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1. Humanização da arquitetura hospitalar: entre ensaios de definições e materializações híbridas

Por:   •  3/3/2016  •  Trabalho acadêmico  •  1.164 Palavras (5 Páginas)  •  1.409 Visualizações

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1. Humanização da arquitetura hospitalar: entre ensaios de definições e materializações híbridas

Marieli Azoia Lukiantchuki e Gisela de Souza

A humanização da arquitetura no espaço hospitalar é o tema do artigo realizado pelas autoras Marieli Azoia e Gisela de Souza no ano de 2010, que utiliza como metodologia pesquisas bibliográfica de arquitetos especializados no assunto; colocam em pauta e analisam o verdadeiro significado do hospital na sociedade contemporânea em diferentes aspectos sociais. Além disso, apresenta e propõe idéias no ramo da arquitetura visando à humanização.

As autoras abordam que por muito tempo, e ainda hoje, a sociedade encarou o edifício hospitalar como sendo um local de doença, morte, angustia, entre outros sentimentos. Entretanto, etimologicamente a palavra hospital significa “ser hospitaleiro e acolhedor”. Mesmo assim, a função de curar, no período da Idade Média se restringia apenas e basicamente como asilo, tendo por objetivo o isolamento das pessoas, a fim de evitar riscos sociais e epidemiológicos. A função da cura e do tratamento não existia e a “medicina” não era realizada: tratava-se apenas de um abrigo e do estabelecimento de uma rotina.

Nesse sentido, a percepção do hospital como local de tratamento é recente, a partir do século dezoito, com a especialização das ciências e ampliação dos conhecimentos foi possível a busca do melhoramento nas condições sanitárias.

“O hospital como instrumento terapêutico é uma invenção relativamente nova, que data no final do século dezoito. A consciência de que o hospital pode e deve ser um instrumento destinado à cura aparece claramente em torno de 1780 e é assinalada por uma nova prática: a vista e a observação sistemática e comparada dos hospitais” (p1)

Sendo assim, embora o espaço hospitalar tenha sido apenas um depósito de doentes nos séculos anteriores, com o passar do tempo esta questão começa a mudar e ao longo da obra o autor levanta e propões questões relativas à distribuição espacial adequada, conforto e qualidade no ambiente. Também critica a exclusão social promovida através da medicina hospitalar, que em sua percepção seria necessário não apenas a ampliação da saúde preventiva, mas sim renovar os espaços hospitalares, buscando sempre o melhor para os pacientes.

O presente artigo tem como objetivo demonstrar a inexistência de um conceito único de humanização dos espaços hospitalares. Pretende-se que essa ausência verifique-se tanto no discurso, quanto em sua materialização na prática projetual. Para isso, analisam-se e contrapõem-se, ao longo do texto, diferentes aplicações e definições.

Com a interpretação das diferentes definições de humanização de textos especializados de autoria de arquitetos ligados a essa questão, o autor optou por analisar primordialmente hospitais pediátricos, pois segundo ele, “para o público infantil a estadia no hospital e a diminuição de seu ritmo normal de vida podem causar estresse emocional e complicar o processo de cura”. (p2)

Dentro da linha que busca equivalência com hotel e a solução da humanização do espaço hospitalar, o autor cita arquitetos como Jarbas Karmam em que acredita, assim como os hospitais americanos, o paciente deve ser considerado como um cliente e a internação devem aproximar-se, cada vez mais de um hotel. Nesse sentido, a humanização desse espaço proporciona maior bem estar aos seus usuários, aliviaria suas angustias e reduziria dessa forma, o tempo de internação. Karman destaca que “Projetos de hotéis onde os hospedes às vezes fica apenas um dia exigem tratamento especial para atrair o público. O mesmo deve ocorrer com o hospital, onde a permanência é mais prolongada.” (p2)

Seguindo esse pensamento, para o arquiteto alcançar o objetivo de humanização do hospital, é necessário que ele desenvolva projetos que possua recursos físicos para o melhoramento e a qualidade de vida dos pacientes internados.

O conjunto de beleza, humanização e a inserção de amplos espaços coletivos são formas essenciais no processo de cura. Dentro desse contexto, “a unidades do hospital utilização da ventilação e iluminação naturais nas unidades do hospital, proporciona ambientes mais humanos, além de contribuir no combate à infecção hospitalar.” (p3)

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