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TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

Por:   •  6/10/2018  •  Trabalho acadêmico  •  5.166 Palavras (21 Páginas)  •  49 Visualizações

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FACULDADE DE MACAPÁ

PSICOLOGIA

TAYNAR FERREIRA

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG) NA TERAPIA COGNITIVA COMPORTAMENTAL

MACAPÁ

2018

TAYNAR FERREIRA

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG) NA TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL

 

Trabalho apresentado à disciplina de Matrizes Cognitivo Comportamental como requisito avaliativo para obtenção de nota parcial bimestral 2 do curso de Bacharelado em Psicologia do 8° semestre da faculdade de Macapá, tendo como orientadora:

Prof.ª Esp. Maria da Graças Martins

MACAPÁ

2018

INTRODUÇÃO

         Na sociedade contemporânea em que estamos inseridos a ansiedade é um dos maiores males que acomete o indivíduo pois são tantos afazeres e responsabilidades que assumimos e, em meio a este contexto está a nossa estrutura subjetiva que em muitos momentos não está preparada para absorver toda essa carga de compromissos, é quando surge inúmeras patologias pelo excesso de ansiedade.

         A ansiedade diante de situações que podem causar medo, dúvida ou expectativa é uma reação normal do ser humano. Entretanto quando esse sentimento persiste por longos períodos e passa a prejudicar nas atividades do dia a dia, a ansiedade deixa de ser normal e passa a ser considerada inadequada, precisando de uma averiguação minuciosa, pois esse é um dos sintomas de ansiedade generalizada. O transtorno de ansiedade generalizada é bem frequente, mas é de difícil diagnóstico, pois não se sabe ao certo o que provoca esse distúrbio.

Segundo, Brown, O’Leary e Barlow, (1999), a ansiedade é uma emoção normal, experimentada por todos e exerce uma função importante, que é proteger o organismo de uma ameaça ou perigo. Quando ocorre de maneira aguda, em um curto espaço de tempo, é caracterizada como reação de luta ou fuga e envolve uma série de sensações físicas, como: taquicardia, sudorese, visão borrada, formigamento, entre outras.

Acredita-se que uma das causas estejam relacionadas aos neurotransmissores, como a dopamina, serotonina e norepinefrina, a genética, ao contexto em que a pessoa vive, condições físicas, exposição ao estresse, uso excessivo de álcool e drogas, a qualidade de vida, dentre outros.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada-TAG é caracterizado pela ansiedade excessiva e preocupação exacerbada e irreais com eventos do cotidiano e sem motivos plausíveis. Pessoas com este transtorno tendem a esperar o pior das situações. É recorrente sua preocupação desproporcional com a questão financeira, família, trabalho, escola e principalmente com a saúde, trazendo prejuízos para a vida da pessoa, interferindo no funcionamento diário, incluindo as atividades sociais e os relacionamentos, pois a mesma vive em um eterno estado de preocupação, medo e pânico. Referido transtorno é mais comum em mulheres, por conta de uma combinação de fatores como mudanças hormonais e maior exposição ao estresse.

Hallowell (1997, apud White, 1999), afirma que aproximadamente 5,1% da população geral atenderão critérios para o TAG em algum momento da vida. A maioria das pessoas com esse transtorno tem dificuldade em lembrar quando os sintomas iniciaram. Acham que sempre foram assim, ou relatam início em torno de vinte anos.

Apesar dos vários estudos sobre a TAG, poucos são direcionados a uma investigação dos fatores etiológicos que também podem estar relacionados as diversas modificações nos critérios diagnósticos deste transtorno. Segundo Rapee (2001, apud Hudson e Rapee, 2004) há um destaque para seis (6) fatores principais da etiologia, sendo eles:

