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Resenha Crítica: Leitura não é apenas prazer

Por: Katielly Lago  •  7/3/2018  •  Trabalho acadêmico  •  528 Palavras (3 Páginas)  •  111 Visualizações

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Resenha Crítica

Leitura não é apenas prazer

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CASTRILLÓN, S. O direito de ler e escrever. In: _____. Leitura: educação e democracia. Tradução de Marcos Bagno. São Paulo: Pulo do Gato, p. 52-67.

O capítulo, “Leitura: educação e democracia”, o qual se localiza no livro “O direito de ler e escrever” da autora Silvia Castrillón, tem o foco narrativo na leitura e educação em países latino-americanos em uma perspectiva moderna. O enredo é discorrido em vinte e cinco páginas aproximadamente, disposto em um único capítulo. Sendo a obra composta como um todo, por sete capítulo.

Bibliotecária e pesquisadora colombiana, Silvia Castrillón apresentou o tema em uma conferência no Simpósio Ibero-Americano sobre Literatura Infantil e Leitura: Novos Espaços para a Leitura no Século XXI, no ano de 2001, em Madrid.

Retomando o foco narrativo, todo o texto trabalha em uma ótica da leitura como a priori, e de acordo com o desenvolver, a educação também passa ser núcleo. Silvia discute um ponto importantíssimo, que é pensar em novos espaços para leitura no século XXI em países latino-americanos. Traz reflexões acerca de uma leitura sadia e ainda demonstra, de forma crítica, sinais de cansaço diante das políticas públicas de leitura as quais precisam ser repensadas.

Silvia apresenta uma educação em contraste com a tecnologia. Elenca razões prejudiciais com uso da tecnologia quando se fala em leitura, pelo fato de a prejudicante não permitir superar o analfabetismo, e benéficos, por haver uma simplificação e inclusão. A autora ainda apresenta a educação que permite a reflexão, o autoconhecimento, o conhecimento e a aceitação do outro. Em uma visão humanística, que coloque o ser humano no centro. A “proposta” da autora, visa antes de mais nada, uma forma de retorno aos direitos humanos, tratando-o como sujeito.

Castrillón politiza as bibliotecas fazendo delas um lugar de inteira acessibilidade e não apenas para trabalhos escolares. A autora aposta em uma biblioteca a qual se mostre comunitária, real e significativa quanto a leitura, que seja um ambiente onde não possa ser substituído pelas virtuais e ainda haja a possibilidade de participação, negociação, debate e de reflexão a partir da leitura.

Com o texto de Silvia, é possível perceber que os países latino-americanos precisam de uma atenção especial quanto a leitura. O ser humano é cercado por signos e a não compreensão deles, ameaça uma forte descriminalização e diante disto, percebe-se a importância do ato de ler. O que mais chama atenção na obra de Silvia, é a maneira com a qual ela inspira a reforma do ambiente bibliotecário, deixando-o mais agradável e desconstruindo o estereótipo de que biblioteca é apenas para pesquisas escolares.

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