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KARL MARX E FRIEDRICH ENGELS - CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA

Por:   •  23/6/2017  •  Dissertação  •  1.838 Palavras (8 Páginas)  •  479 Visualizações

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ECONOMIA POLÍTICA:

KARL MARX E FRIEDRICH ENGELS -
CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA

SÃO PAULO

2017


TRANSIÇÃO DO FEUDALISMO PARA O CAPITALISMO

  1. Fale resumidamente:
  1. Sobre o contexto histórico do surgimento das teorias de Marx, destacando a condição em que vivia o proletariado, as ideias socialistas pré-marxistas e o significado do surgimento da teoria marxista para o movimento operário.

O surgimento das grandes indústrias, da economia e também a formação de uma classe social responsável pela produção, que mais tarde se chamou de classe proletária, ou seja, classe dos trabalhadores urbanos livres e modernos. A burguesia detém o “monopólio dos meios de produção e do dinheiro” e é classe dominante e exploradora do proletariado (trabalhadores assalariados), classe que nada possui exceto sua própria “força de trabalho”, que é obrigada a vender para obter a subsistência.  

  1. Sobre as três fontes constitutivas do pensamento marxista.

A concepção de mundo de Marx tem como principais fontes a filosofia alemã (especialmente Hegel e Feuerbach, mas também Kant, Schelling, Fichte), o socialismo utópico (ingleses e franceses) e a economia clássica inglesa, especialmente Smith e Ricardo.

  1. Pesquise na bibliografia de nossa disciplina ou na biblioteca da faculdade a respeito do significado e a finalidade do materialismo histórico dialético, desenvolvido por Marx e Engels.

É a teoria que defende que a sociedade é definida por fatores materiais, como economia, biologia, geografia e desenvolvimento científico. Se opõe à ideia de que a sociedade seja definida por forças sobrenaturais, divindades ou pelo pensamento. A filosofia dialética surgiu a muito tempo na história do pensamento ocidental, começa com Heráclito de Éfeso (séc. VI a. C.), passa por Platão e Kant, até chegar a Hegel influenciando a obra de Marx que se opõe ao controle do Estado por religiosos, defendendo o poder nas mãos das classes trabalhadoras. Para o marxismo, no lugar das ideias estão os fatos materiais; no lugar dos grandes heróis, a luta de classes.

  1. Como Marx define classe social? Explique o que isso tem a ver com faixas de renda (em salários mínimos, por exemplo).

As classes sociais, para Marx, surgem a partir da divisão social do trabalho. Em razão dela, a sociedade se divide em possuidores e não detentores dos meios de produção. O fato é que todas as faixas de renda estão baseadas nas desigualdades econômicas, da existência de uma classe dominante e outra dominada. Para clarear a mente desses conceitos complexos, basta pensar na sociedade dividida em ricos, classe média e pobres.

  1. Marx entende que a história da humanidade tem sido a história da luta de classes.

O início teria sido quando uma classe se apropriou dos meios de produção e estabeleceu a propriedade privada, essa luta no capitalismo se dá entre a burguesia (classe dominante) e o proletariado (classe dominada) Segundo Marx, só terminaria com uma tomada de poder total (por meio da revolução permanente) e a instituição de uma ditadura do proletariado (que extinguiria as classes e a exploração). Marx afirmava a incapacidade de o poder ser tomado de forma pacifica, através da realização de reformas ou um pacto social entre as classes.

  1. Defina Mercadoria, segundo Marx. Explique por que Marx situa a mercadoria no centro de sua análise crítica do capitalismo?

É qualquer bem útil (possui valor de uso) produzido com o objetivo de ser negociado (possui valor de troca) no mercado. Nas sociedades em que domina o modo de produção capitalista, a riqueza se configura como uma “imensa coleção de mercadorias”. Considerada individualmente, a mercadoria é a forma elementar da riqueza capitalista. A mercadoria é uma coisa cujas propriedades são capazes de atender a necessidades humanas. Mas, para compreender o conceito de mercadoria é necessário considerar que quem produz mercadorias interessa-se, na verdade, por seu valor de troca.

  1. Diferencie os conceitos de valor de uso e valor de troca. O que Marx quer dizer quando afirma que o valor de troca socializa o trabalho? Por que o valor de troca é tão fundamental numa economia capitalista?

O valor de uso expressa-se através da utilidade oferecida pelas propriedades da mercadoria para quem a vai consumir, já no valor de troca expressa-se por intermédio da relação quantitativa entre valores de uso de espécies diferentes que se trocam entre si em determinadas proporções. O valor de troca socializa o trabalho porque é a partir da busca dos capitalistas pelo valor de troca produzindo mercadorias com o objetivo de reproduzir o capital que eles aumentam a riqueza investida na produção.

  1. Explique os conceitos de trabalho concreto ou útil, trabalho abstrato ou homogêneo e trabalho socialmente necessário à produção. Qual deles é a essência ou conteúdo do valor e por qual razão?

Trabalho útil ou concreto é o que gera valor de uso e tem perfil único.

Trabalho abstrato ou homogêneo é como o trabalho humano produz valor de troca, é a energia humana usada na produção.

Trabalho socialmente necessário à produção é o valor da mercadoria que se diferencia conforme habilidades individuais e das condições tecnológicas da sociedade. Por isso que ele é a essência, pois gera valor.

  1. Por que a produção de mercadorias leva à socialização do trabalho? Qual mecanismo capitalista converte a produção voltada ao mercado, que tem caráter social, em riqueza privada?

Porque é pela busca dos capitalistas pelo valor de troca que se tem o aumento da sua riqueza que foi investida na produção. O mecanismo usado é o valor de troca.

  1. Por que, segundo Marx, o trabalho distingue o homem dos outros animais? Explique como o modo de produção capitalista desumaniza o trabalho e o próprio homem?

O homem transforma a natureza através do trabalho, fazendo isso de forma consciente e planejada. Desumaniza quando o seu foco não é mais a melhoria do trabalhador, da vida humana, e sim a produção de riqueza, o acumulo de capital.

  1. No processo de produção, apenas uma mercadoria é capaz de criar uns valores superiores a seu próprio valor. Qual é essa mercadoria “especial” e através de qual mecanismo isso acontece?

 A força de trabalho. Ela é um contrato firmado entre trabalhador e capitalista que se concretiza na troca de uma quantia em dinheiro, o salário. Esse valor superior a seu próprio valor permite ao capitalista ter a mais-valia.

  1. Explique o que é força de trabalho e se tal categoria equivale ao trabalho. Em torno de qual parâmetro é definido o valor da força de trabalho ou salário?

É o trabalho vivo, uma mercadoria, o que gera valor de uso, o elemento ativo do processo de trabalho. Esse valor é determinado por alguns fatores, como: preço dos meios de subsistência, hábitos e costumes, investimentos em educação e treinamento.        

  1.  Explique o que são a mais-valia, a mais-valia absoluta e a mais-valia relativa. Explique por que a mais-valia é o mecanismo fundamental para a existência e reprodução do modo de produção capitalista.

É a diferença entre o valor produzido pelo trabalhador e o seu salário. É a extensão na duração da jornada de trabalho mantendo o salário constante. É a ampliação da produtividade física do trabalho pela via da mecanização.

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