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A Neurose e Doença Mental

Por:   •  14/2/2017  •  Trabalho acadêmico  •  1.299 Palavras (6 Páginas)  •  168 Visualizações

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Capitulo 11-  Neurose e Doença Mental

  • Mecanismos de Defesa contra a Coerção:

     O conceito de mecanismos de defesa teve origem na teoria psicanalítica de Sigmund Freud e designa diferentes operações mentais que têm como principal função proteger o indivíduo daquilo que lhe possa causar algum sofrimento psíquico. Muitos padrões de comportamento surgem da necessidade que temos de nos proteger da ansiedade que a coerção nos provoca. Sendo a coerção definida por Sidman (1989/1995), como o uso da punição, ameaça de punição e reforçamento negativo na interação entre pessoas e destas com o ambiente físico não-social.

       A maioria das pessoas se adapta a coerção, lidando com ela através de fuga ou esquiva. Mas algumas vezes, a esquiva pode afetar tanto a vida de uma pessoa interferindo no seu dia-a-dia. Mesmo quando a esquiva é bem sucedida pode haver consequências severas, que possam classificar tal pessoa como mentalmente doente. A origem do “comportamento doente” é muito particular, difere de pessoa pra pessoa.

  • Fobias

   Existem vários tipos de fobias, elas representam medos anormais e específicos.

   Como por exemplo, a fobia de multidão, em que a pessoa com este tipo de fobia não participa de organizações sociais, não vai a festas e não utiliza transportes públicos. E pode haver casos em que a pessoa com fobia de multidão apresenta frequentemente situações de fuga ou esquiva. A análise do comportamento não procura descobrir as causas da fobia, ao invés disso trata os atos de esquiva presentes do paciente. A esquiva pode permanecer, mesmo quando desnecessária.

O terapeuta comportamental vai ensinar o paciente a não reagir como se as multidões fossem aversivas. O paciente aprenderá gradualmente a se aproximar de um pouco mais de pessoas. Até finalmente ser capaz de se juntar progressivamente a um grupo maior. As características positivas da interação social se fortalecem, enquanto a esquiva diminui. E assim desaparece a fobia.

  • Formação de Reação

      Este processo acontece quando existe repressão dos próprios impulsos acompanhada com uma tendência contrária. Assim, mantem o impulso indesejado e oculto longe do consciente, enfatizando o impulso oposto, ainda que “falso”, ou seja, seria a adoção de um comportamento oposto à tendência reativa que o sujeito tenta esconder. Por exemplo, uma pessoa demasiado corajosa, pode ser reflexo de medo oculto ou um homem demostra ser “demasiado masculino” para camuflar a sua feminidade.

  • Sublimação

       A sublimação é a busca da forma socialmente aceitável de “transformar” os seus impulsos “condenáveis”. Um exemplo claro é alguém atraído pelo fogo, tornar-se bombeiro. Porém existem outras formas de sublimação, mais subtis, como a arte. Um artista criar uma obra que represente para si os seus desejos mais condenáveis, porém é algo aceite e valorizado socialmente.

  • Projeção

       Talvez o mecanismo de defesa mais popular. Neste o indivíduo afasta de si características negativas, salvaguardando-se da angústia das ter. Um claro exemplo disso, são os alunos que após uma nota negativa, atribuem a culpa á professora ou mesmo ao teste, “que o teste era difícil” ou “saiu matéria que não tínhamos dado”.

  • Deslocamento

      O individuo dirige a sua conduta desaprovada a alguém que não pode retaliar. Por exemplo, um homem que é humilhado pelo chefe no trabalho, mas quando chega em casa ele espanca sua esposa e seus filhos.

  • Regressão

      Na regressão o individuo perante a uma frustração, punição ou privação, retorna a estádios anteriores de desenvolvimento, apresentando um comportamento mais infantil. Um exemplo deste processo é que perante um problema o individuo chora, remetendo-se para a infância em que o chorar poderia resolver muitos dos problemas. Esse processo é bastante normal se tornando patológico quando o ajustamento entra em conflito com as normas sociais. O terapeuta precisa ensinar ao paciente maneiras mais efetivas de adaptar-se.

  • Obsessões e Compulsões

     Existem atos que podem se tornar muito frequentes e auto consumidores. Como por exemplo, uma pessoa que tem uma compulsão em ir a um restaurante jantar todos os dias no mesmo horário, que passa por um ritual de limpar oito vezes os talheres e o prato antes de usá-los. Ao invés de olhar para a história dessa pessoa, o terapeuta irá primeiramente procurar quais as consequências imediatas desse ato, para então poder ajudar.

  • Desordens de Conversão

       Acontece quando o paciente apresenta sintomas físicos, mas que não podem ser explicados por uma condição orgânica, sendo resultante de fatores psicológicos. Como por exemplo, tornar-se cego pode aliviar uma pessoa de qualquer responsabilidade de cuidar de uma mãe doente. Não acontece de forma consciente, o paciente realmente apresenta os sintomas, no caso de paralisia histérica, onde a pessoa é incapaz de andar, com o desuso, os membros podem se deteriorar “confirmando” a doença.

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