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A Historia da Africa

Por:   •  10/9/2019  •  Resenha  •  1.433 Palavras (6 Páginas)  •  5 Visualizações

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Bruno de Oliveira

RA 1130710

Licenciatura em História

Historia da África

Orientador: Prof. Tiago Tadeu Contiero

Rio Claro 2019

Portfólio Historia da África

1-Quais as principais características culturais do continente africano pré colonização.

Segundo Tylor (1958): “Cultura é o todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, artes, moral, leis, costumes e quais capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”. Assim sendo, a cultura é tudo aquilo que produzimos no interior de um grupo, seja produção material ou imaterial. Revalorizar a cultura africana é descobrir e compreender uma rica produção que foi deixada de lado ou ignorada ao longo da história. Conhecemos muito da História do Egito e da cultura produzida. Contudo, pouco ou quase nada sabemos sobre os impérios ou reinos africanos que foram tão importantes para a difusão e manutenção de tradições culturais.

Visentini (2014) afirma que o Egito constitui a base do patrimônio cultural, filosófico e científico de todo o continente. Esse mesmo autor considera que é incorreto pensarmos que a África é um continente pobre e que pouco inovou em sua história. Isso porque, antes da colonização europeia, o continente africano era dinâmico do ponto de vista de pesquisas e da cultura, fruto do dinamismo de seus reinos.

Se partiu do Egito a base cultural e filosófica dos africanos, o Islã desempenhou papel igualmente importante. Segundo Visentini (2014), desde o século 8 a África vivenciou um privilegiado processo de produção cultural original. Isso se deve ao Império do Sudão, que incorporou a cultura e a religião islâmica à cultura nativa do continente.

Ao mesmo tempo em que se trata de uma dinâmica muito interessante e até mesmo singular, a relação da África com religiões externas, como no caso do Islã, dificulta o estudo e o entendimento da religiosidade mais “tradicional” do continente. Em outras palavras, é muito complicado afirmamos o que era natural da religiosidade africana e o que foi modificado a partir da incorporação de elementos religiosos externos, principalmente islâmicos e cristãos. Ademais, é comum vermos referências às religiões africanas com termos pejorativos e negativos, mesmo que pesquisas antropológicas, sociológicas e históricas já tenham desmontado diversos desses conceitos. De comum, entre as religiões africanas, vê-se a intenção de ligar o homem com alguma divindade, gênio, ancestral etc. Segundo Visentini (2014), é justamente esse intuito de ligar o homem com o mundo sobrenatural é o que perpassa todas as tradições religiosas do continente, por mais distintas que possam parecer em uma primeira análise.

2- Explique como a presença dos africanos no Brasil contribuiu com a construção de nossa cultura. Cite exemplos. 

Podemos dizer que a maioria dos habitantes negros do Brasil é descendente de escravos. Durante aproximadamente 350 anos, mais de 5 milhões de africanos foram retirados da África e trazidos para a América portuguesa como escravos. Esses escravos foram a base da economia colonial e imperial de nosso País. Porém, não foram só os maus-tratos e as condições sub-humanas que os negros escravos vivenciaram no Brasil. Homens, mulheres e crianças de várias localidades da África, arrancados e trazidos nos porões de navios negreiros para o Brasil, contribuíram de maneira decisiva na formação da nossa cultura ao se relacionarem com os colonizadores portugueses e com os ameríndios.

A contribuição ímpar dos negros escravos na cultura que hoje vivenciamos foi muito grande. Uma dessas contribuições, comum e presente em nosso cotidiano, é a influência religiosa.

Exemplo de influência religiosa africana no Brasil:

 Quem trouxe o candomblé para o Brasil foram os negros que vieram como escravos da África. Entre eles se destacavam dois grupos: os bantos (que vinham de regiões como o Congo, Angola e Moçambique) e os sudaneses, que vinham da Nigéria e do Benin (e que são os iorubas, ou nagôs, e os jejes). Porém, a religião oficial no Brasil era o catolicismo, trazido pelos brancos, de origem portuguesa. O candomblé - culto africano que se tornou afro-brasileiro - era encarado como bruxaria. Por isso era proibido e sua prática reprimida pelas autoridades policiais. Assim, os negros passaram a cultuar suas divindades e seguir seus costumes religiosos secretamente. Para disfarçar, identificavam seus com os santos da religião católica. Por exemplo, quando rezavam em sua língua para Santa Bárbara, estavam cultuando Iansã. Quando se dirigiam a Nossa Senhora da Conceição, estavam falando com Iemanjá. Esse processo foi chamado de sincretismo religioso.

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