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Abordagem Comportamental: Teoria Comportamental De Watson

Por:   •  25/9/2013  •  828 Palavras (4 Páginas)  •  833 Visualizações

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Seria imperdoável iniciar o estudo desta teoria sem uma breve citação do psicólogo em causa, que nos elucida sobre a base da sua teoria:

“Dêem-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas e a espécie do mundo que preciso para as educar, e eu garanto que, tomando qualquer uma delas ao acaso, prepará-la-ei para se tornar num especialista que eu seleccione: um médico, um comerciante, um advogado e sim, até um pedinte ou ladrão, independentemente dos seus talentos, inclinações, tendências, aptidões, assim como da profissão e da raça dos seus ancestrais”.

WATSON, J., Behaviorism, Norton, 1925, p. 85

A partir desta citação é visível a intenção de Jonh Watson, pai da Psicologia científica. De facto, este psicólogo pretendia transformar a Psicologia numa ciência aplicável não só aos animais, mas também aos seres humanos, pois considerava que todas as espécies tinham evoluído, por selecção natural, partindo de uma origem comum, à semelhança do que defendia Darwin. Segundo ele, não faria qualquer sentido a divisão entre a psicologia humana e a psicologia animal, dado que existia uma continuidade entre ambos. Assim, este ramo da neurociência cingir-se-ia ao mero estudo dos comportamentos observáveis (behaviorismo), directa ou indirectamente, constituindo-se uma ciência autónoma, objectiva e, sobretudo, experimental. Deste modo, podiam ser medidas as respostas, seguindo um determinado método experimental, obtendo-se um grau de objectividade superior ao método introspectivo, ou seja, através de várias experiências conseguiria adquirir um conhecimento mais alargado acerca do comportamento humano do que utilizando, por exemplo, o método da psicanálise de Freud. Cabia à Psicologia observar, quantificar, descrever o comportamento enquanto relação causa/efeito, mas nunca interpretá-lo.

De acordo com a teoria de Watson, estes comportamentos constituiriam então a resposta de um indivíduo a um determinado estímulo, sendo este último representado por um E (objectos exteriores) e a resposta por um R (reacções físicas). A um conjunto de estímulos designava-se por S (situação). Watson estabelece, portanto, relações múltiplas entre estímulo e resposta.

Por estímulo entende-se o conjunto de excitações que agem sobre um indivíduo de forma a ser provocada uma resposta. É claro que todo o estímulo tem um limiar e um limite, por exemplo: o nosso organismo não reage a ultra-sons, apenas a sons dentro da gama de frequências apropriadas ao ser humano. Podemos ainda subdividir os estímulos em duas sub-categorias: os estímulos provenientes do meio interno (movimentos dos músculos, secreções das glândulas, ou seja, as nossas alterações corporais) e estímulos provenientes do meio externo (raios luminosos, ondas sonoras, vento, etc.).

Quanto às respostas, podemos dizer que são tudo o que um indivíduo faz, desde o simples acto de estremecer devido a um barulho, à complexa construção de um arranha-céus. É o conjunto de reacções concretas e observáveis no indivíduo, que derivam da relação complexa entre diferentes estímulos provenientes do meio físico em que está inserido o sujeito, dando-se em função da situação. Seria possível então ao psicólogo, através do estímulo, prever o comportamento que lhe estaria associado.

Neste contexto, os comportamentos são nada mais, nada menos, que aprendizagens condicionadas pelo ambiente à sua volta. São respostas que podem ser explícitas (directamente observáveis) e/ou implícitas (não observáveis pelos outros).

Esclarecidos estes conceitos, empreende-se que a base do behaviorismo no qual Watson se apoiou, seja a de que um mesmo estímulo – ou estímulo semelhante

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