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Resenha do Livro Psicologia uma nova introdução

Por:   •  2/12/2015  •  Resenha  •  594 Palavras (3 Páginas)  •  820 Visualizações

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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE

CURSO DE PSICOLOGIA

FICHAMENTO DO LIVRO: PSICOLOGIA UMA NOVA INTRODUÇÃO

BELO HORIZONTE

2013

No livro Psicologia uma nova introdução trata da exposição sintetizada de uma visão panorâmica e crítica da psicologia contemporânea. Assim traz um conjunto de informações sobre a história da psicologia.

Os autores expressam a complexidade em tornar a psicologia uma ciência independente devido à particularidade do seu objeto de estudo que está atrelado ao conhecimento de outras ciências, nos dias atuais ainda figura essa necessidade de relações das ciências com a psicologia científica. Asseguram que para conhecer cientificamente o “psicológico”, são necessárias duas condições primordiais que são a experiência muito clara da subjetividade privatizada que trata dos sentimentos das pessoas em relação a suas experiências íntimas e únicas, onde mais ninguém possa ter acesso a elas, o seu eu, isto é altamente valorizado por que através disto o desejo de liberdade e decisão está assegurado.

O capítulo, “A prática científica e a emergência da psicologia como ciência”, os autores passam a analisar de que modo as preocupações propriamente científicas, emergentes nas ciências humanas no final do século XIX, colaboram para a própria ideia de uma subjetividade privatizada. Para Figueiredo e Santi, os esforços feitos por pesquisadores desse período na direção de eliminarem a subjetividade da prática científica foram significativos para a cristalização social de que o ser humano possui uma dimensão psicológica a interferir em sua racionalidade. De outro modo, pois, por que haveriam tantos filósofos da ciência preocupados até a metade do século XX com a questão da objetividade dos procedimentos científicos nas ciências humanas. De fato, aqui as diferenças individuais entre os sujeitos são ressaltadas e colocadas em evidência, bem como uma série de traços pessoais que podemos considerar como variáveis psicológicas a incidirem sobre o olhar do pesquisador. Nessa direção, “...as práticas científicas contribuíram para o reconhecimento, entre os próprios cientistas, com seus ideais de objetividade, de que há fatores subjetivos e individuais permanentemente em ação”. Mais uma vez, dessa forma, o desenvolvimento da modernidade estava a reforçar a ideia de uma experiência subjetiva individualizada, privada, acessível apenas a quem a vive.

Em “A psicologia como profissão e como cultura”, capítulo final da obra, os autores apontam para o perigo que as distorções do saber psicológico podem gerar, quando incorporadas pelo senso comum. Alertam sobre a existência de profissionais menos sérios, os quais, ao estarem respaldados por uma formação legal, colaboram para a disseminação de uma imagem equivocada da profissão, ora como mero conselheiro sentimental, ora como defensor do individualismo narcisista como ideal de vida. Nada disso, pois, corresponde à seriedade do saber psicológico e aos objetivos que as diferentes áreas da psicologia se propõem. Mais uma vez, hoje é a crise do modelo de subjetividade privatizada hegemônico que faz da psicologia uma área de interesse de várias camadas sociais, motivo esse que, segundo os autores, denotam a falência dos estilos de vida e das ideologias que os sustentam no cenário contemporâneo.

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