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AS TÉCNICAS PARA O PACIENTE RELUTANTE

Por:   •  29/7/2020  •  Pesquisas Acadêmicas  •  722 Palavras (3 Páginas)  •  6 Visualizações

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TÉCNICAS PARA O PACIENTE RELUTANTE:

A entrevista é a técnica que permite o acesso às representações mais pessoais dos sujeitos: história, conflitos, representações, crenças, sonhos, fantasmas, acontecimentos vividos, etc. É um instrumento insubstituível no domínio das ciências humanas e ainda no domínio da Psicologia, em que há que tentar compreender a origem de diferentes psicopatologias. Com efeito, só o paciente nos pode dizer “onde” e “como” sofre; há portanto, que escutá-lo. Descrevemos a entrevista segundo os vários modelos teóricos vigentes, e é unânime entre todas as correntes, que a entrevista é uma “conversa” profunda entre duas pessoas num contexto especifico. A eficácia de qualquer tratamento ou procedimento psicológico está diretamente relacionada com a qualidade da entrevista.

Conceitos essenciais:

Use perguntas abertas para liberar o fluxo de informações;

Use técnicas de comunicação para manter o fluxo;

Passe para um terreno neutro se necessário;

Marque uma segunda entrevista se der tudo errado;

Perguntas e conceitos abertos:

Usar perguntas e conceitos abertos facilitam, pois o paciente não pode responder com um simples, SIM, ou, NÃO.

POR EXEMPLO: Que tipo de sintoma sua depressão causou?

Que tipo de coisa você fez quando se sentia maníaco?

Os comandos abertos são perguntas um pouco alternadas para soarem mais diretivas.

POR EXEMPLO: Conte-me que tipo de sintomas você teve.

Também tem as técnicas de continuação:

São usadas para manter o fluxo de entrevista. Essas expressões estimulam os pacientes a continuarem revelando informações sensíveis.

Vá em frente.

Continue o que você estava dizendo sobre...

Hum-hum.

É mesmo?

Puxa!

Em geral quanto mais espontâneas e genuínas suas respostas aos pacientes relutantes, maiores suas chances de desarma-los.

Terreno neutro:

Algumas entrevistas começam mal e se deterioram rapidamente. Após alguns minutos de conversa fica claro que o paciente não está

interessado em falar sobre seus problemas, então seguimos para um terreno neutro.

POR EXEMPLO: Se o paciente fosse um acadêmico poderíamos fazer perguntas relacionadas aos estudos. Revelando as vezes suas frustrações e o grau de gravidade do seu sofrimento.

Segunda entrevista:

No caso de tudo dar errado pode-se marcar uma segunda entrevista, se não conseguir chegar a lugar nenhum com o paciente abrevie com um comentário como:

Por que não paramos por aqui, e nos vemos outra vez na semana que veem. Mas é claro que antes de encerrar a cessão devemos estar seguros de que o paciente não está sofrendo nenhum risco.

TÉCNICAS PARA O PACIENTE QUE FALA DEMAIS:

O problema dos pacientes que falam demais é como limitar o fluxo de informações sem parecer insensível e impaciente. Em 1988, Cox e seus colaboradores em um estudo experimental sobre técnicas de entrevista, consideraram as seguintes técnicas e conceitos essenciais,

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