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CONCEITO DE DIREÇÃO - FEITO GELO EXPOSTO AO SOL

Por:   •  3/4/2016  •  Abstract  •  734 Palavras (3 Páginas)  •  121 Visualizações

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CONCEITO DE DIREÇÃO - FEITO GELO EXPOSTO AO SOL, EVAPOROU.

POR ANDRÉS ENRIQUE ALARCÓN

O filme se divide em três momentos principais que conduzem o protagonista pela história. No começo somos apresentados ao personagem principal, João. Ele é um homem comum, de 25 anos, que trabalha como Telemarketing na empresa Mais TV. Insatisfeito com seu emprego e o rumo que sua vida vem levando nos últimos tempos, vai vivendo cada dia como se fosse apenas mais um.  Para passar a sensação de que João é uma pessoa ordinária, apenas "mais um na multidão", a câmera encontra-se quase sempre parada, em um plano estático, com João centralizado no meio de figurantes que trabalham ao seu redor.  A câmera pouquíssimas vezes sai do tripé tentando assim passar a ideia de monotonia da vida da personagem. Esses momentos serão captados por planos gerais médios, os conhecidos planos americanos. Além disso, os planos são mais longos, e distantes.  Por ser um momento do filme guiado pelo ponto de vista de apenas um personagem, ocorre a predominância do Câmera Cutting em praticamente todo o tempo narrativo.

O segundo momento se inicia quando João reconhece, do outro lado da linha, a voz de Olívia, sua ex-namorada. Nesse ponto da história, temos uma virada, onde o personagem é colocado em situação de desconforto já que, aparentemente, os dois há tempos não se falavam. João tem dificuldades em se expressar, o que falar, como agir. Com isso, a câmera passa a ter outra dinâmica. Os movimentos que antes não existiam, aparecem. A câmera que estava fixa agora vai pra mão e ganha rapidez e planos mais fechados, como close-ups e close-ups médios, detalhando esse desconforto sentido pela personagem. Detalhes das mãos suadas, das unhas roídas, e dos lábios sussurrando no microfone, são alguns exemplos. Os diálogos acontecem, porém João interage apenas com um telefone e não temos conhecimento algum das respostas daquele que supostamente está do outro lado da linha. Sendo assim, aqui temos a predominância ainda do Câmera Cutting, uma vez que a narrativa segue guiada pelo ponto de vista do João e suas ações. É também no segundo momento do curta onde ocorre uma sequencia de raccords de tempo, guiados por movimentos de câmera que nos permitem perceber que passou-se uma semana com uma repetição de acontecimentos. Esses movimentos, junto com a troca de figurinos, mas a permanência do mesmo espaço, farão com que se perceba a passagem de tempo.

O terceiro momento da história se dá no encontro real entre João e Olívia. A câmera na primeira parte deste terceiro momento, está distante, como se estivéssemos assistindo em tempo real o encontro dos dois.  Mais uma vez o desconforto está presente,  dessa vez no encontro ao vivo, aliado a um distanciamento das duas personagens que há anos não se encontravam. Passamos então a ter a presença de diálogos entre duas personagens, uma de frente pra outra. Por isso, surge aqui (ao contrário do que se via nas duas primeiras partes do filme) a presença predominante do Coverage. Os planos continuam seguros e clássicos, e os planos são predominantemente médios, com over the soulders.

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