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ARTIGO SOBRE MOBILIDADE URBANA EM SALVADOR

Por:   •  28/11/2016  •  Artigo  •  964 Palavras (4 Páginas)  •  245 Visualizações

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Salvador vai mesmo de “bike”?

O caso da mobilidade no Brasil e em Salvador, a bicicleta seria uma opção?

João Pedro Carvalho

SALVADOR

2016

Faculdade SENAI CIMATEC

Engenharia de Produção

Redação e Relatórios Técnicos

João Pedro Carvalho

SALVADOR VAI MESMO DE “BIKE”?

O caso da mobilidade no Brasil e em Salvador, a bicicleta seria uma opção?

SALVADOR

2016

INTRODUÇÃO

        Todos os brasileiros residentes em áreas metropolitanas têm um mesmo problema que incomoda todas as classes sociais: o trânsito. A mobilidade urbana é um tema que tem sido muito debatido, e não por menos: todos passamos por problemas no trânsito constantemente e quase sempre nos pegamos criticando, se irritando e até mesmo xingando o caos da locomoção no Brasil. Seja dentro de um veículo particular ou de um coletivo, não faz diferença, o estresse pode até ser diferente, mas é quase que inevitável. Pode-se dizer, então, que a mobilidade urbana é uma questão delicada que afeta diretamente a qualidade de vida da população.

        Este artigo pretende mostrar os aborrecimentos e o mal funcionamento do sistema de transporte público do Brasil e de Salvador. Para isso se desenvolver, é preciso entender o conceito de mobilidade urbana. Apelando ao dicionário, têm-se como conceito de mobilidade: 1Qualidade daquilo que se move, do que se consegue movimentar. Locomobilidade; capacidade de se mudar, de ir a outro lugar com rapidez: mobilidade de pessoas.” e, como conceito de urbano: 2“Citadino; que pertence à cidade; próprio da cidade; que tem aparência de cidade ou a ela se refere: vida urbana.”. Portanto, entende-se como mobilidade urbana aquilo que se diz respeito à movimentação ou o deslocamento de pessoas dentro de um perímetro urbano.

        Buscando um embasamento histórico, pessoas e acontecimentos, que foram fundamentais para que essa questão da mobilidade fosse um grande problema na atualidade, foram estudadas. Mais de uma década depois do suicídio do ex-presidente Vargas, o presidente que ganhou grande destaque foi JK. Em seu plano de metas, no setor de transporte, ele priorizou as rodovias como vias de locomoção do país. Para a realização de seu plano, entretanto, ele atraiu o investimento de multinacionais e desprezou a malha ferroviária, que era o principal meio de transporte na república do café. Com isso, foram construídas inúmeras novas rodovias e as mídias publicitárias destacaram os veículos particulares em suas propagandas. Talvez tenha nascido desse momento o problema da mobilidade no Brasil e, especificamente, em Salvador.

DESENVOLVIMENTO

        Para considerar a capital da “boa terra”, é preciso entender parte do processo de desenvolvimento, o qual se caracteriza por um crescimento não planejado, que promoveu a formação de estradas rurais e pavimentadas de maneira desorganizada. Essa desordem caracteriza-se como um agravante para os problemas enfrentados pelas ruas da cidade. Porém, outros problemas como má gestão pública, crescimento demográfico ascendente, associado ao desejo de se ter um carro, e a priorização do fluxo de veículos motorizados, iniciada na era JK, são também as principais fontes da questão.

        Eu tenho uma certa propriedade quando se trata de Salvador, por já ter andado em quase todos os meios de transporte na cidade: trem(subúrbio), ônibus, metrô, carro, taxi, ferry boat, bicicleta, elevador Lacerda, plano inclinado e até mesmo barco(travessia Ribeira-Plataforma, por exemplo).

        Em cada meio de transporte, existe a possibilidade de se apontar, ao menos, um problema. O trem é sujo, desconfortável e muito mal cuidado. Os ônibus demoram eternidades para passar, quando passam, podem estar lotados, sujos, quebrados e etc. O metrô é um excelente meio, mas é curto e não me deixaria na porta de casa, como um ônibus. Os carros são confortáveis, mas entediantes e estressantes. Os taxis são caros e, muitas vezes, estão descuidados ou têm motoristas mal-humorados. Os “ferrys” têm filas quilométricas nas altas-estações. Andar de bicicleta é desconfortável, faz a pessoa suar e é perigoso, quando não se tem sinalização adequada. O elevador Lacerda, cartão postal da cidade, constantemente passa por problemas e sempre tem pelo menos um parado em manutenção. O plano inclinado é lento e constantemente passa por reparos. O barco da travessia da Ribeira à Plataforma é desconfortável e relativamente informal. Sem falar que existe um problema comum a todos, mas que não se refere somente aos meios de transportes, e sim, a falta de segurança da cidade: o perigo da violência.

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