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TRABALHO SOBRE O GÊNERO EM SALA DE AULA - TRABALHO DO CURSO DE LETRAS - PRIMEIRO SEMESTRE - MATÉRIA : DIVERSIDADE E MULTICULTURALISMO.

Por:   •  24/9/2013  •  2.823 Palavras (12 Páginas)  •  2.278 Visualizações

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INTRODUÇÃO

O gênero da sala de aula considera descrever e analisar as atitudes, situações e eventos cotidianos escolar.

Buscando saber como a escola esta em suas atividades habituais e rotineiras aplicando o processo de diferenciação de desigualdade entre feminino e masculino pra saber qual o uso e efeito da relações de gêneros para organizar o trabalho na escola.

Certa atitudes contribui pra ter exclusão entre meninos e meninas tudo isso acontece por meio de estereótipo de gêneros e sexualidade no dia a dia especificamente dentro da escola.

A escola e um espaço democrático a onde e possível quebra certos mitos que entram em questão onde meninos só brinca de bola e meninas só de boneca para que os alunos reflita e critique aquilo que escutam.

O professor pode trazer pessoas que tirem duvidas que tenham relação ao preconceito de gênero entre meninas e meninos.

Gênero na sala de aula: a questão do desempenho escolar

Quando falamos em relação de gênero na educação devemos ter em mente que as questões envolvidas vão mais além de sexualidade, e que apesar da constatação de que a grande maioria dos professores da educação básica no Brasil são mulheres.

Numa proporção que aumenta conforme diminui a idade dos alunos atendidos, a chamada ‘’feminização’’ do magistério.

Por outro lado, gênero não é sinônimo de mulheres, sejam professoras ou alunas, mas inclui homens, mulheres e também símbolos ligados pelo senso comum à feminidade e á masculinidade.

Aqui entra a questão da homossexualidade na sala de aula que não tem sido tarefa fácil de abordar, algumas pesquisas apontam que a questão é uma das principais dificuldades encontradas pelos professores nas escolas. Há falta de informação, ou então, quando colocada em prática, o preconceito é encontrado com frequência.

Assim, gênero tem sido cada vez mais usado para referir-se a toda construção social relacionada à distinção e hierarquia masculino/feminino, incluindo também aquelas construções que separam os corpos em machos e fêmeas, mais indo muito além disso.

Pois estão sempre articuladas a outras hierarquias e desigualdades de classe, raça/etnia, idade, etc.

Estabelecidos como um conjunto objetivo de referências, os conceitos de gênero estruturam a percepção e a organização concreta de toda a vida social.

Portanto gênero não é só um conceito que apenas descreve as interações entre homens e mulheres, mas uma categoria teórica referida a um conjunto de significados e símbolos construídos sobre base da percepção da diferença sexual e que são utilizados na compreensão de todo o universo observado, incluindo as relações sociais e, particularmente, as relações entre homens e mulheres.

Discutindo o conceito

1 - Conceito de gênero: Agrupamento, classe, ordem, forma. ( Dicionário Aurélio).

