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PESQUISAS EM TEMPOS DE GUERRA E/OU COM FINALIDADE BÉLICA

Por:   •  8/9/2019  •  Relatório de pesquisa  •  647 Palavras (3 Páginas)  •  11 Visualizações

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Discentes: Elisa Vaz, Eunice Carrijo, Laura Lopes, Miller Caldas e Thalison Rodrigues.

PESQUISAS EM TEMPOS DE GUERRA E/OU COM FINALIDADE BÉLICA

O tema a ser abordado referencia-se a contextualização de avanços científicos na conjuntura de grandes guerras. Por se tratar de um assunto extremamente amplo, foi feito um apanhado que perpassa por diversos aspectos que incluem, de maneira geral, descobertas técnico-científicos e conflitos históricos abordados sob um ponto de vista ético e moral. O primeiro esboço do que seria hoje um banco de sangue surgiu durante a guerra civil espanhola, em 1939 sendo decisivo para salvar a vida de civis e militares feridos. A guerra, aliás, foi o que serviu de motivação e estímulo para as primeiras campanhas de doação de sangue. Segunda Guerra Mundial: O nazismo foi um campo de subsequentes avanços descobertos em circunstâncias declaradamente desumanas e ilegais. Visto assim, o que se deve fazer a respeito de todo o conhecimento proveniente, essencialmente quando ele pode servir utilmente a sociedade? A vacina contra a poliomielite e muitos outros avanços médicos, por exemplo, existem graças a células humanas retiradas de Henrietta Lacks sem seu consentimento. A linha celular cultivada a partir dessas amostras iniciais tem sido usada em inúmeras pesquisas inclusive sobre o genoma humano. A era dos antibióticos se iniciou junto a eclosão da Segunda Guerra Mundial com a descoberta da penicilina, e, ao final da Guerra as forças aliadas também incorporaram inovações nazistas. Armas químicas como tabun e sarin, a cloroquina antimalárica, a metadona e as metanfetaminas. “Os dados da pesquisa nazista deveriam ser citados?” esse foi o título em uma publicação no jornal de bioética The Hastings Center Report em 1984, por Kristine Moe na qual relatou uma entrevista realizada com John Hayward, da Universidade Victória, especialista em hipotermia, que fez uso de dados nazistas em suas pesquisas. "Não quero ter de usar esses dados, mas não há outros e não haverá outro em um mundo ético", ele disse a ela. "Racionalizei um pouco. Mas não usá-los seria igualmente ruim".

A maior parte dos campos de concentração desenvolvia experimentos em humanos sobre os limites do corpo para tornar o exército alemão mais forte em combate, porém, a maior parte dos campos de concentração queimou as provas e os resultados dos procedimentos cruéis ali realizados. Entretanto, um dos artigos estudados traz experimentos que foram conduzidos no campo de concentração de Dachau. Os documentos ali encontrados relatavam práticas de experimentação que tinham por objetivo o desenvolvimento de tratamentos para a hipotermia em seres humanos para cuidar de soldados da força aérea nazista que eram derrubados em combate em águas do Mar do Norte. Durante os experimentos, cidadãos judeus presos e soldados russos capturados em batalha eram divididos em grupos, anestesiados ou conscientes, vestidos ou despidos, a fim de testar diferentes condições, e mergulhados em tanques com água gelada sendo sempre monitorados em diversos aspectos para obter as respostas corporais à baixa temperatura e, após a morte, era realizada a autópsia.

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