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DESENVOLVIMENTO DE COMUNIDADE COMO INSTRUMENTO DE DESPOLITIZAÇÃO NO NORDESTE

Por:   •  6/11/2019  •  Trabalho acadêmico  •  1.106 Palavras (5 Páginas)  •  4 Visualizações

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE

ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL

NATHÁLIA CHRYSOSTOMO ALMEIDA

AMMANN, Safira Bezerra. In: DESENVOLVIMENTO DE COMUNIDADE COMO INSTRUMENTO DE DESPOLITIZAÇÃO NO NORDESTE. Ideologia do desenvolvimento de comunidade no Brasil.  Local: Editora, ano. p. 141-158.

A autora começa o item do capitulo fazendo uma abordagem sobre a SUDENE. A SUDENE foi criada no ano de 1965, em um cenário de ditadura, em que se havia muita repressão dentro da sociedade. Foi o primeiro programa de Desenvolvimento de comunidade no Nordeste, que tinha como objetivo encontrar soluções para diminuir a desigualdade entre as demais regiões do pais, expandindo assim, o capital no nordeste, além de também coordenar o desenvolvimento.

Desta maneira, a SUDENE para integrar as populações nordestinas ao desenvolvimento, surge com o III Plano Diretor, estabelecendo assim, 3 programas de ação comunitária, que são: 1º programa, que foi prioritário em 1966, nada mais é que a capacitação dos Recurso Humanos em apoio a programas e projetos, através do assessoramento e a programas de Desenvolvimento de Comunidades nas áreas destinadas a expansão do capital. O 2º programa era o treinamento de uma equipe em Ação Comunitária e o 3º programa era propor uma cooperação entre cientistas e técnicos.

Seguindo a trajetória do texto, a autora faz as considerações sobre o papel do assistente social dentro da SUDENE. A colaboração do Serviço Social era de caráter controlador, porque a região e o Brasil encontravam-se em uma ditadura militar, e para ajudar na aceitação das medidas impostas na época em prol de desenvolvimentos, medidas que muitas das vezes levavam a mudanças drásticas na vida da população, além apaziguar possíveis revoltas mediante a essas mudanças, o Serviço Social foi chamado. Também tinha a função de criar, estruturar a Divisão de Ação comunitária da SUDENE.

Na década de 50, os grupos no poder e governo norte-americano se assustam com o cenário de grandes tensões sociais, havia o problema das secas e o alto índice de desemprego na região, ocasionado a extrema pobreza e aumentando o índice de concentração de riqueza na mão de poucos. Ligas Camponesas aproveitam as circunstancias para mobilizar todos os trabalhadores rurais. Assim, tais problemas são considerados uma ameaça para a sociedade política brasileira e internacional, pois temiam a chegada de uma nova Cuba no Nordeste.

O governo americano, preocupado com a repercussão e a proporção dessas tensões, se mobiliza para enfraquecer o movimento das Ligas Camponesas, lançam um documentário de alerta contra as Ligas Camponesas e logo após enviam ao Nordeste uma missão para observar os problemas da região e uma possível ajuda americana. Apresentam então, o relatório de Bohan, que era um documento feito pelo governo norte-americano garantindo uma certa assistência ao Nordeste depois da tensões causadas pelo movimento das Ligas Camponesas, mas esse documento que aparentemente era com intuito benéfico, era só uma estratégia do governo americano para desmobilizar o movimento, para só assim continuar com as alianças e planos deles, além de que também de controlar o movimento, para não tomar proporções maiores.

O documento do relatório original não foi aceito, pois o Governo brasileiro, com intuito de proteger-se, não julga bom deixar tão explicita a intenção de combater o movimento das Ligas Camponesas. Surge a segunda versão, uma versão mascarada, em que continha as mesmas intenções, mas de maneira mascarada.

Dentro dessa esfera, a SUDENE teve por objetivo contribuir para implementação do programa, as elites, tanto internacional quanto internacional, confiaram a ela o papel de suspender as mobilizações revolucionárias no Nordeste. Ela trabalha em conjunto com o Estado para conter toda esses trabalhadores revolucionários, possibilitando a integração desses trabalhadores, mas de maneira controladora.

Ainda seguindo a linha do texto, a autora dentro do quadro de tensões, cita o II plano diretor, de uma forma breve, que era uma forma de cobrir todos os setores, para a construção de um sistema econômico moderno. Arrumando assim mais formas de conter a população.

A SUDENE rompe com a USAID, que é uma agencia do governo norte-americano, pois estava ocorrendo problemas ao vincular os projetos comunitários com entidades internacionais. Pois acreditavam que se fossem somente orientados por brasileiros, iriam ter uma sensibilidade para mudanças que não deformassem a população nordestina. Com essa ruptura, eles param de usar o termo Desenvolvimento de comunidade e passam a usar Ação Comunitária. Perdendo todas as influências internacionais.

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