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DIBS EM BUSCA DE SI MESMO

Por:   •  6/12/2018  •  Trabalho acadêmico  •  721 Palavras (3 Páginas)  •  24 Visualizações

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CURSO DE PSICOLOGIA

                   UC: Psicoterapia da Criança      SEMESTRE: 2018.2

                   TURMA: P8b PROFESSORA: Mônica Bandeira

                   ALUNA: Amanda Gleiciane de Lima Oliveira

A princípio é necessário situar a história,  Dibs em busca de si mesmo trata-se da narração de um processo terapêutico de um garoto de cinco anos cuja angústia advinha do afeto rejeito de seus pais e gerava mecanismos de defesa para distanciar-se do mundo que ele havia acreditado que poderia feri-lo, esses mecanismos de distanciamento e agressividade geraram nos professores e naqueles próximos a Dibs inquietudes e rotulações, acreditava-se assim que o garoto era acometido por retardo ou Transtorno do Espectro autista, neste momento já no início da trama se pode perceber que mesmo em 1980 antes do súbito aumento de casos de TEA uma preocupação e relato da autora acerca dos diagnósticos equivocados. A narrativa também contempla a importância dos pais e dos relacionamentos exteriores para a evolução da personalidade quando enfatiza os diálogos entre a terapeuta e a mãe de Dibs, mostrando o desinteresse e desapontamento da mãe com o filho, levando a rejeição do mesmo e prejudicando o desenvolvimento do menino, assim também pontua a postura terapêutica de aceitação e sem acusações que mesmo sendo não comum e tabu o posicionamento da mãe o foco está na evolução do filho não havendo espaço para julgamentos. Além disso, de fato, Dibs também contempla os extremos do que seria considerado o sucesso e fracasso infantil, uma vez que em determinados trechos relata as habilidades e interesses do garoto que iam contra as suas rotulações de debilidade mental, como por exemplo seu interesse pelos livros e sua inteligência velada logo percebida no decorrer do processo terapêutico, mostrando que mesmo perante a adversidade a tendência natural para o crescimento age tornando o sujeito agente criativo  potencial de sus própria realidade. Além de mostrar de forma leve a história do menino a obra da ênfase nas reações e preocupações da terapeuta em possibilitar o progresso de Dibs, insistindo na ludoterapia e em um ambiente com condições necessárias, seguro, de aceitação e autentico para que de fato o clientinho tivesse autonomia e pudesse se encontrar em si mesmo na medida em que o processo atingia também a mãe que mudara sua postura e sua relação com o filho. Percebe-se também a forma como a terapeuta age no espaço de liberdade da criança, mostrando que ali poderia agir como preferisse, sem forçar estimulações e entendendo as razões de seu comportamento, sendo empática e acima de tudo o respeitando-o, mostrando que toda essa aceitação já se torna terapêutica e curativa. Em minha opinião pessoal o livro mostra as possibilidades da prática clínica infantil livre de demandas e cobranças excessivas que, juntamente com as mudanças  de condições favoráveis, podem a partir da autonomia do indivíduo proporcionar diminuição do sofrimento e acentuação das potencialidades do indivíduo, dando ênfase também para a responsabilidade terapêutica e seu papel determinante no que se diz respeito ao entendimento, não julgamento e guia para a tendência a realização da criança e do homem em geral.

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