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"O que é patrimônio histórico” Carlos A. C. Lemos - Resenha

Por:   •  9/3/2020  •  Dissertação  •  927 Palavras (4 Páginas)  •  10 Visualizações

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Resenha

“O que é patrimônio histórico” Carlos A. C. Lemos.

Carlos A. C. Lemos Arquiteto e Professor, destaca em seu livro a importância da preservação de nosso vasto acervo cultural, de diversas regiões do país. Lemos inicia sua linha de pensamento ligando suas ideias com as de Hunges V. Bohan, que sugere que nosso patrimônio cultural deve ser dividido em três partes, para um melhor entendimento e diferenciação. Seria então a primeira parte como algo em que os elementos seriam pertencentes a natureza, seriam os recursos naturais, que tornam o sitio um lugar habitável. Entrariam nessa categoria os rios, animais a terra, insolação topografia entre outro. A segunda parte seria os elementos referentes ao técnico e ao saber, seria toda parte referente ao homem, seria a capacidade de adaptação do homem seriam os conhecimentos passado de um para o outro. E por fim a terceira parte, que reúne todos os objetos artefatos e construções obtidas com o passar do tempo, seriam técnicas e adaptações a partir do meio ambiente e de seus próprios meios.

O autor inicia a segunda parte do livro comentando a importância dos artefatos, sejam eles utilizados, construídos, modificados ou até eles destruídos. Os artefatos podem ser diferenciados segundo sua utilidade ou diversidade, se caracterizando principalmente pela sua vida útil e a forma como foram conservados e mantido. O autor exemplifica como, artefatos com uma longa vida útil, como construções ou ate monumentos, podem permanecer na história com a substituição dos seus usos originais, sendo assim uma maneira de deixa-lo para as próximas gerações, como cita o autor “ Assim, preservar não é só guardar uma coisa, um objeto, uma construção, um miolo histórico de uma grande cidade velha. Preservar também é gravar depoimentos, sons, músicas populares”.

O autor diz que não há uma maneira certa ou uma maneira como se deve preservar, cada país possui seus próprios métodos e maneiras de como preservar, até poque cada país possui sua maneira de construir, seja arte, uma construção de prédio ou residência, ou ate mesmo algo de sua cultura, pois temos maneiras distintas de ver e pensar a nossa cultura. O patrimônio cultural a preservar, deve ser definido a maneira como se preservar, o principal foco está no conceito está relacionado aos bens, que também eram escolhidos de acordo com conceitos e interesses individuais, à memória de cada povo está ligada diretamente ou indiretamente a fatores de seus processo de evolução e mudança, dessa forma a maneira como é feita lá na Europa, seja métodos de pintura de recuperação entre outros fatores, são bem diferente dos daqui do Brasil, até pelo próprio tempo, a Europa por ser um continente mais antigo tem muito mais história, sendo assim os processo de restauração se iniciaram antes do Brasil, como cita o autor “Inicialmente os europeus, foram aos poucos se conscientizando da necessidade de guardar seus bens culturais”. Por volta do século XIX, início do século XX começa a surgir o turismo histórico, com o inicio do processo de industrialização, as viagem mais rápidas para locais cada vez mais distante, fator esse que da o estopim inicial as possibilidades da preservação e o conhecimento histórico, com esse olhar para as trocas culturais e a forma de olhar para o passado começa a dar forças para o processo de preservação de seus bens históricos.

Sendo assim, as primeiras ideias de projetos de lei, destinados a preservação começam a surgir em 1923, com Luiz Cedro, que sugere a criação de uma “Inspetoria dos Monumentos Históricos dos Estados Unidos do Brasil, para o fim de conservar os imóveis públicos ou particulares, que no ponto de vista da historia ou arte revistam um interesse nacional”. Em 1925 objetos e moveis também são incluídos como bens de patrimônio. Só em 1936 se inicia um projeto de grande notoriedade, de acordo com o autor, com Mario de Andrade e Paulo Duarte, que em novembro do mesmo ano, escrevem uma matéria para O Estado de S. Paulo, chamada “Contra o vandalismo e extermínio”. Em seu texto, Mario define patrimônio artístico e nacional como “ todas as obras de arte pura ou de arte aplicada popular ou erudita, nacional ou estrangeira, pertencente aos poderes públicos, organismos sociais e a particularidades nacionais”. E em seu projeto Mario agrupava as obras em oito categoria, como cita o autor “Dentre essas várias categorias, ele incluía, então todo o nosso vasto elenco patrimonial. Dentre as obras de arqueologia e ameríndias englobava toda sorte de objetos como fetiches instrumentos de caça de pesca, de agricultura e objetos de uso doméstico, veículos, jazidas, funerárias, sambaquis, elementos de paisagem e de meio ambiente”.

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