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OS DILEMAS DO TRABALHO NA CONTEMPORANEIDADE

Por:   •  10/1/2019  •  Trabalho acadêmico  •  898 Palavras (4 Páginas)  •  36 Visualizações

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DILEMAS DO TRABALHO NA CONTEMPORANEIDADE

Júlia Gabriela Gomes de Paula¹; Maria Eduarda Portela da Silva¹; Maria Katarine Freitas da Silva¹; Mariana Batista dos Santos¹; Mirella de Lucena Mota²; Niedja de Lima Silva²;

¹Estudantes do Curso de Bacharelado em Serviço Social – USM

2Docentes do Departamento de Serviço Social – USM

Introdução: As reflexões aqui trazidas pretendem mostrar a precarização da categoria trabalho no modo de produção capitalista, modo esse que tem como principio a produção da riqueza material, estruturada na exploração de uma classe pela outra, se sustentando na precarização das relações trabalhistas existentes. Tendo como ponto de partida os pressupostos marxistas a respeito do trabalho, é pertinente afirmar que o trabalho é condição da existência humana na medida em que, é através dessa atividade que os homens são capazes de transformar a natureza, conduzidos pela satisfação das suas necessidades e concomitantemente transformar a si mesmo, visto que, ao criarem algo novo eles acabam se transmudando, por alcançarem novos conhecimentos e habilidades, que de certa forma, vão se acumulando. Objetivo: Considerando como principal objetivação, apresentar a precarização da categoria trabalho, no modo de produção capitalista. Material e Métodos: Com base nos assuntos trabalhados em sala de aula, despertou-se o interesse neste assunto, o que inspirou a construção deste trabalho. Utilizando como artigos variados. Resultados e Discussões: Para perpetua-se como predominante o sistema capitalista necessita estar em constante processo de expansão e acumulação, na tentativa de sempre superar os obstáculos constituintes de sua própria estrutura. Com a crise de 1970, causada pela inocuidade do modelo de produção fordista-taylorista, juntamente com a ampla atuação do estado para com a sociedade, fizeram com que os capitalistas introduzissem um processo de reorganização em seus métodos de acumulação, sendo assim o estopim para o que se pode chamar de Reestruturação produtiva. Esta reestruturação trouxe consigo não só mudanças em seus modos de produção, mas também, acabou atribuindo uma nova configuração para as relações trabalhistas. Fatores esses que acabam engatando uma reconfiguração também no papel do estado, que perfaz por adotar um perfil neoliberal. A partir disso, o modo de produção a entrar em vigência é o Toyotismo ou Acumulação Flexível, gerindo inéditos métodos produtivos que consistem na flexibilização da produção, através de sua descentralização, estoque mínimo e entre outros atributos condizentes com a tal reorganização do capital. A fim de aumentar seus lucros sem ter tantos custeios, os capitalistas decidem flexibilizar as relações de trabalho, visto que, o método fordista não se enquadra mais, reduzindo "custos" com a força de trabalho e inserindo também, inovações tecnológicas em seus cotidianos, elevando a taxa de desemprego. Questões essas que explicitam a precarização das relações de trabalho até então existentes. Foi com a entrada do neoliberalismo no Brasil que a principal estratégia capitalista utilizada nas relações de trabalho foi à flexibilização e precarização da força de trabalho, podendo assim ver a redução das medidas de proteção social e trabalhistas. É também com a precarização que se pode ver o avanço da terceirização, consequentemente, transformando a mão-de-obra em ''aluguel'', consistindo em uma nova forma de prestação de trabalho sem uma relação bilateral, empregado/empregador. A política neoliberal representa um retrocesso aos direitos sociais conquistados pela classe trabalhadora, que foram regulamentados pela Constituição Federal de 1988, apresentando sérios entraves para sua materialização (PAZ, 2015, p.4). Com a respectiva conjuntura atual das relações de trabalho, o/a assistente social “passa a atuar nas novas expressões da questão social que também se fazem presentes no cotidiano destes profissionais” (PAZ, 2015, p.5), com as precarizações através de contratos temporários, contratos por projetos, baixos salários, e a falta de condições adequadas para realização do seu trabalho (PAZ, 2015, p.8). Com a ausência da quantidade de recursos para o atendimento das demandas, pode-se perceber que o trabalho do/a assistente social fica subordinado aos princípios da eficiência e eficácia que provoca a redução da dimensão reflexiva do exercício profissional com a utilização de ações praticas e objetivas, com isso reduzindo a autonomia e capacidade crítica do/a assistente social. Conclusão: Desde o momento em que a sociedade se respalda em uma relação antagônica, relação essa, baseada na exploração do homem pelo homem, a categoria trabalho acaba perdendo suas características de liberdade e emancipação humana. Desde sua gênese, o capitalismo se nutre dessas precarizações para se reafirmar como modo de produção dominante, debilitando cada vez mais a situação da classe trabalhadora, na medida em que a própria não se enxerga como tal, contribuindo para a sua heterogeneização e precarização. Diante disso, é notória a necessidade de uma reorganização da classe proletária, na tentativa de emancipar-se da exploração do homem pelo homem.

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