houveram fatos” podem aparecer na fala de brasileiros cultos. ” (Pág.47)

“É o velho preconceito grafocentrico, isto é, a análise de toda a língua do ponto de vista restrito da escrita, que impede o reconhecimento da verdadeira realidade linguística. ” (Pág.56)

“O que aconteceu, ao longo do tempo, foi uma inversão da realidade histórica. As gramáticas foram escritas precisamente para descrever e fixar como “regras” e “padrões” as manifestações linguísticas usadas espontaneamente pelos escritores considerados dignos de admiração, modelos a ser imitados. ” (Pág.59)

“Achar que basta ensinar a norma culta a uma criança pobre para que ela “suba na vida” é o mesmo que achar que é preciso aumentar o número de policiais na rua e de vagas nas penitenciárias para resolver o problema da violência urbana. ” (Pág.65)

“Como é fácil perceber, o que está em jogo não é a simples “transformação” de um indivíduo, que vai deixar de ser um “sem língua padrão” para tornar-se um falante da variedade culta. O que está em jogo é a transformação da sociedade como um todo pois enquanto vivermos numa estrutura social cuja existência mesma exige desigualdades sociais profundas, toda tentativa de promover a “ascensão” social dos marginalizados é, senão hipócrita e cínica, pelo menos de uma boa intenção paternalista e ingênua. ” (Pág.66)

        

“Como eu já tinha avisado na abertura do livro, falar da língua é falar de política, e em nenhum momento está reflexão política pode estar ausente de nossas posturas teóricas e de nossas atitudes práticas de cidadão, de professor e de cientista. Do contrário, estaremos apenas contribuindo para a manutenção do círculo vicioso do preconceito linguístico e do irmão gêmeo dele, o círculo vicioso da injustiça social. ” (Pág.67)

  1. TEXTO CRÍTICO

Essa obra trata de questões acerca da variação linguística. O autor Marcos Bagno em seu livro “Preconceito linguístico”, o qual é constituído por oito mitos, descreve de forma sucinta sobre comportamentos de prejulgamento sobre a variedade da língua, geralmente quem sofre com tais perseguições é a população menos favorecida socialmente, inclusive pelo fato dos conhecedores da norma padrão da língua disseminarem tais opressões.  Trata-se de um exemplar de conclusões do próprio autor durante a sua trajetória de vida que têm como único objetivo, disseminar os mecanismos de exclusão social, para combatê-las.

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