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PLANEJAMENTO CONTROLE DE PRODUÇÃO

Artigo: PLANEJAMENTO CONTROLE DE PRODUÇÃO. Pesquise 804.000+ trabalhos acadêmicos

Por:   •  13/10/2013  •  2.260 Palavras (10 Páginas)  •  875 Visualizações

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O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA PRODUÇÃO

Antes definir o planejamento estratégico da produção, é importante relacioná-lo com o

planejamento estratégico da organização. O planejamento estratégico, segundo Tubino (2000,

p. 34), subdivide-se em três níveis de decisões: o corporativo, o de unidades de negócios e o

funcional, direcionados pela missão coorporativa da empresa. Estes três níveis estão

interligados e formam uma seqüência de planejamentos: a estratégia funcional atende a uma

estratégia competitiva, que por sua vez deriva do nível corporativo da organização. Assim, a

origem do planejamento estratégico da produção, que originará o plano de produção está na

definição da estratégia para a área de produção (estratégia funcional).

A estratégia de produção, conforme Gaither e Frazier (2002, p. 38), “é um plano de longo

prazo para a produção de produtos e serviços de uma empresa e constitui um mapa daquilo

que a função de produção deve fazer se quiser que suas estratégias de negócios sejam

realizadas”. Para Corrêa e Corrêa (2006, p.56), “o objetivo de estratégia de operações é

garantir que os processos de produção e entrega de valor ao cliente sejam alinhados com a

intenção estratégica da empresa quanto aos resultados financeiros esperados e aos mercados a

que pretende servir e adaptados ao ambientes em que se insere”.

Davis, Aquilano e Chase (2001, p. 443) afirmam que a finalidade do planejamento de longo

prazo da produção é “[...] é nivelar a demanda dos produtos da empresa com a sua capacidade

ou habilidade de fornecê-los a um custo mínimo, identificando métodos para compatibilizar a

oferta e a demanda”.

A estratégia de produção, conforme Tubino (2000), baseia-se nas prioridades relativas dos

critérios de desempenho, e na política para as diferentes áreas de decisões da produção. Esses

critérios devem refletir as necessidades dos clientes de forma a mantê-los fiéis à empresa. Os

principais critérios de desempenho, segundo Tubino (2000) são: custo, qualidade,

desempenho de entregas e flexibilidade. Atualmente, além desses critérios de desempenhos, o

autor aponta a capacidade de inovação e a não-agressão ao meio ambiente como critérios que

também estão sendo considerados.

Corrêa, Gianesi e Caon (2001, p. 26) destacam que as empresas devem ser capazes “de

superar a concorrência naqueles aspectos de desempenho que os nichos de mercado visados

mais valorizam”. Para esses autores existem basicamente seis aspectos de desempenho que

podem influenciar a escolha do cliente e que estão diretamente relacionados à função das

operações produtivas das empresas: “custo percebido pelo cliente, velocidade de entrega,

confiabilidade de entrega, flexibilidade de saídas, qualidade dos produtos e serviços prestados

ao cliente”.

Conforme Tubino (2000), as forças estruturais utilizadas por um sistema de produção limitam

o desempenho desse sistema. Muitas vezes, para aumentar o desempenho de um critério,

perde-se em outro. Esse conceito é trabalhado pela curva de troca ou trade offs. Segundo o

autor, também é possível desenvolver um critério competitivo sem prejudicar os outros. Nesse

sentido, os critérios podem ser priorizados como qualificadores e ganhadores de pedidos. Hill

(1985 apud CORRÊA; CORRÊA, 2006), descreve os critérios qualificadores como aqueles

critérios de desempenho que a empresa deve atingir, estabelecido por um nível mínimo de

desempenho para qualificá-la a competir por determinado mercado e os ganhadores de

pedidos como aqueles com base nos quais o cliente vai decidir qual vai ser seu fornecedor,

dentre aqueles qualificados, e existindo também critérios menos importantes como aqueles

que não influenciam substancialmente a decisão de compra do cliente.

O ponto principal da estratégia de produção, segundo Gaither e Frazier (2002, p. 43), é a

capacidade de fornecimento de produção de longo prazo. Para isso, como apresenta os

autores, “equipamentos de produção devem ser comprados e instalados, tecnologias de

produção especializadas devem ser desenvolvidas e talvez novas instalações devam ser

construídas”. Segundo Davis, Aquilano e Chase (2001), o primeiro passo para transmitir o

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planejamento estratégico da produção ao nível operacional é desenvolver o plano agregado,

ou como será chamado neste trabalho, plano de produção.

O planejamento estratégico da produção, segundo Davis, Aquilano e Chase (2001), deve

combinar a taxa de produção, o nível de mão-de-obra e os estoques disponíveis para

minimizar custos (eficiência) e atingir a demanda prevista (eficácia). Conforme Tubino

(2000), o plano de produção é o resultado desse planejamento. É um plano de longo prazo que

direciona os recursos produtivos

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