Os gêneros na sala de aula não se restringem somente aos alunos (masculino ou feminino) mas também abrangem outros gêneros relacionados as origens de raça, credo, cultura, gênero regional linguístico e gêneros de tendências sexuais, que advém do contexto da vivência em que esses alunos participam, dentro de seus respectivos grupos sociais. Dentro da sala de aula, vamos encontrar alunos do gênero de raça/etnia: negra, branca, parda. No gênero raça/etnia de crianças indígenas em sala de aula, segundo dados do IBGE – o censo de 2000 indica 2.324 escolas indígenas no Brasil. Até 2005, 128.824 crianças estavam regularmente matriculadas regularmente no ensino fundamental, 4.749 no ensino médio em todo Brasil. No Distrito Federal apenas 4 crianças que estudam na escola do varjão, 13, 12, 9 e 6 anos. No gênero raça/etnia de crianças indígenas em sala de aula, segundo dados do IBGE – o censo de 2000 indica 2.324 escolas indígenas no Brasil. Até 2005, 128.824 crianças estavam regularmente matriculadas regularmente no ensino fundamental, 4.749 no ensino médio em todo Brasil. No Distrito Federal apenas 4 crianças que estudam na escola do varjão, 13, 12, 9 e 6 anos. Dentro do contexto do gênero, há uma gama de culturas religiosas e regionais linguísticas que se diferem de acordo com as regiões de origem de cada criança. Dentre os gêneros de religiões temos os evangélicos, católicos, espíritas, espiritualistas, umbandistas, culto ao candomblé, muçulmanos, mórmons, budistas, hinduístas, etc. Cada um trás consigo a vivencia de suas culturas regionais linguísticas. Dentro dos gêneros, temos as classes dos alunos com deficiência física, intelectual ou auditiva. Crianças com deficiência física. A lei da inclusão social, foi aprovada em 1989 e regulamentada em 1999. Até 2009 eram + de 386 mil crianças. Vale lembrar que cada sala de aula terá de 2 a 3 alunos.

2 – Podemos assim, enumerar vários gêneros frequentes em sala de aula, além do masculino e feminino:

O gênero de raça, etnia, sócio econômico, cultural regional, padrões linguístico e sexual.

3 – Homossexualidade.

Gêneros que precisam ser respeitados por todos nós. Seja qual for a origem familiar dos nossos alunos ou preferência sexual.

Homens e mulheres na educação escolar

Dados nacionais: Homens acima de 15 anos tinham em média 2,4 anos de escolaridade, as mulheres 1,9 anos. Em 2003 os homens 6,4 anos em média e as mulheres 6,7 anos.

Analfabetismo: Homens jovens apresentam índices de analfabetismo maior que as moças. O analfabetismo funcional também é maior entre os rapazes.

Segundo o Mec/Inep, estão fora das escolas cerca de 3% das crianças entre 7 e 14 anos, e alguns milhões de alunos com mais de 14 anos ainda estão matriculados no ensino fundamenta,l devido a constantes repetências e abandono escolar, onde esse abandono e falta de permanência na escola, ocorre mais entre os do sexo masculino.

Por que os alunos “tropeçam” mais que as alunas?

1º - Segundo o IBGE - Censo de 2011, 70,7% dos estudantes do sexo masculino, pelo fato de enfrentarem dificuldade na aprendizagem na vida que levam, abandonam os estudos para entrarem mais cedo no mercado de trabalho, e também por que muitos pais desistem de seus filhos sem procurar a causa das dificuldades e terminam por apoiá-los a abandonar a escola para ajudarem no sustento da família.

2º - Muitos, pela própria subsistência, optam pelo trabalho remunerado por serem arrimos de família. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 700 mil crianças em todo Brasil trabalhando ilegalmente, abaixo da faixa etária dos 14 anos de idade.

3º - Muitos se deixam vencer pelas dificuldades e abandonam temporariamente, até terem oportunidades melhores de poder recomeçar.

4º – As meninas no entanto, por quererem se libertar da dependência dos pais ou do trabalho doméstico, acabam se socializando melhor, e seguindo os estudos com maior sucesso em suas carreiras.

O QUE PENSAM OS PROFESSORES.

Como os professores avaliam o desempenho escolar de meninos e meninas?

Temos hoje várias formas avaliativas nas escolas. Exemplo: Trabalhos individuais sem consulta, tipo prova, trabalho em grupos feitos em classe e em casa, ( bem comuns nas escolas e rotineiros), participação nas aulas, não somente falando, mas também na cooperação das atividades em sala de aula e na escola como um todo, cooperando em tudo que for possível e preciso, como participações em festas, comemorações, competições, etc., lições de casa, que é de suma importância na formação de meninos e meninas, que é onde o professor fica à par das dificuldades individuais de cada aluno, testes orais, entre outros.

