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ANÁLISE DO FILME “PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN”

Por:   •  30/10/2015  •  Trabalho acadêmico  •  1.535 Palavras (7 Páginas)  •  724 Visualizações

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COLEGIADO DE PSICOLOGIA

ANÁLISE DO FILME

“PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN”

Alagoinhas – BA

2015

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COLEGIADO DE PSICOLOGIA

CALIANE CARVALHO MOURA LEITE

VALESCA MENDES DE SOUZA

ANÁLISE DO FILME

“PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN”

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Alagoinhas - BA

2015

PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN. Direção: Lynne Ramsay. Produção: Jennifer Fox, Luc Roeg, Robert Salerno. Intérpretes: Tilda Swinton, John C. Reilly, Ezra Miller e outros. Música: Jonny Greenwood. Autora: Lionel Shriver. Gênero: Drama, Suspense. Nacionalidade: Reino Unido, EUA: Paris Filmes. C 2011. 1 DVD ( 1h 50min).

ANÁLISE: “PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN”

Baseado no best seller de Lionel Shriver e dirigo pela cineasta Lynne Ramsay, “Precisamos falar sobre o Kevin” é um suspense psicológico, o filme é retratado baseado em memórias ruins com flashbacks de uma mãe (Eva) derrotada com o fim da sua família que foi destruída pelo silêncio e pela negação da realidade. Começamos tendo como base a história de como se desenvolveu essa família, em cenas onde se inicia o romance entre Eva e Franklin mostrando o casal feliz, onde Eva se mostrava exuberante e realizada com seu romance e profissionalmente, pois era uma mulher independente e com uma carreira bem sucedida.

Na sequência trago a cena da maternidade, onde logo após do nascimento daquele filho não desejado em que ela não demonstra satisfação ou aceitação de sua gestação, Eva desenvolve o que parece ser uma depressão pós-parto onde está envolvia uma enxurrada de emoções como sofrimento e desgosto por aquela gravidez e por ela ter abdicado de seus sonhos e sua carreira, ao contrário do marido (Franklin) que sempre desejou a paternidade. Desde o primeiro momento Kevin não é acolhido pela mãe, visto que esta não quis pegá-lo no colo após seu nascimento, tendo o pai realizado esta tarefa. Assim, Kevin vai para casa e demonstra ser um bebê de temperamento irritadiço, pois chora bastante e não se acalma facilmente. Eva, por sua vez, apresenta muita dificuldade em acalmá-lo e acarinhá-lo, preferindo o som de uma britadeira ao choro do filho.

Na infância de Kevin as interações crescentes de violência entre ele e a mãe ao mesmo tempo em que entrecorta as imagens com tentativas da mãe de reparar, seja raspando a tinta vermelha jogada em sua casa após a tragédia, seja na infância de Kevin quando tentava ser amável com ele, pois Eva é uma mãe que não consegue criar vínculo com seu filho, que apresenta sinais claros de psicopatia. Momentos em que ela expressa por palavras em que “era mais feliz sem o Kelvin” e Franklin repudia essas atitudes dela. Era uma família que morava em um bairro nobre em uma casa belíssima, onde Kevin tinha todos os melhores brinquedos, mas notamos um pai ausente e cada vez mais era visível uma desordem entre o relacionamento entre essa mãe e esse filho, onde tinha provocações da parte dele e irritação da parte dela por não saber lidar com esse filho onde é a única que percebe a maldade de seu filho, desde muito cedo, mas não consegue fazer nada para conter ou alterar seu curso.

A figura paterna jamais realizou efetivamente seu papel de representante da lei, sendo para Kevin um símbolo fálico inferior ao seu próprio falo, uma vez que este se tornou poderoso em decorrência da estima que lhe atribuiu à mãe e essa ausência do pai é constante durante toda a história e mostra-se desde na sua incapacidade de dar-se conta da agressividade de Kevin em pequenos eventos da infância, sempre amenizando como “coisas que meninos fazem”, até no auge de incentivá-lo à perfeição da prática da fatal arte do arco-e-flecha.

Todos os bebês tem sua primeira experiência de conhecimento de si pelo reflexo transmitido pelos olhos maternos, durante o estádio de espelho, Kevin introjeta uma imagem negativa de si, acreditando ser um sujeito ruim. Desta forma, em uma etapa posterior do desenvolvimento, o menino já demonstra sérios comprometimentos afetivos e de comportamento, uma vez que não interage significativamente com os pais, sendo, inclusive, cogitada a hipótese de autismo, assim, vemos que o tempo passa e Kevin continua sendo uma criança irritante, sádica, que irrita a mãe todo tempo, onde há sempre demonstração de um comportamento doentio e cruel e em várias cenas fica evidente a falta de sentimentos positivos.

Durante a etapa do complexo de Édipo, o corte não é feito de forma efetiva e a lei paterna não é plenamente internalizada por Kevin, que desenvolve uma estrutura perversa, por ser esta a escolha mais saudável para seu psiquismo. Os principais traços desta estruturação são a transgressão e o desafio, e ambos são evidenciados no comportamento do personagem, visto que este confronta a mãe e desafia todas as suas ordens, não realizando os deveres escolares, defecando para que esta o limpe e destruindo o quarto que esta criou como um ambiente de fuga. Após algum tempo, Eva engravida novamente e dá a luz a uma menina, Celie (Ursula Parker), e a esta oferece seu afeto e cuidado.

O tempo passa e Kevin se torna adolescente, sendo, desta forma, potencialmente mais perigoso em suas transgressões e provocações, um menino desprovido de qualquer empatia, primeiramente contra sua mãe e depois contra seus colegas de escola com diversas manifestações de crueldade. Uma ausência de limites para essa criança também se evidencia em toda a criação de Kevin, explicita na cena em que estão fazendo uma refeição na mesa e é questionado a situação de sua irmã Celie ter perdido um olho durante a supervisão do irmão e ambos os pais acobertam o fato de Kevin ter supostamente causado essa perda de um olho da irmã mais nova. O desapego e desinteresse de Kevin pelo mundo fica nítido em diversos momentos e em situações de seu desenvolvimento, na cena em que a Eva o chama para jantar ele já está na cozinha comendo de forma amistosa demonstrando desinteresse e desprezo em sair com a mãe e no restaurante consegue desestabilizar sua mãe com suas teorias do interesse da mãe em chama-lo para jantar.   

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