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INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO PARA MELHORIAS EM PROCESSOS ORGANIZACIONAIS: CASO DO TRANSPORTE COLETIVO RODOVIÁRIO URBANO DE PORTO ALEGRE

Por:   •  9/11/2014  •  2.433 Palavras (10 Páginas)  •  279 Visualizações

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INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO PARA MELHORIAS EM PROCESSOS ORGANIZACIONAIS: CASO DO TRANSPORTE COLETIVO RODOVIÁRIO URBANO DE PORTO ALEGRE

Miriam Borchardt, Miguel Afonso Sellitto, Giancarlo Medeiros Pereira

PALAVRAS: Transporte coletivo urbano, critérios de excelência, melhoria dos processos, produção enxuta.

Introdução: O aumento do tráfego urbano nas capitais e principais cidades brasileiras tornou o transporte público mais lento e menos confiável. Tal fator, aliado a outros, tais como o transporte clandestino e isenções, reduziu a demanda por viagens remuneradas e a receita do sistema. Uma decorrência do exposto é a necessidade de mais veículos para prestar o mesmo serviço, o que se reflete em aumento de custos. Tal cenário prejudica os usuários cativos do transporte público e desestimula novos usuários.

O objetivo deste trabalho é apresentar um instrumento gerencial para a avaliação do potencial de melhoria dos processos de organizações de transporte coletivo rodoviário urbano. O instrumento foi construído a partir de uma base teórica estruturada, que se originou dos sistemas enxutos e da melhoria contínua. Com a aplicação do instrumento, será possível, para as empresas, escolherem técnicas e ferramentas apropriadas para a sua realidade e priorizarem as ações de maior ou mais urgente potencial de melhorias. A questão de pesquisa que surge é: como as empresas de transporte coletivo rodoviário urbano podem identificar os principais processos a serem melhorados, de modo a reduzir perdas e, consequentemente, aumentar ganhos?

Um sistema enxuto fornece ferramentas e formas sistêmicas de pensar como eliminar perdas.

Embora a abordagem dos sistemas enxutos e o conceito de melhoria contínua não sejam as únicas formas de melhoria de processos, é uma delimitação de pesquisa ater-se às mesmas. Este trabalho é parte de um projeto de pesquisa de quatro anos, conduzido pelo então grupo de pesquisa da engenharia de produção da UNISINOS realizado entre 2002 e 2005. A principal motivação do projeto foi o estudo das possibilidades da aplicação da Mentalidade Enxuta, como campo de conhecimento.

Característica do transporte coletivo de Porto Alegre:

Costa et al. (2001) descrevem que, em Porto Alegre, o transporte coletivo por ônibus é regulamentado desde 1928, quando vigorou o primeiro ato determinando as linhas e os horários dos ônibus e bondes da cidade. A partir de então, o sistema funcionou com permissão por linha e por empresa.

Há, em Porto Alegre, quinze empresas de transporte coletivo por ônibus, sendo uma pública e quatorze privadas. Em 1992, o transporte por ônibus foi organizado em grupos de empresas, os consórcios. O consórcio Conorte é formado por três empresas que, juntas, totalizam 416 veículos e atendem a bacia geográfica norte. O consórcio Unibus tem 370 veículos e seis empresas, que atendem a bacia geográfica leste. O consórcio STS é formado por cinco empresas que atuam na bacia geográfica sul e totalizam 447 veículos. As linhas transversais são atendidas pela empresa pública, a Carris, com 323 veículos (EPTC, 2004).

O sistema de transporte coletivo em Porto Alegre é regulamentado por um órgão gestor, a Empresa Pública de Transporte e Circulação – EPTC. O órgão estabelece os critérios de produção, por tabelas horárias, que especificam horários, cargas, itinerários e requisitos de qualidade do serviço.

A EPTC (2004) destaca que o transporte clandestino ou irregular praticamente inexiste em Porto Alegre e não está regulamentada a atividade de mototáxi.

Mentalidade Enxuta:

A Mentalidade Enxuta é uma forma de tornar o trabalho mais satisfatório, oferecendo realimentação imediata sobre os esforços para transformar desperdícios em valor. Confor- me Womack e Jones (1998), os cinco princípios gerais da Mentalidade Enxuta são: 1) determinar precisamente o valor por produto específi - co: Hines e Taylor (2000) e Schonberger (1990) salientam que o valor necessariamente deve ser determinado sob a perspectiva do cliente; 2) identifi car a cadeia de valor: segundo Porter (1999), a reunião das atividades que são executadas para projetar, produzir, comercializar, entregar e sustentar seu produto compõe a cadeia de valor de uma empresa; 3) fazer o valor fl uir sem interrupções: Rother e Shook (1999) defi nem fl uxo de valor como toda ação (agregando valor ou não) necessária para trazer um produto por todos os fl uxos essenciais para sua produção; 4) adotar sistema de produção puxada: um processo inicial apenas deve produzir um bem ou serviço a partir da solicitação do processo

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