Avaliação diagnóstica

De maneira geral, é uma ação avaliativa realizada no início de um processo de aprendizagem, que tem a função de obter informações sobre os conhecimentos, aptidões e competências dos estudantes com vista às organizações dos processos de ensino e aprendizagem de acordo com as situações identificadas.

Com esse tipo de avaliação, o professor já terá uma prévia sobre o seu aluno, já que irá conhecer as necessidades desse aluno e suas dificuldades, podendo assim trabalhar diretamente em seu ponto mais fraco. O professor poderá também determinar as causas das dificuldades de aprendizagem persistentes em alguns alunos.

Os resultados da avaliação diagnóstica servem para se saber os pontos fortes e fracos de cada aluno, como por exemplo, quando um aluno tem dislexia, que é onde este aluno tem dificuldades na leitura escrita e soletração, é idenficada durante a alfabetização, com este tipo de avaliação, a diagnóstica, com certeza, este aluno terá um melhor desenvolvimento escolar.

Falando ainda sobre avaliação escolar, existe a questão dos grupos raciais/étnicos, os de baixa renda , as classes médias/altas, e os gêneros femininos e masculinos. Pondo em destaque aqui os meninos e meninas, uma pesquisa feita sobre as necessidades de aulas de reforço nas escolas, uma escola específica constatou que dos 240 alunos avaliados, os meninos na escola eram a maioria para fazerem aula de reforço, as meninas eram a maioria na escola, no entanto para reforço a minoria, mostrando assim mais uma vez que as meninas estão sempre à frente dos meninos.

Com o desenvolvimento e o crescimento nas escolas , na questão aluno/professor, com tanta tecnologia a favor da escola, do professor e alunos, os meninos poderão mudar o seu comportamento escolar, ficando assim equiparados às meninas, depende muito do aluno, mas o professor tem o seu papel primordial em fazer com que estes meninos tenham mais interesse nos estudos, que sejam mais dedicados e responsáveis.

O professor pode envolver o aluno na escola e fazer com que ele mude o seu conceito a respeito de tudo a que se refere escola.

Uma boa gestão em sala de aula poderá ajudar e muito o professor a mudar essas estatísticas a respeito de o menino ser menos interessado que as meninas, existem várias formas de se fazer isso, saber ouvir o aluno por exemplo, é uma forma de ajudar este aluno e leva-lo a construção de sua identidade, levando-o também à construção do conhecimento, onde o professor é o mediador entre o conhecimento e o aluno.

Meninos e meninas: diferentes, mas iguais

Estereótipos sobre masculinidade e feminilidade. Você convive com eles desde a infância. Meninos gostam de azul, são bagunceiros e não choram. Preferem lavar o carro, enquanto as meninas lavam a louça. Elas têm a letra caprichada, compreendem melhor o que é disciplina. Esses são conceitos que são herdados e transmitimos em nossa cultura. Mas são verdades imutáveis?

As relações de gênero, que tratam dos papéis do homem e da mulher, são estudados há décadas.

Esses conceitos relacionados ao gênero, tão comuns em nosso cotidiano, expressam a verdade sobre homens e mulheres?

Essas ideias sobre o comportamento de meninos e meninas estão presentes no senso comum, já nos são “naturais”. No entanto, não passam de estereótipos construídos socialmente e fortemente enraizados no modo como as pessoas pensam a sexualidade e as relações de gênero.

Os meninos gostam de azul, não choram e são bagunceiros. Por quê? Qual a cor escolhida pelos adultos para vestirem um bebê do sexo masculino? Não seria predominantemente AZUL? Qual a postura dos adultos quando um menino começa a chorar? Certamente dirão “parece uma menininha chorando” ou “pare de chorar! Se comporte como homem, menino!”. Quais as brincadeiras incentivadas aos meninos? A maior parte delas são as que descumprem as regras, que trazem aventura, que desafiem os limites físicos e emocionais. Depois, injustamente, os intitulamos de bagunceiros.

