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ANÁLISE DO FILME: O VENDEDOR DE SONHOS

Por:   •  12/3/2019  •  Trabalho acadêmico  •  1.016 Palavras (5 Páginas)  •  5 Visualizações

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ANÁLISE DO FILME: O VENDEDOR DE SONHOS

O filme “O vendedor de Sonhos”, baseado no livro de Augusto Cury, com o mesmo título, conta de forma comovente a história de um psicólogo renomado, professor universitário, que está no alto de um edifício prestes a cometer o suicídio. Estão presentes na cena muitos curiosos, policiais, bombeiros, e ainda, um outro psicólogo, para tentar convencer o homem de desistir da ideia de se jogar do prédio, mas sem sucesso. De repente, surge um homem maltrapilho e desconhecido, que burla a segurança e consegue chegar até a janela onde aquele homem estava para se jogar, e senta-se ao lado.

Na conversa, o homem maltrapilho e desconhecido, deixa o psicólogo, Júlio César, perplexo e confuso com suas declarações e questionamentos. Questiona suas crenças, quanto ao fim da existência e de sua dor, afirma que aqueles que se suicidam são assassinos, pois além de matar a eles mesmos, matam uma parte daqueles que ficam, entre outras frases impactantes, e por fim, se diz vendedor de sonhos e oferece uma vírgula para a vida de Júlio César, em vez de um ponto final. Sem respostas e confuso, o psicólogo desiste da tentativa de suicídio e começa a segui-lo.

A trama do filme gira em torno da vida desconhecida e obscura do Vendedor de Sonhos. Enquanto faz seus discursos impactantes em várias situações e locais, cenas de sua vida contam que ele foi um executivo renomado e de sucesso, um workaholic, que de tanto priorizar seu trabalho e deixar a família de lado, tem um surto psicótico ao perder sua família de forma trágica.

O psicólogo Júlio César, ao seguir o Vendedor de Sonhos, ouvindo seus discursos e diálogos pessoais, reflete sobre sua vida, dedicada a profissão, com relacionamentos frustrados, em especial com o filho, pois havia se tornado um pai perfeccionista, que só realizava cobranças, exigindo que o filho fosse sempre “o melhor”, e não expressava o amor e a admiração que tinha dele. Além disso, uma carreira que estaria “acabada” pelo episódio da tentativa do suicídio, afinal, quem confiaria num psicólogo que tentou o suicídio? Por fim, Júlio Cesar resolve reagir e buscar seus sonhos perdidos e desfeitos.

Na cena final do filme, tem a oportunidade de pedir perdão a seu filho, João, e expressar em palavras seu amor e admiração. Nesse momento, João, estava no alto do prédio, sentado na mesma janela que seu pai, e ameaçava se jogar. Da mesma maneira, Júlio César oferece uma vírgula a João, e não um ponto final, para que este possa continuar sua história, mesmo quando o mundo desaba.

O filme emociona e nos faz refletir sobre a vida que estamos vivendo, as escolhas importantes que realizamos no cotidiano, e o que realmente tem valor. Entretanto, um assunto relevante a ser abordado nesse contexto, é sobre o profissional psicólogo, que trabalha com a saúde mental das pessoas, e que também pode adoecer e ter sofrimento psíquico, como é o caso do protagonista do filme.

A atuação do psicólogo é marcada por uma relação de ajuda, que se configura na proximidade com outros indivíduos, os quais, na maioria das vezes, estão vivenciando o enfrentamento de situações estressantes, e isso exige um investimento pessoal muito grande por parte desse profissional, sendo comum aspectos desgastantes que favorecem o adoecer pelo estresse crônico, implicando no colapso da saúde psíquica (ABREU ET. AL., 2012).

Abreu et. al. (2012) ao abordar sobre o estresse ocupacional e a síndrome de Burnout no exercício profissional da psicologia, aponta que, com facilidade se observa psicólogos entre a clientela de risco da síndrome de Burnout, e destaca algumas fontes de estresse nesses profissionais, fatores que predispõe a essa exaustão, entre eles, a manutenção da relação terapêutica, dúvidas profissionais, envolvimento excessivo no trabalho, esgotamento pessoal, solidão, expectativas excessivas e falta de gratificação, entre outros.

Segundo Benevites-Pereira (2014) o Burnout é resposta a um estado prolongado e crônico de estresse, ocorre quando os métodos

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