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Análise do texto acadêmico: o círculo de giz da “globalização”

Por:   •  7/4/2017  •  Resenha  •  1.112 Palavras (5 Páginas)  •  92 Visualizações

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Análise do texto acadêmico: o círculo de giz da “globalização”

As discussões acerca da globalização ganharam força no cenário brasileiro na década de 90, tendo prevalecido, desde então, a ideia de que forças dominantes imperam na economia mundial e tendem a destruir as fronteiras nacionais.

        O autor, apesar de ponderar sobre os fatores que embasam essas teorias de uma economia integrada comercial e financeiramente, quais sejam: velocidade do progresso técnico em diferentes áreas, inovações e redução dos custos de transportes, desregulamentação de mercados, e remoção de barreiras, afirma que a globalização a partir desta perspectiva é um mito.         

Segundo seus argumentos, o processo de internacionalização tem abrangência e alcance menor do que o que é posto pela mitologia da globalização. E que tem por efeito a paralisação das iniciativas nacionais, uma vez que as forças econômicas globais são incontroláveis. A subjugação das políticas nacionais aos imperativos desta tal economia global, bem como o enfraquecimento e remoção das resistências sociais e políticas.

Atendendo, portanto, aos interesses econômico financeiros dos setores e nações que dominam o processo de internacionalização. Possibilitando também que governos fracos e omissos usem do mesmo argumento para isentar-se das próprias responsabilidades, e enfraquecer os debates acerca das políticas econômica e social.

Como exemplo, o autor aponta o cenário brasileiro recente no que tange às medidas de desnacionalização da economia, ao aumento do desemprego e a crescente vulnerabilidade financeira externa do país.

Sobre a ideia de vasto alcance do processo de integração das economias nacionais, o autor reitera que a mesma é falsa, e apresenta como argumento que os mercados internos continuam preponderantes, sobretudo nas economias maiores, apesar da rapidez da expansão das transações econômicas internacionais. Além do que o movimento do mercado de trabalho é de introversão e de falta de sincronia entre as flutuações do nível de emprego e da atividade econômica.

Aponta ainda que na área financeira a internacionalização dos mercados é mais limitada do que a ideologia da globalização prega. Assim como há a preponderância do mercado nacional e dos fluxos internos nos mercados de capitais, de títulos e de ações. Mercados estes de suma importância do ponto de vista das dimensões decisivas da dita globalização.

Análise do texto 2:

De acordo com o autor, a ascensão de Trump ao governo americano reflete, em certa medida, a insatisfação da classe média estadounidense com o processo distributivo da globalização financeira e da globalização comercial e industrial.

Como berço do processo de globalização, os Estados Unidos, pós fim da Guerra Fria, passou por um forte processo de redesenho das suas cadeias produtivas. No contexto em que várias das suas fábricas, bem como da Europa e da América Latina, foram transferidas para outros países asiáticos, que representavam possibilidades de redução significativa de custos. Para o autor, este processo acarretou em desemprego e redução de renda dos então países centrais e suas periferias.

No que concerne aos impactos da globalização, cujo base central do sistema financeiro mundial é a economia americana, o processo conduziu a uma forte concentração de renda, riqueza e poder financeiro em poucos bancos. Assim, para os bancos, o processo tem sido bastante favorável, entretanto, para a maioria da população, não. Uma vez eu os ganhos tem sido apropriado pelo capital e não pelo trabalho.

O autor aponta os três principais erros tomados pelos governos, no processo. O primeiro é permitir as fusões das grandes empresas e aquisições de outras, refletindo em um elevado corte de empregos. Como também ao praticar uma política de redução de impostos para empresas já consolidadas. E por fim, a redução da concorrência com a formação de oligopólios com poder excessivo em determinadas áreas, ocasionando em perdas para pequenos fornecedores, distribuidores e consumidores finais.

Visto que a globalização afeta países de formas diferentes, cada governo deve conduzir suas políticas de forma a atenuar os efeitos adversos para a sociedade e a economia do país. Não adotando a postura de que a globalização tem um poder internacional que foge do controle dos estados nacionais. Assim como, tomar medidas que vão além da adoção da crença de que a globalização é sempre boa e suas forças são inevitáveis.

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