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Caso De Ensino De Marketing Social: Uma Parceria Entre A Administração pública E Uma Empresa De Comunicação

Por:   •  10/10/2013  •  8.075 Palavras (33 Páginas)  •  390 Visualizações

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CAPÍTULO I

REVOLUÇÕES QUE INFLUENCIARAM OS PERNAMBUCANOS DE 1817: BREVE BALANÇO HISTORIOGRÁFICO.

1.1 INFLUÊNCIAS MAÇÔNICAS NO PROCESSO REVOLUCIONÁRIO NORTE-AMERICANO

As transformações ocorridas na Europa nos séculos XVII e XVIII, principalmente no que se refere aos aspectos políticos, econômicos e culturais, alteraram a forma e pensamento humano. Nesse momento, havia necessidade de uma nova filosofia que estivesse ao lado do nascente espírito Capitalista.

Franco Jr., no eu livro “História das Civilizações” , mostra que a base da Revolução Francesa, Revolução Americana e demais manifestações contra o Antigo Regime, foram os ideais iluministas que serviram de inspiração para a construção do sentimento nacionalista. Ainda segundo o autor, o absolutismo e as condições de produção do período mercantilista já não atendiam às exigências provocadas pelas novas forças produtivas da Revolução Industrial. O Iluminismo vinha ao encontro dos novos anseios, criticando o absolutismo e suas concepções, a religião e o mercantilismo como elementos impedidores do avanço da sociedade.

O autor mostra que o Iluminismo era fundamentalmente racionalista, tendo na razão a única forma de atingir o conhecimento: as informações coletadas pelos sentimentos eram a matéria-prima a ser trabalhada pela razão, ou seja, o foco universal desse movimento, ter uma finalidade racional de tudo o que ocorresse nas variadas condições sentimentalistas das sociedades européias. A razão e a sensibilidade tão bem atribuídas por John Locke, François Marie Arouet (o popular Voltaire) e Charles Louis de Secondat (o barão de Montesquieu), foram termos essenciais para a elaboração de ideias e conceitos que levassem adiante concepções revolucionárias.

Franco Jr., diz que Locke contribuiu para o início da Revolução Intelectual, com sua “teoria do conhecimento”, segundo a qual a mente do homem quando nasce é uma tabula rasa, uma folha de papel em branco que vai sendo preenchida a partir dos primeiros contatos com o mundo exterior. Locke contribuiu também com a teoria política lançando as sementes do Liberalismo.

O Iluminismo representou, antes e tudo, a exaltação à Razão: o conhecimento só vem através dela, somente ela conduz a verdade, enfim, a Razão é a suprem guia do homem. O Iluminismo foi ainda deísta, defensor da liberdade individual, da liberdade econômica, da igualdade perante a lei. De fato, ao mostrar a necessidade de uma causa primeira geradora de todas as coisas, a Razão levava ao deísmo, isto é, crença num Deus destituído de atribuições éticas, um ser onipotente, criador e ordenador de tudo, a Suprema Inteligência.

Nessa linha de pensamentos Franco Jr., retrata que Voltaire foi um dos mais importantes filósofos do século XVIII, era um incansável lutador pela liberdade individual e um grande inimigo da Igreja e de seus adeptos. Era um amante do pensamento humano, estava ligado em todas as áreas sociais, inclusive dentro do mundo maçônico. Suas teses sensibilizaram boa parte da população européia, entretanto, nem todos eram a favor de suas concepções de um mundo controlado e não controlador. Suas teorias foram bem aceitas pela burguesia francesa, contudo, por serem radicais não surtiam efeitos positivos nas camadas populares da França.

Outro pensador político do Século das Luzes, também retratado pelo autor, no qual defendia novas concepções sobre o Estado foi Montesquieu. Este filósofo iluminista defendia a criação de uma política justa e sem interfaces. Consolidou suas teses em que cada país dependendo de seu estagio de desenvolvimento socioeconômico deveria adotar um tipo de governo, o que também o tamanho geográfico do mesmo influenciaria na escolha de governo, ou seja, para os grandes países, o despotismo, para os médios a monarquia constitucional, e para os pequenos, a republica. Contudo, a sua maior contribuição à ciência política foi à doutrina dos três poderes, que dividia a autoridade governamental em três ramos bem específicos, os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que deveriam ser independentes entre si, pra garantir a liberdade individual dos cidadãos.

Voltaire e Montesquieu desprezavam as camadas populares mais ricas, uma vez que, o que imperava entre eles era o seu status social. As teorias políticas desses dois pensadores maçons podem ser consideradas liberais, pois defendiam a participação da burguesia no governo.

Assim, quando os homens acharem convenientes instituir o governo, cada um continuou com certos direitos que deveria ser respeitados por aquele, tendo o povo autoridade para derrubá-lo caso os governantes excedessem ou fizessem mal o uso e seus poderes. Estas

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