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Psicopedagogia da Aprendizagem e da Educação

Por:   •  25/4/2026  •  Trabalho acadêmico  •  1.087 Palavras (5 Páginas)  •  12 Visualizações

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1. Identificar as variáveis ​​preditoras do maior envolvimento familiar no ensino e discutir os resultados desta pesquisa.

Segundo Ferrarotto e Malavasi (2016), para analisarmos o papel de destaque dado à participação das famílias – seja de envolvimento ou de afastamento destas no processo de ensino e aprendizagem – e às diferentes formas de relação entre família-escola, segundo as políticas públicas educacionais, as variáveis que precisam ser consideradas para o sucesso ou fracasso escolar são:

  • Nível socioeconômico e origem social da família: classe dominante ou popular, segundo Nogueira (2006), Lomonaco e Garrafa (2009) e Silva (2009);
  • perfil familiar facilitador idealizado pelas instituições escolares, segundo López (2008);
  • convergência, ou não, entre as culturas familiar e escolar (BOURDIEU, 1998);
  • qualidade associada aos índices, por exemplo, IDEB, por meio programas e ações de assistência técnica e financeira, visando à mobilização social pela melhoria da qualidade da educação básica” (BRASIL, 2007);
  • variáveis externas à escola enquanto políticas públicas necessárias: moradia, saúde pública, segurança, cultura e o combate à miséria são essenciais para que, além da oportunidade de acesso à escola, seja garantida a permanência e o êxito escolar, segundo Freitas (2013, p. 363);
  • participação da comunidade nas discussões coletivas sobre o PPP da escola, como forma de contextualizá-lo - Ravitch (2013);
  • posicionamento de controle, fiscalização e, portanto, desconfiança em relação à escola, por parte das famílias (Ferrarotto e Malavasi - 2016);
  • processo avaliativo das instituições como ferramenta potente, alternativa e propositiva na criação de uma relação de cumplicidade entre família e escola – ou não! (Ferrarotto e Malavasi – 2016).

2. Quais as vantagens e desafios do envolvimento familiar na escola?

Ferrarotto e Malavasi (2016), nos alertam de que, “para além de análises que sustentem seus argumentos na vontade de ensinar, por parte do professor, e de aprender, por parte dos alunos, é preciso olhar para a escola a partir de seu contexto. Na realidade brasileira, a instituição escolar insere-se em um sistema capitalista, cujas desigualdades produzidas ultrapassam os muros da escola. Todavia, aceitar como natural que alguns estudantes aprendem e outros não e reduzir a não aprendizagem a culpabilização de famílias e escolas é perpetuar a lógica neoliberal que, como já destacamos, sustenta que o êxito escolar se vincula ao esforço individual, tanto de professores quanto de famílias/estudantes”. Há um círculo vicioso, que aponta professores como responsáveis pelos resultados dos testes padronizados de seus alunos e as famílias como omissas no processo educativo. Escola e família precisam refletir sobre as semelhanças e divergências no modo de pensar e agir, expondo e negociando cada uma destas variantes em prol da formação integral dos estudantes, a partir de uma cumplicidade entre tais instituições e em uma perspectiva ampla, que ultrapasse o simples acompanhar de deveres escolares ou a presença em reuniões bimestrais, conforme propõe o PNE. Romper com as tradicionais formas de relação entre tais instituições não se dá da noite para o dia. A construção é processual, complexa, contraditória e, portanto, inversa ao proposto pelo PNE. Para isso, o protagonismo deve ser exercido por meio da escola e sua comunidade. Avaliar e planejar, no compromisso com a qualidade social, só será possível se as relações estabelecidas forem ancoradas na horizontalidade e no conhecimento profundo da realidade local, numa aliança que envolva tais instituições no estudo permanente de como era, como está e o que se deseja para a educação dos estudantes. Significa, ainda, um pacto com propósitos emancipadores de uma sociedade menos desigual, mais solidária e humana. (Ferrarotto e Malavasi – 2016).

Referências:

Amuchástegui, G., Valle, M. I. D., & Renna, H. (2017). Reconstruir sin ladrillos: guías de apoyo para el sector educativo en contextos de emergencia. Unesco. Retirado de http://www.unesco.org/new/fileadmin/MULTIMEDIA/FIELD/Santiago/pdf/Guia 4 webeducacion_emergencias.pdf

Aubert, A, e García, C. (2009). La pedagogía crítica y el éxito académico de todos y todas. Teoría de la Educación. Educación y Cultura en la Sociedad de la Información [on-line] 2009, 10 (Novembro-Sem mês).

Retirado de http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=201014898014

Betini, G. A. Avaliação Institucional em Escolas Públicas de Ensino Fundamental de Campinas. 2009. 394f. Tese (Doutorado em Educação) Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2009.

Blanco, R., & Umayahara. (2004) Participación de las familias en la educacion intantil latinoamericana. UNESCO.

Bourdieu. P. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1998. 251 p.

BRASIL. Plano Nacional de Educação - PNE/Ministério da Educação. Brasília: INEP, 2014.

Casanova, E. M. (1989). El proceso educativo según Carl R. Rogers: la igualdad y formación de la persona. Revista interuniversitaria de formación del profesorado, (6), 599-603. Retirado de https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/117692.pdf

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