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Resumo Cap. 4 e 5 do livro Infraestrutura urbana

Por:   •  23/3/2019  •  Resenha  •  3.165 Palavras (13 Páginas)  •  263 Visualizações

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Livro: Infraestrutura Urbana de Juan L. Mascaró e Mário Yoshinaga

Resumo dos Capítulos 4 e 5: Drenagem Pluvial e Rede de Abastecimento de água.

Capítulo 4- Drenagem pluvial:

Este capítulo trata do escoamento das águas de chuva nas cidades, sendo este um assunto já abordado há bastante tempo, pelo fato de que essas águas devem ser bem direcionadas a fim de que não invadam as construções próximas de seu percurso e nem prejudiquem as fundações. Um recurso usado desde a Idade Média é a declividade das ruas, para que não haja acúmulo e formação de poças.

Esse recurso contemplava-se principalmente nas escadarias das cidades medievais, por possuírem trânsito exclusivo de pedestres. Com o aumento das cidades, essa solução passou a ser complementada por galerias abaixo do nível do solo, projetadas até então para contemplarem tanto a água pluvial quanto esgoto, ou seja, sistema unificado, além de possuírem medidas para uma possível manutenção. Esse sistema unificado possui restrições, principalmente por dificultar o tratamento do esgoto. Dessa forma, passou a ser abandonado pelas cidades dos Estados Unidos e da Europa.

Atualmente, apesar de não ser oficial, esse sistema ainda é usado, visto que, mesmo que as tubulações sejam diferentes entre água pluvial e esgoto, acabam sendo eliminadas juntas, no rio mais próximo e provavelmente sem o devido tratamento do esgoto.

As cidades do Brasil muitas vezes não possuem ao menos tubulações exclusivas para as águas da chuva. Para a implantação de uma rede de drenagem, o maior custo está realmente nas tubulações e nas suas instalações, sendo que os outros acessórios não são tão significativos nessa questão.

Para as vias, há elementos que participam da drenagem como os meios-fios, localizados entre as calçadas e as faixas de rolamento, possuem altura de aproximadamente 15 cm do ponto mais alto das sarjetas, sendo que se forem menores, diminuem a capacidade de drenagem, e se maiores, dificultam a abertura de portas dos automóveis que se estacionariam próximos às calçadas.

Aliadas ao meio fio, as sarjetas citadas acima, formam canais de forma triangular, com o intuito de conduzir as águas das ruas ao sistema de captação. Todo esse conjunto é dimensionado a partir de características das vias, como sua inclinação, a rugosidade de sua superfície, dentre outros aspectos.

Assim como as sarjetas, os sarjetões são geralmente feitos de concreto, porém, diferentemente do formato das anteriores,  possuem forma em “V”, já que não se localizam ao lado do meio-fio, mas nos cruzamentos de vias. Essa localização se dá a fim de interromper o deslocamento da água de uma margem à outra da via. Além disso, a água passa de um sarjetão ao outro a partir de sulcos chamados “pés-de-galinha”.

Como dito, todo o conjunto é responsável por direcionar a água ao sistema de captação. As caixas que são os pontos iniciais dele são as “bocas de lobo”. Ao longo de toda a sarjeta há pontos como esses, com o intuito de levar a água da superfície até as galerias subterrâneas. Geralmente, se localizam próximos aos cruzamentos e acima das travessias de pedestres. Além disso, podem estar também no meio como adicionais, quando o meio-fio e a sarjeta não possuem capacidade suficiente de escoamento.

As bocas de lobo são ainda divididas em três classificações que variam de acordo com seu modelo. A primeira delas é a do Sistema de Captação Lateral, que consiste em um rebaixamento que varia de maneira inversamente proporcional à declividade da via e quanto maior a lâmina d’água, maior a depressão dessa caixa. Lembra-se, porém, que essa medida de rebaixo não deve passar de 15 cm para que o pedestre e o trânsito não sejam prejudicados.

O outro caso é a Vertical, composta por uma grade de ferro ou de concreto armado, que pode estar no nível da sarjeta ou em um nível menor a ela, sendo que assim, a lâmina d’água sobre a caixa será maior, bem como o peso que ela fará e a facilidade de escoamento da água para o interior da galeria.  O autor trata este tipo como em desuso, já que se atenta ao fato de que para o seu bom funcionamento, as ruas devem estar limpas, pois as sujeiras que a água carrega acabam se acumulando sobre a grade e obstruindo a passagem.

O terceiro tipo é o considerado mais eficiente, o Sistema de Captação Combinado Vertical Lateral, pois como o próprio nome já diz, possui as características dos dois citados anteriormente. Dessa forma, caso a grade fique obstruída pelos motivos citados, há possibilidade de escoamento através da abertura lateral. Deve-se atentar ao fato de que as grades diminuem sua capacidade quando são colocadas horizontalmente, como costuma acontecer, sendo que para serem melhores, deveriam inclinar-se no sentido transversal-longitudinal.e

Para que em todos esses casos as bocas de lobo tivessem maior eficiência, seria necessário que as seções de todas as vias fossem parabólicas, de forma que toda a água fosse levada ao meio fio, o que não acontece na maioria das vias pavimentadas, fazendo com que a lâmina d’água acumulada junto ao meio fio seja maior. Como tamanho delas é padronizado, havendo demanda de maio captação, se faz necessário o uso de duas ou três associadas.

Como visto, as bocas de lobo de captação vertical são compostas por grades. Em relação ao ferro, devem ser de ferro fundido, mas que por questões econômicas, acaba sendo substituído pelo ferro de construção civil, o que leva a ficá-las amassadas e perderem suas características, por ser mais dúctil.

Dessa forma, a maioria das cidades adota a captação exclusiva pela guia. Nesse caso, um dos principais problemas é o rebaixamento a partir de medidas que extrapolam o limite dos 15 cm, com o intuito de aumentar a quantidade de água a ser absorvida, mas que gera insegurança quanto à passagem de pessoas e animais.

A partir do momento em que a água passa pelas bocas de lobo, até que elas cheguem às galerias há ainda um caminho com outros elementos. Entre eles estão os condutos de ligação, que conduzem a água captada pelas bocas de lobo até outras delas, a uma caixa de ligação ou a um poço de visita. Como a esse esgoto relacionado à água da chuva não contém gases, o diâmetro calculado no dimensionamento é equivalente à seção plena, sendo que toda a maça líquida é capaz de ocupá-la.

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