Vejamos as meninas. O que é cobrado das meninas? A todo o momento que ela seja caprichosa e dedicada. Que se preocupe sempre com a estética. Quem ganha kit cozinha como brinquedo, não são as meninas? E não se espera que elas lavem a louça “de verdade” também? Qual a cor escolhida pelos adultos para vestirem um bebê do sexo feminino? Não seria predominantemente ROSA?

Quando nos propomos a refletir sobre as relações de gênero, é importante atentarmos para o fato de que um bebê é estimulado a ser menino e a comportar-se como tal desde que se sabe que tem o sexo masculino. E o mesmo ocorre com a menina, no estímulo a desenvolver sua feminilidade.

Mas o que pensar do menino que gosta de rosa e brinca de bonecas? E o que dizer sobre a menina que gosta de azul e prefere brincar de carrinho? São as transgressões dessas crianças aos padrões de comportamento para cada gênero que nos permitem notar que, ao impor determinado comportamento à menina, a excluímos de uma infinidade de experiências que são reservadas somente aos meninos. E o mesmo acontece com os meninos, quando não lhes é permitido experienciar uma brincadeira tida como feminina, sob o risco de ser tachado de “menininha”.

Os Meninos: Uma dose certa de masculinidade

1. Masculinidade de protesto:

Usam a agressividade para defender o prestígio, marcam a diferença, e para obter prazer quebram regras.

2. Quem são os meninos que fracassam na escola? A escola é hostil aos meninos?

O insucesso do alunado masculino, sobretudo na educação básica, tem levado à explicação de que as meninas estariam mais bem adaptadas à escola por conta de uma socialização voltada para a passividade e obediência. Por outro lado, os meninos, que desde cedo aprendem a ser rebeldes e independentes, não se enquadrariam nas escolas atuais.

Não são todos os meninos que fracassam!

O fracasso escolar (expressão problemática, mas tradicionalmente utilizada) está articulado a outros fatores, dentre raça/cor, etnia e renda. Meninos oriundos de setores médios, intelectualizados ou não, não colecionam fracassos tanto quanto os meninos de setores menos favorecidos.

Será que a escola não teria um papel, protagonista, na produção deste fracasso?

A escola contribui para a “produção” tanto do bom aluno quanto do mau aluno, cujas masculinidades devem ser pautadas, respectivamente, pela razão e pelo conflito. Essa contradição advém do princípio de que as masculinidades são arranjadas em meio às relações de poder.

3. Avaliação dos professores entre meninos e meninas:

a) Meninos: Malandros, sem hábitos de estudo, não ficam em casa para estudar, saem para jogar bola, etc.

b) Meninas: responsáveis, dedicadas, estudiosas, interessadas, sensíveis, etc.

BIBLIOGRAFIA

Marília Pinto de Carvalho PLT- Programa do livro-texto(Anhaguera Ed.Vozes)

Ricardo Desidério da Silva, professor mestrando e educador sexual(Internet)

PLT 259 páginas da 90 a 120 ( Capítulo 4 )

Site: Brasil Escola.

Site: Gênero e diversidade na escola.

Site: brasilescola.com ( vídeos: Aspectos da avaliação e Gestão da sala de aula).

Site: youtube.com

Site: pt.wikipédia.org

Site: Portaleducacional.com

Site: portalavaliacao.com

Blog Rede Brasil Atual.

Larissa, Zanardo Maria e Luiza, Louro Castro Valente – Contemporaneidade

A família de homossexuais – Larissa, Zanardo maria/Luiza, Louro Castro Valente.

História Social da Criança e da Família – Dora, flaksman, trad. 2ª ed. – RS.

FACULDADE SANTA TEREZINHA

QI 20 lotes ímpares 1/25 – Taguatinga (DF)

GÊNERO NA SALA DE AULA:

A QUESTÃO DO DESEMPENHO ESCOLAR

BRASÍLIA

13 de maio de 2013

Curso: Letras e Pedagogia

Disciplina: Educação e diversidade

Professor: Márcio Cristiano P. C. Cardoso

Grupo 02

Componentes:

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