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HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: UM BREVE PANORAMA HISTÓRICO

Por:   •  3/6/2015  •  Trabalho acadêmico  •  6.154 Palavras (25 Páginas)  •  162 Visualizações

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FACULDADE INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO PARANÁ

ATIVIDADES E ORIENTAÇÕES PARA O DOSSIÊ

Curso de Pedagogia

UNIDADE 1

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: UM BREVE PANORAMA HISTÓRICO

  1. Caracterize a educação grega na antiguidade, incluindo o período homérico.

                 R: Neste período as crianças viviam a primeira infância em família, assistidas pelas mulheres e submetidas à autoridade do pai, que poderia reconhecê-las ou abandoná-las, que escolhia seu papel social e era seu tutor legal. A infância não era valorizada em toda a cultura antiga: era uma idade de passagem, ameaçada por doenças, incerta nos seus sucessos; sobre ela, portanto, se fazia um mínimo investimento afetivo. A criança crescia em casa, controlada pelo “medo do pai”, atemorizada por figuras míticas semelhantes às bruxas, gratificada com brinquedos (bonecas) e entretida com jogos (bolas, aros, armas rudimentares), mas sempre era colocada à margem da vida social. Ou então, era submetida à violência, a estupro, a trabalho, até a sacrifícios rituais. O menino na Grécia também era um “marginal” e como tal era violentado e explorado sob vários aspectos, mesmo se gradualmente – a partir dos sete anos, em geral – era inserido em instituições públicas e sociais que lhe concediam uma identidade e lhe indicavam uma função. A menina não recebia qualquer educação formal, mas aprendia os ofícios domésticos e os trabalhos manuais com a mãe. A educação grega era centrada na formação integral do indivíduo. Quando não existia a escrita, a educação era ministrada pela própria família, conforme a tradição religiosa. A transmissão da cultura grega se dava também, através das inúmeras atividades coletivas (festivais, banquetes, reuniões). A escola ainda permanecia elitizada, atendendo aos jovens de famílias tradicionais da antiga nobreza ou dos comerciantes enriquecidos. O ensino das letras e dos cálculos demorou um pouco mais para se difundir, já que nas escolas a formação era mais esportiva que intelectual. 

                  O Período Homérico representa uma nova fase na estruturação da sociedade grega, onde se ensinava que o trabalho não era motivo de vergonha, mas sim a preguiça. Que o homem deveria ter uma boa conduta e não roubar as riquezas, nem procurar enriquecer através da desonestidade.

  1. Esclareça a importância de Homero e Hesíodo para a educação, na Idade Antiga. Em seguida, pesquise, em outras fontes, e destaque aquilo que julgar interessante nas obras: Ilíada e Teogonia.

                 R: A importância das obras de Homero e Hesíodo para a história da educação é cultural, político e econômico pois podemos observar como se davam as práticas educacionais dos guerreiros, no caso de Homero, bem como estudar as formas como o trabalho e a formação moral se davam. Na Ilíada, a formação do guerreiro, era uma educação baseada na prática, e tinha uma relação pessoal entre o aluno e o seu mestre, uma relação muitas vezes de amizade, como podemos perceber em uma conversa de Fênix, educador de Aquiles: E eu te fiz crescer, ó Aquiles, tão grande agora és, semelhante aos deuses, e te amei de coração, tanto que tu nunca querias outro quer para ir a um banquete ou te alimentar em casa. Já Hesíodo destaca em suas obras, a formação do homem do campo, diferentemente da educação que Homero nos mostra, aquela educação dada aos nobres. A educação dos camponeses se daria por meio do trabalho, com cada um produzindo o seu sustendo. A amizade e a família já não se faziam mais tão presentes. O esforço individual, e a luta no campo, passaram a compor a formação do homem. Além da importância dessas obras como fontes da história grega, deve ser assinalado que, posteriormente, os gregos usaram as poesias de Homero como instrumento para ensinar os mais novos. De acordo com Cambi (1999) isso pode ser visto na famosa afirmação platônica de que Homero fora, de fato, o grande educador da Grécia. A Teogonia costuma ser considerada a primeira obra de Hesíodo. 

Fonte: www.anais.unicentro.br/xixeaic/

http://www.brasilescola.com/literatura/literatura-grega.htm

  1. Compare a educação ministrada nas cidades de Esparta e Atenas.

         R: Esparta e Atenas deram vida a dois ideais de educação: um baseado no conformismo e no estatismo, outro na concepção de formação humana livre e nutrida de experiências diversas, sociais. A comparação entre as cidades-estados de Esparta e Atenas nos oferece um quadro de contrastes muito interessante; dessa forma, podemos entender a diversidade cultural encontrada dentro desse território. No que diz respeito às instituições políticas, depois da adoção dos regimes monárquico e aristocrático, em Atenas criou-se uma forma de governo democrática. Mesmo sendo considerado um “governo do povo”, aqueles que participavam da democracia ateniense correspondiam a menos de 20% da população. Já em Esparta, as questões políticas eram de obrigação de um conjunto de 28 homens, maiores de 60 anos, que formavam a Gerúsia. Além disso, existiam dois reis, que formavam a chamada Diarquia. As funções desses reis eram ligadas às questões religiosas e militares. O papel desempenhado por homens e mulheres nas sociedades ateniense e espartana também tinha suas especificidades. Em Esparta, as mulheres recebiam uma rigorosa educação física e psicológica. Além disso, elas participavam das reuniões públicas, disputavam competições esportivas e administravam o patrimônio familiar. Em contrapartida, a cultura ateniense restringia suas mulheres ao mundo doméstico. A docilidade e a submissão ao pai e ao marido eram valores repassados às mulheres atenienses. A questão educacional nas duas cidades também apresentava diferenças entre si. As instituições atenienses se preocupavam em desenvolver um equilíbrio entre mente e corpo. Dessa forma, a educação buscava conciliar a saúde física e o debate filosófico. Já em Esparta, dada sua intensa tradição militarista, privilegiava-se o treinamento do corpo. Os jovens espartanos aprendiam a escrever aquilo que era estritamente necessário. Dessa forma, o cidadão espartano deveria ser forte e resistente, um indivíduo apto para as batalhas militares. 

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