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Psicólogo Escolar:educador Ou Clínico?

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Por:   •  14/6/2012  •  1.047 Palavras (5 Páginas)  •  2.439 Visualizações

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Psicólogo escolar:educador ou clínico?

A partir da psicologia enquanto área de conhecimento,pesquisa,produção de conhecimento e prática profissional,a articulação com a educação passou a se configurar como um dos campos de atuação do psicólogo,apesar de pouco escolhida.A entrada do psicólogo na escola,teve como objetivo a necessidade de corrigir e adaptar,à escola ,o aluno portador de algum problema de aprendizagem,no passado era entendido como função do psicólogo,a aplicação de recursos psicométricos .

O psicodiagnostico e a avaliação psicológica,cheios de aplicações e técnicas próprias,foram consideradas inerentes e exclusivas do psicólogo,sendo usado também no âmbito educacional.Foi nesse contexto que emergiu a figura do psicólogo escolar,que ia a escola para resolver problemas neste espaço de formação.Com o passar dos anos,a visão do papel do psicólogo na escola mudou,os profissionais procuraram não mais ter apenas como base de estudo à descontextualização e fragmentação do individuo,a negação do caráter histórico-cultural da subjetividade.Essa mudança fica mais clara com relatos de psicólogos que se preocuparam em não culpabilizar o aluno pelas dificuldades que enfrenta e tentam conscientizar os demais profissionais que o problema está inserido em uma gama maior de determinantes que não apenas os individuais.A entrada do psicólogo na educação foi criticada por não se entender como adequado o uso dos conhecimentos psicológicos para adaptar o aluno à escola.

Concordo com Mitjáns Martinez que aponta que “a psicologia escolar é de fato,a expressão da psicologia no contexto escolar”.Assim a psicologia escolar se refere à Psicologia na escola,com todas as suas possibilidades e implicações no que diz respeito ao processo educativo.A psicologia escolar defini-se como um campo de produção de conhecimento,de pesquisa e de intervenção e que,entre outras atribuições,assume um compromisso teórico e prático com as questões relativas a escola e seus processos.

Meira e Tanamachi,defendem que o espaço de atuação do Psicólogo escolar se estende para outros contextos profissionais que não necessariamente a escola,uma vez que entendem que o psicólogo escolar se define como tal por estar inserido na educação e não propriamente na escola.Nesse ponto de vista a Psicologia Escolar se define”enquanto área de estudo e aplicação dos conhecimentos da Psicologia à educação escolar efetiva-se menos pela ocupação de um espaço específico a escola”.Araújo e Marinho discordam das posições que sustentam não ser escola o espaço preferencial e específico de atuação do psicólogo.A identidade do psicólogo escolar,constitui-se “a partir da imersão na escola,enquanto espaço institucional de efetivação concreta da condição humana dos sujeitos participantes e enquanto lócus privilegiado para ocorrência do processo de canalização”(Araújo,2003,p.13)

A escola é o contexto principal de atuação do psicólogo escolar,apesar de não se configurar como o único,uma vez que atuações relevantes em psicologia escolar têm se desenvolvido em outros contextos educativos,como é o caso de creches.A perspectiva preventiva na atuação psicológica busca a superação da visão de promoção de adaptação,esperando que o profissional de Psicologia,em sua intervenção,evidencie as contradições entre as práticas educativas e as demandas dos sujeitos nesse contexto.As concepções que os professores tem acerca da aprendizagem direcionam sua pratica profissional,favorecendo ou prejudicando sua mediação em relação ao desenvolvimento psicológico de seus alunos.

Com a participação do professor,além de trocar informações,”os psicólogos escolares podem criar condições para a desmistificação das explicações psicologizantes,a partir de uma reflexão consistente é fundamental nos conhecimentos acumulados pela Psicologia.A participação ativa do professor na busca de alternativas para o efetivo aprendizado dos alunos lhe possibilita apropriar-se de sua função e responsabilidade,as quais,por algum tempo,foram delegadas ao psicólogo.Todo trabalho envolve algum investimento afetivo por parte do trabalhador,seja na relação com os outros ou com o produto do trabalho,sendo que o diferencial do trabalho docente está no fato de que “a relação afetiva é obrigatória para o trabalho.A contradição entre a necessidade de se vincular afetivamente na relação profissional e a impossibilidade

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