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Resenha polissemia da leitura

Por:   •  15/5/2016  •  Resenha  •  501 Palavras (3 Páginas)  •  747 Visualizações

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO[pic 2]

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE PONTES E LACERDA

BACHARELADO EM DIREITO

Docente: Profº. Me. Weverton Ortiz Fernandes

Acadêmico: Paulo Honorato da Silva

Resenha Crítica: A polissemia da noção de leitura

ORLANDI , Eni Pulcinelli. A polissemia da noção de leitura. In: Discurso e Leitura/ Eni Pulcinelli Orlandi – São Paulo: Cortez; Campinas, SP: Editora Da Universiadade De Campinas, 1993,  (Coleção Passando a Limpo). p.7-12.

Na sua obra “Discurso e Leitura”, Eni Pulcinelli Orlandi (1993) faz uma reflexão sobre os vários sentidos com que se toma a leitura. Sendo, o que delimita esses sentidos é a ideia de interpretação e compreensão, assim, nesse processo alguns fatos se impõem em sua importância: leitura trabalhada, senão ensinada; Leitura e escrita faz parte do processo de instauração de sentidos; Sujeito-leitor tem suas especificidades e história e são determinados histórica e ideologicamente; Há múltiplos e variados modos de leitura e finalmente, a noção de que a nossa vida intelectual está relacionada com os modos e efeitos de leitura de cada época, cada tempo social.

A autora também questiona o conceito de “legibilidade” de um texto, definindo que este termo é pouco objetivo, não sendo uma consequência direta, unilateral e automática da escrita. Dessa forma é falsa a afirmação de que um texto bem escrito é legível, pois, é a natureza da relação que alguém estabelece com o texto que está à base da caracterização de legibilidade. Haverá então, modos diferentes de leitura de acordo com o contexto. Para Orlandi ( 1993, p.9), “ A leitura portanto, não é uma questão de tudo ou nada, é uma questão de natureza, de condições, de modos de relação, de trabalho, de produção de sentidos, em uma palavra: de historicidade”.

Neste sentido, há um leitor virtual, imaginado pelo autor do texto, sendo a leitura uma relação de confronto estabelecida entre o leitor real e o virtual. Dessa forma, é possível afirmar que a leitura é o momento crítico da produção da unidade textual, da sua realidade significante. Fora isso, é importante salientar a incompletude  na produção da leitura, que vem ser as informações que estão implícitas no texto e a intertextualidade, isto é, a relação de um texto com os outros (existente, possíveis e imaginários). Por isso, os sentidos de um texto passam pela relação dele com outros textos.

E por fim, percebe-se o processo de significação do texto, onde verifica o conceito de “relações de força”, que é explicado pelo lugar social dos interlocutores (os que falam e Lêem o texto), deixando claro que os sentidos deste, estarão determinados pela posição que os sujeitos envolvidos ocupam (os que emitem o texto, os que o lêem).

Portanto, na sua obra Orlandi amplia a nossa concepção de leitura, abrindo novos “ horizontes” da  nossa compreensão, uma vez que, saber ler é saber o que o texto diz e o que ele não diz, mas o constitui significamente. Assim, a leitura é um processo dialógico que leva em consideração o sujeito histórico, em sua relação com o mundo, influenciado por sua época e sociedade.

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