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Resenha de Documentário: A História do Racismo e do Escravismo BBC

Por:   •  28/8/2018  •  Resenha  •  863 Palavras (4 Páginas)  •  257 Visualizações

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Resenha de Documentário

A História do Racismo e do Escravismo BBC

BBC London

Aluno: Matheus Moreira Viana

Disciplina: Psicologia e Diversidade de Gênero e Sexualidade

Professor: Marco Aurélio Máximo Prado

O racismo surgiu no contexto da colonização europeia através da utilização dos negros como mão de obra escrava em suas colônias. Durante este período, o conceito de raça enquanto qualificação dos não-europeus surge diante de povos que passam a ser dominados pelos próprios europeus.

As verdadeiras engrenagens que funcionavam por detrás do regime escravocrata eram a economia e os lucros que os europeus obtinham com tal atividade. Atividade a qual os ingleses desenvolviam visando obter lucro com o emprego da mão de obra escrava negra na América.

Desta maneira, o escravo negro africano era então tratado como uma mercadoria, aspecto o qual passou a ser intrinsecamente relacionado com os valores culturais britânicos da época.

A fixação tanto dos negros quanto dos indígenas enquanto objeto de estudo no que diz respeito às suas classificações enquanto raça perpassaram vários campos de estudo tais como o direito, a antropologia e a biologia; sempre no intuito de se justificar e validar tal disposição social do ponto de vista científico para se promover a manutenção da estrutura de poder criada entre europeus e não-europeus: no caso dos africanos, a não dotação de almas e objetificação enquanto meros instrumentos de produção e de trabalho; no caso dos indígenas, seres providos de alma e passíveis de serem catequizados.

Nota-se, neste aspecto, uma caracterização da proposta de Foucault no diz respeito ao entendimento das ideias e pensamentos assim como dos discursos que as formam e as tornam possíveis do ponto de vista da unidade. Foucault adentra no universo destes elementos tendo como objetivo encontrar e estabelecer as regras de formação as quais possibilitam a própria existência do objeto em questão assim como viabilizam os discursos que traduzem tais objetos.

O conceito material da proveniência afasta-se portanto do conceito de pertencimento social a partir do momento que as diferenças entre indivíduos enquanto raça são categorizadas e estabelecidas fazendo com que a universalidade se dissocie da unidade do sujeito

Em sua terceira expedição realizada em 1498, Cristóvão Colombo descobre que pessoas com diferentes tons de pele e cabelo coexistem na mesma latitude, o que passa a incitar um movimento de investigação científica no intuito de se desvendar qual a razão de tal fato. A partir daí começam a surgir teorias racistas que tentam explicar do ponto de vista biológico o porquê de tais diferenças existirem. Umas das teorias mais primordiais seria a do pré-adamismo, onde haveria origens ancestrais distintas para os seres humanos. Dentre estas origens, os negros teoricamente descenderiam de uma raça primitiva de precursores dos seres humanos menos desenvolvida e mais próxima dos animais, a qual não teria sido contemplada pela narrativa bíblica.

Considerar a possibilidade dos negros africanos terem sua origem em um ancestral mais primitivo comum aos europeus, deu margem ao surgimento de teorias que considerariam que negros poderiam ser provenientes das relações sexuais entre seres humanos e chimpanzés, o que os caracterizariam como metade humanos e metade animais. Esta noção foi introjetada e perpetuada na sociedade e ainda hoje existe principalmente nas discussões relativas, por exemplo, à música jazz e à sexualidade exercida pelo negro, ambas caracterizados

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