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Amadurecimento Precoce

Por:   •  22/11/2014  •  1.585 Palavras (7 Páginas)  •  494 Visualizações

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I. Apresentação

O presente estudo tem como objetivo apresentar, analisar e concluir acerca do tema amadurecimento precoce de crianças na faixa dos nove anos aos quinze anos de idade no período dos anos 2000 até o ano corrente, no Brasil.

O início do ano 2000 teve como grande marco a eclosão da globalização por meio da internet, do início das redes sociais e do irrestrito poder de conexão entre Países de diversas culturas, influenciando assim, psicologicamente e biologicamente, o amadurecimento e a mudança de comportamental de crianças ao redor do mundo, principalmente nos países ocidentais.

II. Globalização: Os avanços tecnológicos e a consequente mudança no comportamento infantil da chamada “Geração Z”.

A chamada “Geração Z” é a definição sociológica para definir a geração de pessoas nascidas a partir do ano de 1995, geração essa que nasceu sob o advento da internet e do boom tecnológico, considerando assim que as maravilhas da pós-modernidade não são nada estranháveis.

O grande movimento dessa geração é “navegar” nas várias opções entre canais de televisão, internet, videogame, telefone e gadgets, e, por essa razão, são conhecidos por serem nativos digitais e disporem de muita informação, pois tudo o que acontece no mundo é noticiado em tempo real.

Por essa razão, muitas vezes esse volume intenso de informação acaba por se tornar obsoleto em pouco tempo. A rapidez com que os avanços tecnológicos e novidades se apresentam atualmente acaba por condicioná-los a deixar de dar valor às coisas rapidamente.

Em pesquisa realizada pela Quest Inteligência (2012), a respeito da Geração Z, são evidenciadas a mudança no comportamento infantil das crianças da faixa etária dos 9 (nove) aos 15 (quinze) anos.

Os resultados mostraram que praticamente 100% dos jovens entre 15 a 9 anos (Geração Z) participam de alguma rede social, 75% usam celulares – 16% navegam na Internet por esses aparelhos – e 60% se preocupam com a beleza do corpo e do rosto.

A pesquisa também aponta que os jovens da Geração Z leem menos – 14% preferem jornais e 23% revistas.

Analisando os dados, Luís César Périssé (QUEST, 2012), coordenador da pesquisa, explica que “a principal diferença entre as gerações está no uso que fazem da internet, das redes sociais e da tecnologia. Isso se reflete em seus hábitos de consumo, comportamento, amadurecimento e lazer.”

III. Alimentação e Globalização: Reflexões sobre Alimentos Industrializados e a Puberdade Precoce.

Em relação à Globalização e os alimentos que as crianças consomem podemos destacar os que são intensificados como fatores de risco associados ao consumo dos alimentos, principalmente aqueles relacionados à manipulação, processamento e conservação.

Paralelo a isto, teorias orquestradas para explicar por que as crianças estão amadurecendo mais cedo: a identificação de excesso de agroquímicos em produtos vegetais, hormônios e medicamentos em produtos de origem animal, além dos alimentos industrializados, aos quais são acrescentados aditivos de utilização polêmica. Os hormônios das carnes, os produtos químicos que mimetizam hormônios no organismo – como o bisfenol A, ou BFA –, são identificados como a crescente tendência à obesidade infantil e a sexualização precoce das crianças.

As hipóteses são possíveis, mas não há comprovação científíca de que alguma delas seja a causa real. “O estrógeno no frango poderia estimular o desenvolvimento das mamas nas crianças, ou seja, um aspecto isolado, periférico, sem influência nas demais características da puberdade”, explica o Dr. Durval Damiami, chefe da Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). “Existem relatos de casos de comunidades expostas a produtos químicos nas quais houve registro de puberdade precoce. Chamamos essas substâncias de endocrinedisruptors (interferentes endócrinos)”, diz ele.

As crianças estão constantemente expostas a estrógenos ambientais e a produtos químicos, encontrados em inseticidas (especialmente o DDT), maquiagem, loções e plásticos de canudinhos e mamadeira, que desorganizam o sistema endócrino. Hoje alguns rótulos de mamadeira à venda no Brasil trazem a informação “sem bisfenol”. Pesquisas mostram que estas substâncias químicas ativam os receptores de produção de estrógeno,

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