Resenha Depois da Arquitetura Moderna
Por: Natmarangoni • 11/4/2026 • Resenha • 1.151 Palavras (5 Páginas) • 9 Visualizações
Depois da Arquitetura Moderna - resenha
RESUMO
O livro, publicado na década de 1980, traz uma reflexão do arquiteto e
teórico italiano Paolo Portoghesi sobre o Movimento Moderno e a arquitetura
pós-modernista de modo crítico e analítico. Trabalhando como uma linha do tempo,
o autor descreve acontecimentos da história da arquitetura de modo geral ao longo
de dez capítulos para trazer sua crítica à arquitetura modernista e sua racionalidade
e seu fato de estar par a par com o crescimento industrial em um período de antes e
de pós-guerra tendo em mente que o arquiteto é adepto ao historicismo e pioneiro
do pós modernismo na Itália.
PRIMEIRA METADE ( CAPÍTULOS 1 A 5)
Logo de cara, no primeiro capítulo o arquiteto utiliza como forma de explicar
um contexto no que se culminou a arquitetura moderna um meio “sistemático” que
passa pelas suas primeiras décadas o comparando com o complexo de Édipo,
dizendo ser, com suas próprias palavras “[...] o odiado pai era, para a arquitectura
moderna, o historicismo - primeiramente neoclássico, depois ecléctico” (Pág. 12). A
explicação para tal comparação se dá ao começo da burguesia no poder da
arquitetura, tendo ela em vista não como algo que se desenvolvia a partir da
continuidade, uma instituição humana, mas sim de um “processo analítico depurado
de todas as contaminações históricas e simbólicas”. Separa o processo em duas
fases: a primeira, um período de construção de um novo estilo e a segunda, uma
fase mais radical que corresponderia ao racionalismo. Questiona, ao fim do primeiro
capítulo, ao trazer os fatores de novos materiais, demandas e metodologias novas
levantadas pelas indústrias, como se pode mudar algo de fato que constantemente
está em mudança?
Continua então, nos capítulos seguintes, dizendo que a história do
Movimento Moderno se encarou a uma luz de star-system, um meio de dizer que
sua ideologia se baseava num contrato de longo prazo, basicamente infinito em que
há um foco imenso na imagem, na forma, no visual. Reutiliza, fazendo críticas sobre
como essa ideologia seguia a risco o historicismo com as análises de Peter Blake
em sua obra “Form follows Fiasco” (1977) ou a Forma segue o Fiasco, trocadilho do
princípio “a Forma segue a Função” em que Blake escreve por doze capítulos as
“fantasias ou mitos” sobre a arquitetura, ou de acordo com o autor, as ideias, teorias
obsoletas que os modernistas passaram cinquenta anos debatendo sobre,
analisando primeiramente, a função.
Terminando o que é considerado a “primeira parte” do livro, no capítulo V “Os
Primórdios de uma nova sensibilidade”, Paolo utiliza como referência a análise de
Charles Jencks e seu estudo “The Language of Post-Modern Architecture” (1977)
para trazer a tona como o movimento modernista, já espalhado pelas regiões mais
influentes de âmbito global nas décadas de 30 e 40, a Europa e Estados Unidos
também, assim como os outros estilos arquitetônicos, estava em decadência e
comicamente já havia data exata para sua “morte” (15h32 de 15/07/1982 com a
destruição por DINAMITE do complexo Pruitt-Igoe). Explica, utilizando das
características físicas de edifícios modernos “[...] palacetes-cortiços de onze
andares, das intermináveis filas de janelas todas iguais, dos corredores sem fim, da
sua estrutura espacial desmesurada e repetitiva…” (Pág. 45) que era visto como
uma prisão, algo que simbolizasse exploração aos usuários, e que esse ponto de
vista trazia para em maioria pessoas marginalizadas um sentimento de rancor, de
raiva.
Usando das palavras de Jencks, traz a frente algumas das maiores
críticas/acusações do Movimento Moderno, a de que em nenhum momento, foi
levado em conta as necessidades de um homem real, mas sim de um homem
idealizado, e que a produção da arquitetura moderna produzia algo semelhante à
“homologação”, uma cidade monótona, que criava um conjunto de residência e
trabalho, com alguns espaços coletivos no meio do caminho. Termina, com a análise
de Jencks, fazendo menção a novas saídas da arquitetura moderna, o Post-Modern
por exemplo. Um movimento arquitetônico que não nega a evolução, mas traz em si
uma ambiguidade de estilos, com destaque a formas e as tendências.
SEGUNDA METADE ( CAPÍTULOS 6 A 10)
A partir do capítulo VI “O star-system e a crise do estatuto funcionalista”, o
que seria considerado a segunda metade do livro, após a explicação contextual do
Movimento Moderno, seu contexto e suas premissas analisadas e criticadas pelo
arquiteto através de
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