  1. Fatores Genéticos: Estudos com gêmeos apontam fortes indícios de influência genética. A taxa de concordância entre gêmeos monozigóticos é quatro vezes maior do que em dizigóticos. No entanto, o que é herdado parece ser uma suscetibilidade para desenvolver certo transtorno de ansiedade e não um gene específico para o TAG (Papp e Gorman, 1995, apud Shinohara e Nardi, 2001).
  2. Vulnerabilidade a ansiedade (temperamento): Pessoas com TAG muitas vezes dizem serem ansiosas desde pequenas (Rapee, 1991). Numa pesquisa com mães de crianças clinicamente ansiosas, notou-se que essas relatavam com mais frequência que seus filhos eram difíceis no primeiro ano de vida (choro, dificuldade em dormir, dores etc.) do que mães de crianças que não eram clinicamente ansiosas e que essa dificuldade permanecia nos anos subsequentes por medos, dificuldade em ir para a escola, ou de ficar sobre cuidados de outras pessoas (Rapee & Szollos, 1997 apud Hudson e Rapee, 2004). De maneira geral, os estudos têm apontado que existe uma relação de alguns tipos de temperamento observado em crianças com o desenvolvimento de um transtorno de ansiedade. Características como alta excitação e comportamento inibido são fatores de risco importantes (Hudson e Rapee, 2004).
  3. Ansiedade dos pais: Pais muito controladores ou superprotetores podem limitar a interação da criança com o ambiente, ajudando a fortalecer o comportamento de evitação. Hudson e Rapee (2004) citam uma pesquisa que realizaram em 2001 onde observaram que mães de crianças com transtornos de ansiedade ofereciam mais ajuda e eram mais intrusivas durante a realização de uma tarefa (montar um quebra-cabeça) do que as mães de crianças não ansiosas.
  4. Apoio ambiental da evitação: Três fatores ambientais importantes relacionados à etiologia dos transtornos de ansiedade são: reforçamento do comportamento evitativo; transmissão da ameaça e de informações de enfrentamento; e eventos ambientais externos. A evitação de estímulos ameaçadores está relacionada diretamente a manutenção dos transtornos de ansiedade. O ambiente muitas vezes reforça este comportamento evitativo da criança, seja através dos pais, inicialmente, ou através dos pares ou irmãos na medida em que esta for crescendo.
  5. Transmissão da ameaça e de informações de enfrentamento: estas se dão pela observação do comportamento dos responsáveis pela criança. Caso estes tenham uma resposta de ansiedade frente a alguns estímulos, seus filhos podem aprender a ter a mesma resposta e a lidar com estes estímulos de maneira semelhante as suas. Por exemplo, pais muito preocupados com segurança quando saem à rua (deixam sempre o vidro do carro fechado, se queixando muito se alguém o deixa aberto, ou ficam muito atentos às pessoas que estão próximas, fazendo comentários sobre perigos na rua etc.), podem ensinar a seus filhos a ficarem preocupados sobre isto também.
  6. Eventos Ambientais: A influência de eventos estressantes no desenvolvimento de transtornos de ansiedade vem sendo investigada nos últimos anos. Alguns estudos apontam influências ambientais no desenvolvimento do TAG. Clientes com esse transtorno tendem a relatar mais eventos traumáticos do que sujeitos não ansiosos (Roemer, Molina, Litz & Borkovec, 1997 apud Hudson e Rapee, 2004), e morte de parentes antes dos dezesseis anos de idade (Torgersen, 1986 apud Hudson e Rapee, 2004).

2. TRATAMENTO COGNITIVO- COMPORTAMENTAL

Pessoas com o Transtorno de Ansiedade Generalizada tendem a buscar acompanhamento e tratamento com profissionais da área da medicina como clínicos gerais, gastroenterologistas e cardiologistas, devido a apresentação de sintomas físicos e por não admitirem que padecem de um transtorno mental. (Shinohara e Nardi, 2001)

        Segundo Copeland (1998) isso acontece também porque consideram suas preocupações como parte de sua personalidade ou características funcionais necessárias para alertá-los dos perigos ou ajudá-los a resolver problemas.  Porém, estudos comprovam que as técnicas mais eficazes no tratamento da TAG são as baseadas na Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC) que está associada a uma menor probabilidade de recaída do paciente/ cliente, mantendo a melhora por até 12 meses.

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