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Analise do Conto Pai contra Mãe

Por:   •  17/9/2017  •  Relatório de pesquisa  •  3.141 Palavras (13 Páginas)  •  99 Visualizações

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FACULDADES INTEGRADA SANTA CRUZ DE CURITIBA - FARESC

ANÁLISE DA OBRA

PAI CONTRA MÃE

JOELCIO FERREIRA PEDROSO

ARAUCÁRIA/PR

2017

(...)"A abolição é a aurora da liberdade;

esperemos o sol; emancipado o preto,

resta emancipar o branco."

(Machado de Assis. Esaú e Jacó)


APRESENTAÇÃO

A proposta desse manual é fornecer uma análise do conto “Pai contra Mãe” as alunos das FACULDADE SANTA CRUZ que será  e apresentado na I Jornada de Iniciação Cientifica de Letras e Educação.

A qualidade desses trabalhos dependerá de alguns requisitos que precisam ser rigorosamente seguidos, entre os quais o a abordagem do enredo do conto, respeito a análise critica  das visões de Machado de Assis.

Por essa razão, os estudantes universitários devem estar familiarizados com a biografia do autor, Machado de Assis.

A Análise aqui apresentada, embora não seja exaustiva, fornecem os principais parâmetros para o entendimento e compreensão do conto e da visão do autor naquela época, que será observado que não é muito diferente da atual


"Pai contra mãe" conto de Machado de Assis,

O autor aponta nesse conto uma consciência dos problemas que atingiam a classe emergente de assalariados do final do séc. XIX, assim como uma preocupação da questão da escravidão.

“”..A ordem social e humana, nem sempre se alcança sem o grotesco e algumas vezes o cruel...”

O conto se inicia com quatro grandes parágrafos descritivos

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido as outras instituições sociais..”

Percebe-se pelo uso do tempo verbal na primeira oração – Levou – essa informação nos fornece a ideia de que o assunto a que se tratara é passado. O narrador nos passa uma possível duvida da narração, posteriormente ao fim da escravidão no Brasil. Dá-se relevância a essa informação porque a ação da historia narrada ocorre dentro do Brasil escravagista.

“..Há meio século os escravos fugiam com frequência..”

É de se notar que esse “há meio século” remete a ação do conto para um momento anterior.

Outro dado interessante naquele primeiro período é o fato de vir ali expresso um possível assunto do conto: a escravidão seus ofícios e os aparelhos destes, ao mesmos, é a expectativa que se cria de imediato ao ler o período

Uma informação que chama a atenção é o reconhecimento da escravidão como uma instituição social, aquela inicia o período, esta o fecha. As duas são complementares e definidoras uma da outra. Será justamente a escravidão como instituição social que dará “status” de oficio a atividade que será apresentada no quinto parágrafo, e que será também o oficio do personagem principal, capturar escravos fugidos.

Na sequencia temos a descrição dos aparelhos que se ligam aquele oficio, o “ferro ao pescoço”, o “ferro ao pé” e “mascara de folha-de-flandres” são alguns desses aparelhos. As descrições são bem peculiares, o narrador não se limita a uma simples descrição do objeto

..”..a mascara de folha-de-flandres tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado..”

Também  descreve sua função e utilidade social.

“..a mascara fazia perder o vicio da embriaguez dos escravos, por lhes tapar a boca (...) com o vicio de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede e ai ficavam dois pecados extintos (...) era grotesca tal mascara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e algumas vezes o cruel..”

A esta afirmação que e dita ao leitor com a mesma ‘’naturalidade’ com que apresenta o assunto que encerra, como se o seu sentido fosse consensual porque natural, somam-se duas outra no segundo e terceiro peragrafo.ao falar sobre o “ferro no pescoço” afirma o narrador “pisava, naturalmente mas era menos castigo que sinal. E ao comentar a cerca das constantes julgas que ocorreram” no meio século “ e sobre as pancadas que sofriam os negros fujões

“...havia alguém em casa que servia de padrinho e o dono não era mau; além disso ,o sentimento da propriedade moderava a ação ;porque dinheiro também dói..”.

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